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22.9.09

A independencia congregacional e a comunhão – uma reflexão bíblica

Por algum motivo que não me lembro direito, o Felipe e eu acabamos conversando e ele fez um texto que eu quero postar aqui. Me lembro que primeiro ele me sugeriu escrever sobre o tema, mas como eu sou meio 'impetuoso' no que escrevo (gosto de chegar aqui com um lapso de inspiração e sair escrevendo aquilo que me veio a cabeca - talvez por isso os erros de portugues e as fugas de assunto que me obrigam a mudar o título de post xD) acabei sugerindo que ele escrevesse. O mais engraçado é ele concluir com uma frase minha :P fiquei me sentindo xD

Aí vai o texto:

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A independencia congregacional e a comunhão – uma reflexão bíblica

Eu sei que foi pago um alto preço
Para que contigo eu fosse um meu irmão

Quando Jesus derramou sua vida
Ele pensava em ti, Ele pensava em mim,
Pensava em nós
E nos via redimidos por seu sangue
Lutando o bom combate do Senhor
Lado a lado trabalhando, sua Igreja edificando

E rompendo as barreiras pelo amor.

E na força do Espírito Santo nós proclamamos aqui
Que pagaremos o preço de sermos um só coração no Senhor
E por mais que as trevas militem e nos tentem separar
Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos andar.

Esse belo hino, de Asaph Borba, é muitas vezes cantado por nós. Só que, infelizmente, cantamos algo que não condiz com a realidade. Nós o cantamos muitas vezes em nossas congregações, sem saber (ou sem se importar em saber) do que ocorre nas outras congregações.

Cada congregação tem seus compromissos, seus trabalhos, seus afazeres. São tantos, que é difícil visitarmos. Mas o maior problema mesmo é que muitas vezes estamos envolvidos na luta pelo “nome” da congregação a que pertencemos.

Breve origem das congregações

Pra quem não sabe, as congregações (ou setores) de um campo surgiram ainda no início das AD. Por haver poucos pastores para campos muito grandes, a solução foi escolher obreiros de confiança que pudessem liderar, sob o aval do pastor, os “postos-avançados” de evangelização, surgindo assim as congregações.

O problema desponta: a Independência Congregacional

Na nossa cidade, porém, esse modelo teve um problema, que chamarei aqui de “independencia congregacional”. Seria a condição das congregações, muitas vezes isoladas e sem apoio de outras, que passam a desenvolver-se quase que independentemente do resto do campo. Assim, a congregação desenvolve seus próprios departamentos .

Devido ao isolamento que é submetida, a congregação passa a lutar por um “nome”, ou seja, por uma reputação dentro do campo. Seus membros devem todos ficar ocupados na congregação; ajudar uma outra frequantemente não é visto com bons olhos.

Muitas vezes, devido ao medo de perder membros para outra congregação, são criados os “departamentos fantasmas”: departamentos que, na prática, só serve para “segurar” os membros na dita congregação.

Em decorrência da independencia congregacional, surge uma triste rivalidade entre as congregações. O foco do Reino é perdido muitas vezes, confundindo-se com os afazeres da congregação.

Certa vez, diante do nascente departamento do qual era líder, um certo irmão pronunciou a seguinte frase:

” Hoje, somos a congregação do bairro X. Mas acho que só seremos a Igreja do Bairro X quando fizermos tudo por nós mesmos.”

Mas aí,eu pergunto: porque ser a Igreja do bairro X? Porque não ser igreja juntamente com a sede e demais congregações?

A solução – a visão bíblica

“Cristo estaria assim dividido?” (1Coríntios 1.13)

Essa foi a pergunta que o Emissário Paulo fez aos coríntios, questionando assim o razão da divisão que lá se encontrava.

Sim, os coríntios estavam divididos. Por razões bem diferentes, mas estavam. Todavia, com esse ato, eles ignoravam que agora faziam parte de um Corpo. Que agora, estavam unidos espiritualmente. Que, pelo preço pago por Jesus, eles foram feitos UM.

Vamos racionar biblicamente: o Eterno escolheu Abraaão, para criar o Seu povo a partir de sua descendência (Gênesis 12. 1-3). A descendencia de Abraaão representaria o Eterno ao mundo (“...Por ti serão benditas todas as famílias da terra”).

O profeta Isaías, no Primeiro Cantico do Servo (Isaías 42), consta sobre o Messias que viria: “ e as ilhas aguardem seu ensinamento” (Isaías 42.4)

As “ilhas” são os povos gentios longíquos. Ou seja, o Messias levaria o conhecimento do Eterno aos outros povos. Veja que o mesmo trecho é citato em Mateus 12. 16-21.

Após a morte sua morte e ressureição, Jesus ordena aos seus discípulos “ Ide, portanto, e fazei discípulos em todas as nações “ . Ele, o Bom Pastor (João 10.11), ajuntaria os gentios que crescem nele como parte do povo do Eterno.

Paulo, na sua carta aos Romanos, explica a nossa condição, gentios crentes em Jesus, como ramos enxertados na Oliveira (Romanos 11.16-24).

Ora, diante da maravilhosa obra de Jesus, nós simplesmente a ignoramos, permitindo que a suposta “Obra” que fazemos seja mais importante? Nós simplesmente caçoamos da cruz, ao menosprezar nossos irmãos de outras congregações, com nossas rivalidades? Será que nos esquecemos tão fácil que somos todos parte de um Corpo, do qual Cristo é a Cabeça?

Que ninguém nos engane: os vínculos espirituais que nos une são infinitamente superiores a prentensos orgulhos congregacionais ou departamentais. E a pregação anti-comunhão, que defende um relacionamento pessoal extremo com o Eterno (“esqueça o irmão que está do seu lado”) é irreal.

Como atitudes para solucinar esse problema, primeiramente queria citar o lovável Grande Coral das mocidades, que reúne os jovens de todas as congregações. Também gostairia de citar o Congresso da Mocidade, que será realizado. Todos nós devemos lembrar nossos líderes, em nossas congregações, desses eventos, para que a nossa congregação participe. Muitas vezes, uma congregação fica de fora desses eventos por falta de atenção mesmo. Avisos desse tipo já seriam uma solução.

As campanhas locais ajudam um pouco. O problema é que, infelzmente, a maioria das pessoas vem ao congresso por causa da “benção”, não se importanto muito com a comunhão.

Congregaçõe com problemas em alguma área ou departamento poderia pedir ajuda a outras congregações. Trabalhos realizados com membros de mais de uma congregação seriam interessantes.

Conclusão

Faço minhas as palavras do Jean: “o ideal seria que as pessoas nao entendessem a igreja como um 'clube' e se 'enclausurassem' num mesmo prédio, mas que entendessem a igreja como uma 'ordem' de pessoas que, independente do lugar onde estiverem, estão unidas”

Que nós possamos deixar nossas bandeiras congregacionais, e usar todos uma única bandeira: o daquele que era, que é e que há de vir (Apocalipse1. 8).
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Por razões mais do que óbvias eu ja tinha comentado com ele de convidá-lo a postar aqui, mas sempre esqueco, deixo pra depois, sei la...
Ae hoje, depois que vi o email dele com o texto me lembrei de convidar =D

bom enfim, paztejamos =D

2 comentários:

  1. reflexão exelente, mais eu acho que é falta de divulgação creio eu,porque até mesmo o site da igreja fica meses sem atualizaçoes, ainda bem que o irmão teve a inspiração de colocar os Eventos no seu blog,mais o certo mesmo é que devemos levar os não salvos a Cristo se não o que adiantaria conhecer a palavra e não convidar ninguem para vir a congreção é bem certo certo que seremos cobrados quando estivermos frente a frente com o Senhor Jesus.

    um abraço, Deus te abençoe

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  2. A reflexão não é minha, é do Filipe, que ja congregou em algum lugar q nao era a sede... como eu sempre estive na sede, nao tenho muita ideia de como funciona a divulgação desse tipo de evento, então não opino :P

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