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11.12.09

Por uma liturgia

Em uma era onde se cultua a desordem e o indivíduo, falar-se em liturgia é algo quase que proibido. Embora as autoridades mais antigas da igreja a defendam, a tendência é outra: fora com a liturgia! Isso é prender e reduzir a ação do Eterno em nossas vidas! O Eterno deve fazer o que ele quiser nos cultos; nós não podemos organizá-lo em uma estrutura.

Sinto dizer, mas a verdade é que esse discurso tão “badalado” está em desconexão com a Bíblia. A rebelião contra todo o tipo de ordem, que porventura venha a limitar o indivíduo, é uma constante no mundo atual, não na Palavra do Eterno.
O Eterno nos deu mandamentos para cumprir. Ele deseja que nossa vida se conforme ao Seu padrão. A questão não é que nós queremos prender a ação do Eterno numa ordem pré-estabelecida, mas que Ele mesmo institui ordens. Lembremo-nos do que o apóstolo Paulo falou em 1 Coríntios 14.40:

“Mas tudo se faça com decoro e com ordem.”

Nesse trecho (Capítulo 14), o emissário ensina sobre como deveriam ser as reuniões da congregação. Vejam que Paulo não deu sugestões opcionais de culto, ao contrário, “Se alguém julga ser profeta ou inspirado pelo Espírito, reconheça, nas coisas que vos escrevo, um preceito do S-NHOR “ (1 Coríntios 14.37)
Entendo que o culto, sendo devotado ao Eterno e não aos homens, deve ser sagrado e possuir ordem baseada na Sua palavra, com consenso da congregação. No momento em que alguém (pregador, cantor, etc) diga-se “movido pelo Espírito” para mudar o andamento da reunião, será que não está se insurgindo contra a ordem estabelecida pelo Eterno? Ou porque um indivíduo, só porque de repente subiu no púlpito, será coberto de uma espiritualidade superior a da congregação que procura andar nos caminhos do Eterno? É de se pensar.

Clamo por uma liturgia. Por uma ordem no culto. Clamo por uma ambiente de reflexão nas Escrituras e adoração ordenada ao Eterno, onde todos, individual e coletivamente, sejam edificados, aprendam e se aproximem mais do Eterno. Que os ensinos de nosso Messias enchem nossos pensamentos, para nos esforçarmos em vivê-los durante os dias da semana.

Rejeito o culto barulhento, onde não há espaço para a reflexão na Palavra do Eterno. Rejeito o culto onde alguns, por se descontrolarem mais (leia-se, “por darem liberdade ao Espírito”, uma incoerência por sinal) são tachados de mais espirituais do que os outros, e onde o objetivo é "buscar uma benção".

Penso em desenvolver esse pensamento posteriormente. Que o Eterno, bendito seja ele, abençoe a todos!

2 comentários:

  1. Felipe, excelente artigo. Estou esperando o desenrolar do assunto.

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  2. até sei em que reunião tu se baseou pra escrever esse texto xD

    muito bom muito bom =D

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