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24.7.09

Alma Fechada



Estive ha alguns dias atras no (Centro Tecnológico Estadual) Parobé pra fazer minha matricula no curso tecnico lá (estou definitivamente largando a faculdade, pelo menos pelos proximos 2 anos, gracas a Deus =D). No caminho do Parobé, logo que passei da Borges, vi aquela grama verde, o prédio administrativo, céu azul e sol forte, fiquei pensando: "será que alguém admira isso aqui?".

Tipo: aquela regiao, por mais vandalizada que esteja, é alvo de váááááárias fotos de turistas do mundo inteiro que, quando visitam O Brasil, descem em Porto Alegre, entram naqueles onibus coloridos de dois andares e desembarcam (desonibusam*) ali, entre outros pontos da cidade, pra tirar fotos pra quando voltarem pra casa mostrarem pros parentes "olha onde eu estive! =P". Será que os habitantes de Porto Alegre e regiao, morando tão perto, nao admiram o que tem de atrativo?

Da mesma forma, conheco varias pessoas que, mesmo morando em cidades de praia, não visitam o mar durante o verão inteiro...talvez porque ja estejam acostumados ou enjoados daquele lugar. Milhares de pessoas migram pras cidades de praia pra aproveita-las ao maximo durante o verão, mas aqueles que moram ali não se dão ao trabalho de passarem sequer uma tarde la :P

Esse comportamento é o que eu chamo de "alma fechada"... talvez exista algum outro nome pra denominar isso, mas como eu não conheco, vai o que eu inventei mesmo xD Funciona tanto pras coisas boas quanto pras coisas ruins. Por exemplo: nao ir a praia eh uma coisa boa que, por ter a 'alma fechada', alguem nao faz. Mas, da mesma forma, passar por um mendigo na rua e não se sentir nem um pouco comovido é uma coisa ruim e que, por estar com a alma fechada, a pessoa nem percebe.

Os ensinamentos de Jesus (e, consequentemente, os de Paulo e dos discipulos em geral) sempre eram no sentido de se manter com a alma "aberta". Tiago fala (capítulo 2):

15-E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
16-e algum de vós lhes disser: ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessarias para o corpo, que proveito virá daí?
No contexto da carta, ele está falando sobre as obras e de como as obras são necessárias pra salvação. Não como causa da salvação, mas como consequencia (em acordo com o que Jesus disse sobre "conhecer cada arvore pelos seus frutos"). Mas a minha intenção ao fazer essa referencia é mostrar que as vzs, mesmo sem querer, dizemos aos proximos "ide em paz" sem prestar atencao no que lhes falta. Passamos por uma paisagem bonita sem admirá-la mais; enjoamos de comer pastel sem refletir que muitos não podem comer; reclamamos que o cabelo não se ajeita quando muitos são carecas... etc (estou dando exemplos 'esdruxulos' de proposito, porque eh esse cotidiano que precisa ser refletido).

Eu tenho reclamado muito das minhas ocupações na Igreja: canto em 2 corais e em um grupo, toco na banda, na orquestra e ainda arrumo o som durante os cultos. Tenho me esquecido de pra quem é tudo isso. Tenho feito todas essas coisas em função dos homens que me designaram tais funções no sentido de "cumprir um compromisso" (porque se não cumprir vão me cobrar, entao eu preciso fazer pra não me enxerem o saco). Mas tenho refletido também na possibilidade que eu tenho de fazer todas essas coisas; na capacidade que Deus me deu; no tempo disponivel, na inteligencia, etc... pensando que muitos não tem condicoes fisicas ou financeiras, ou simplesmente não tem o enganjamento.

Sempre tive bem claro na minha mente de que todas essas coisas são capacidades dadas por Deus e que se eu me corromper Deus tem todo o poder pra me substituir. Ele quem da e quem tira as capacidades... Eu sempre gostei de comparar aqueles usados por Deus a ferramentas que Ele usa conforme quer e que não dizem "olha como eu sou bom, Ele ta me usando", mas ficam quietas e felizes de terem a oportunidade de serem usadas =D Por isso nunca me achei melhor que ninguem da igreja por ter todas essas funcoes acumuladas... mas apesar disso estava sentindo que estava cheio de funções e nenhuma era o meu objetivo principal... como no filme 20 do Rob Bell:



Avaliando melhor a situação (e agora com a alma mais 'aberta'), percebi que, apesar de estar cansado, ocupado, atarefado e tendo que dizer não a algumas coisas, meus objetivos finais de vida (que ainda não foram descritos nesse blog, mas que num futuro breve vou compilar num post) estão encaixados nesse contexto de funções e que, por mais que eu estivesse desanimado, esse era o rumo que eu deveria tomar se quisesse seguir em frente com meus anseios que respondem a pergunta "o que tu quer da tua vida?".

Eu não sou o Rob Bell, mas "So may you" (tradução: "que tu possas") ter a alma aberta para as coisas que se passam na tua volta pra agradecer a Deus na plenitude as coisas que tu tem a oportunidade de ter, ser e vivenciar =D

Paz tejamos irmãos

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