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18.5.09

Sobre sair-de-si - as três maneiras

Escrever é a segunda das três maneiras de sair-de-si. Escrever é em demasia bom porque não é tão repetente como falar - a primeira maneira. Escrever faz fluir a sensação do novo, o abismo do novo. Tanto é que se pensa antes de escrever e, constantemente, não se pensa antes de falar. É que para a escrita, menor é a frequência; e bem se sabe: a menor frequência é o segredo do prazer. Tamanha é a capacidade não utilizada pelo cérebro humano, que decorrente algum tempo da ação efetuada, quando a mesma é repetida, já retoma o sentido de novidade. Mas observe-se, decorrente algum tempo da ação efetuada. E entre as falas não há tempo, há descaso. Fala-se "pelos cotovelos", como dizem, e nem percebe-se. Porque falar virou tão corriqueiro quanto raro virou ouvir: o paradoxo da comunicação pós-moderna. Mas enfim, escrever. Escrever sim, é uma maravilha. O branco da página ouve atento, espera aberto. Os dedos, por mais rápidos que sejam, ainda demoram - com relação ao pensamento - obrigando a mente à análise. Até na pressa, a escrita exige calma, exige alma. As letras vão se enrolando e assim se desenrola, em símbolos, o pensamento. É lindo.
Logo após, evolutivamente - esqueça o que aprendeu em história! - o gesto é a terceira maneira de sair-de-si. Se a fala é singela, mas necessária, e a escrita linda e almada, sobre o cênico - deus! - nem se fala. O cênico é o supra-sumo da inteligência evolutiva humana. O gestual mudo, rude e cavérnico, sim, é o mais alto padrão comunicativo atual. Pena nem todos o alcançarem.

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copiei do blog www.lellilumino.blogspot.com; (uma guria muito simpatica apareceu no meu orkut propagandeando o tal blog dela e eu curti muito esse texto =D pedi pra postar =D)

peace on you

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