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2.9.09

Axioma Fundamental de Interpretação Bíblica

Eu adoro esses nomes chiques pra títulos de post. Parece que meu post fica mais serio.

Mas o que eu venho dizer não é nada muito complexo ou que de muito pano pra manga no quesito "argumentação". A questão é que ha algum tempo ja venho percebendo que a minha interpretação Bíblica diverge da de algumas pessoas, principalmente por elas levarem muito a sério alguma coisa específicamente escrita.

Desde pequeno eu vou a igreja. Na luterana nunca entendi direito as coisas de Deus... não que eles não explicassem, mas não me importava muito. Já na minha amada Bléia (não que eu seja bairrista, mas é que é onde eu me converti :P) comecei a entender as coisas da Bíblia e como Deus age, funciona e ve as coisas.

No comeco aderi a um conjunto de regras de conduta e moral que me condenavam incessantemente. Depois relativisei (ou deixei de lado mesmo) todas as regras, não porque achava que não precisasse delas, mas porque não estava me importando mesmo. Finalmente, cai nesse 'meio termo' entre o ortodoxo e o liberal que me entendo hoje.

Esse 'meio termo' que digo, é o que considero mais coerente. Leva em conta mais a intenção do que a atitude em si mesma. E, sinceramente, é assim que acho que Deus pensa.

No evangelho de Lucas tem uma história onde Jesus cura uma mulher paralítica durante o sábado e um 'principe da sinagoga' se indigna dizendo que sábado não era dia de curar pessoas. A resposta de Jesus (13.15) pra mim é muito enfática:

"Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água?"
Jesus se importava menos com as regras estabelecidas doq com as pessoas. E Jesus é Deus. Ora, não precisa ser um genio pra se dar conta entao que Deus se importa mais com as pessoas do que com suas leis.

E vindo pros tempos de hoje, vemos irmãos que se importam com os cabelos das irmãs e com as saias, mas não se importam com o tamanho da saia nem com o comportamento. Se importam mais se o irmão da o dizimo doq se ele tem comunhão com Deus e dá bom testemunho. Se importam mais se o irmão foi batizado por imersão ou se foi batizado por só molhando a cabeça. Sinceramente, com quem esses irmãos se parecem mais? com Jesus ou com o 'principe da Sinagoga'?

Concluindo, o axioma de que falo no título é o seguinte:
Deus é um cara gente boa, legal, amigo, 'parceria', que se importa mais com nós do que com as regras instituidas. Ele mesmo quebrou as regras mandando Jesus, que morreu por pecados que Ele não cometeu exatamente por esse motivo: Ele se importa com nós.
Entao, que possamos viver com menos regras e mais Jesus, que é o que realmente importa =D

Paztejamos :P

4 comentários:

  1. que o Senhor Jesus continue te abençoando!!

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  2. É, Jean, já sofremos demais com esses usos e costumes!
    Isso tem que acabar! Camadas e mais camadas de tradições humanas!
    Mas só não entendi o que tu quis dizer com "Ele mesmo quebrou as regras mandando Jesus..."
    Abraços!
    Felipe

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  3. O interessante é que os mandamentos do Senhor sempre visam o bem do ser humano, nunca a opressão. Essa vem da tradição construída pelos homens, que criam regras em cima do mandamento.
    A tradição tem seu valor. Muitas vezes pode ajudar. Agora, quando a tradição se opõe a prática dos mandamentos (ou seja, quando surgem regras por demais opressoras, como os usos e costumes), se torna altamenente prejudicial, e passa a urgir de revisão.
    O que nosso povo precisa é de BÌBLIA, não dessa falsamente chamada "doutrina", a qual já afastou muitos da comunhão.
    Abraços!
    Felipe

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  4. a idéia de 'quebrar a regra' que eu passo é mais ou menos a seguinte:

    definir justica pra Deus é um tanto complicado tendo em vista que Ele mesmo é quem escreveu o livro. Por mais simplista que seja, eu creio que Deus é justo e o 'justo' é o que acontece segundo a vontade dEle. Sendo assim, justiça é "aquilo que está em conformidade com a vontade de Deus" (por maior paradoxo que agente consiga alcançar desse ponto, ja que seria necessario, de novo, definir "a vontade de Deus" pra atrelar a justiça.

    Desse ponto, aparentemente, Deus escreveu um livro inteiro onde Ele define Sua própria vontade (Levítico). Quem seguisse aquela vontade se salvava, quem não seguisse não se salvava. Nunca ocorreu o caso de alguém passar a salvação a outro.

    Quando Jesus veio e cumpriu a lei, a salvação era dEle. Digo, se Ele não quisesse, nunca veríamos a Deus. Mas ele 'quebrou a regra' morrendo, ou seja, abrindo mão da própria justiça (que seria não morrer) por amor de nós.

    Isso é quase como agente pega dinheiro emprestado de um amigo no Banco Imobiliario pra não quebrar (mesmo isso não constando nas regras xD).

    Enfim, não sei se esclareci :D

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