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22.2.10

Perspectivas

Final de semana teve vigilia nas Pedras Brancas (um bairro aqui). Fazia tempo que não ia em nada assim e resolvi ir. Sentei na frente, mexi na mesa de som e ajudei um gurizinho no meu lado a tocar meia lua =D adorei poder fazer isso =D

Mas o que vim dizer é sobre a nossa mocidade.

Estavamos reunidos na Pedras Brancas, com a banda da Sede, o coral da Pedras Brancas e o grupo de louvor da Santa Rita. Tinhamos jovens do ermo, da Vila Iolanda, da Colina e até da Serrinha (que é bem longe).

Me faz muito feliz ver que o trabalho que comecou a dois anos mais ou menos esta dando frutos. Sei que temos perspectivas de fazer um retiro em conjunto e que estamos cada vez mais unidos. Eu mesmo, nunca tive amigos do Ermo, da Colina, da Serrinha e da Vila Iolanda: comecaçaram a surgir de dois anos pra ca e agora estamos bem integrados =D

Comentei isso com o Nemias durante a vigilia e acho que estamos em tempo de diminuir as gandes reunioes para cultos unificados e se dedicar mais aos outros. Com essa grande massa agente pode comecar algum trabalho social ou coisa do genero.

Temos várias congregações que se encontram em bairros carentes. Talvez depois da mudança de dirigentes do dia 28 alguém ja esteja planejando comecar de novo os trabalhos sociais que tinham esse ano e que pararam por algum tempo. Se a mocidade comecar a se envolver com esses trabalhos, até o Congresso (que é em novembro ou dezembro) agente possa fazer uma grande promoção dessas ações.

Agente pode juntar na entrada do Congresso alimentos não pereciveis, cobertores, e roupas que as pessoas não querem mais, e depois doar para aquelas pessoas onde o trabalho é feito.

Agente pode promover jantas mais baratas subsidiadas por esses alimentos (por exemplo) para pessoas carentes nos bairros.

Tem muita coisa a se fazer e o ano apresenta boas perspectivas.
Eu sei que o Congresso ta longe e que pra tudo isso é necessário muita organização.
Mas sonhar é o primeiro passo. =D

Vamos com boas expectativas de o que a nossa Igreja pode fazer para o próximo.
Paztejamos =D

6 comentários:

  1. É bom ver a gurizada mais unida. Somente com união podemos ajudar os bairros mais carentes. O Congresso pode ser muito útil nesse sentido. Espero que a igreja encare dessa forma, ao invés de ver o Congresso como uma oportunidade de "recarregar baterias".

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  2. Sabe, Jean, minha pesquisa de campo é com organizações da sociedade civil. Eu parto do Cadastro Nacional de Entidades do Ministério da Justiça e seleciono aquelas que dizem contribuir para o desenvolvimento da democracia. Isso me leva a trabalhar com organizações dos mais diversos tipos (desde aquelas que defendem o meio ambiente até centros espíritas). Por que estou contanto tudo isso? Porque é interessante como tem organizações de todo tipo (inclusive igrejas), mas nenhuma evangélica. De forma muito resumida, por hora, posso dizer que essas organizações começam com fins bastante assistencialistas mesmo, mas para atingir essas coisas básicas (segurança alimentar, acesso a serviço de saúde etc.) acabam percebendo que precisam atuar politicamente, ou seja, conscientizar as pessoas de seus direitos, participar de conselhos de políticas públicas, enfim, as formas são muitas. Eu sei que a igreja, através de seus grupos, como o de jovens, teria um poder enorme de mudança social, porque reune um capital social (vc sabe o que é isso?) incrivel, mas parece-me subaproveitado. Esse tipo de ação que você menciona é um primeiro passo, essencial.
    Jussara Borges

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  3. Na verdade o que acontece é que o movimento evangélico é que nem o curso de ciencias sociais: discutem discutem discutem, dizem que ta tudo errado e encontram centenas de motivos pra estar assim, mas não saem de casa pra mudar alguma coisa.

    Em vez disso, muitos crentes se reunem, oram, gritam, cantam, e saem do culto 'declarando vitórias' para si, para o irmão, para o proximo, para a cidade, para o estado e para o país. Pra mim o que importa nisso tudo é a 'congregação', a união, a interação. Mas se o crente fica só nisso, perde o sentido, deixa de cumprir a missão que Jesus nos deu.

    Os espiritas dão um banho na gente no quesito 'caridade'.

    Existem vários trabalhos interessantes na nossa igreja: o departamento de musica, por exemplo, é super grande com aulas, grupos, bandas e orquestras. Mas infelizmente agente trabalha com agente mesmo, e pouco se sai atras dos grupos carentes. Apesar de as aulas de musica custarem 10 reais - o que é extremamente barato em comparacao com qlqr lugar - e esse valor ser negociavel pra quem nao pode pagar, as aulas são dadas num lugar muito improprio: dentro da igreja sede. Para que efetivamente esse trabalho surta efeito pra uma comunidade carente, ele tem q ser feito dentro da comunidade e com algo tipo um café da manha dado antes da aula.

    O que acontece é que muitos dos nossos jovens sabem muito de música, tem condições de dar aulas, mas como ainda não existe a estrutura, não dão aulas. Música é só um exemplo de o que nossa comunidade pode fazer.

    É esse tipo de esforço que Deus tem em mente e que Jesus queria expressar quando disse pra sermos 'luz do mundo' e 'sal da terra'.

    Deus é muito mais lembrado na Bíblia como o Deus que tirou Israel do Egito do que como Deus criador. Ou seja, Deus é muito mais lembrado como Deus que "liberta o oprimido".

    Enfim...

    E sim, eu sei o q eh capital social xD essa expressão me remete ao tempo que eu lia o site do PSTU UHEUHAUEAHEAHUEA

    bjus juuh t++

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  4. É isso mesmo. Só para complementar uma coisa que vc falou: essa coisa de fazer a ação social no local onde vive quem dela precisa é indispensável. Vários motivos, mas lá vão três: 1) mesmo que a igreja (para usar o exemplo daí) procure acolher qualquer pessoa, é um prédio que guarda muito simbolismo. Só para ilustrar com casos reais que estudei aqui: dois centros espíritas construiram espaços independentes, com outras entradas, porque até então, as pessoas achavam que só espíritas podiam frequentar, por mais que eles explicassem o contrário; 2) R$ 10,00 pode parecer pouco, mas some a passagem, o lanche. Jean, eu tenho alunas universitárias que caminham quilômetros, porque não tem os R$ 2,30 da passagem; 3) o lanche que vc mencionou é essencial; tem muita gente que critica o bolsa-família de Lula (já é outra discussão), mas tente aprender (ou fazer qualquer coisa) com fome!!!
    Enfim, e a música é uma excelente entrada em qualquer comunidade. Quem sabe vc não organiza isso?
    Jussara Borges

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  5. Eu to maquinando. Na verdade eu tenho pensado em várias coisas sobre esse tipo de coisa.

    mas nao adianta pensar sozinho sem ter movimento de todos. Por isso eu conto com essa 'integracao' :D

    Eu preciso de professores, gente que doe comida, gente pra preparar lanches, estrutura de aula, estrutura fisica (com alguma influencia - coisa que nossa igrja tem em guaiba - é possivel conseguir as escolas durante o fim de semana), etc. O proposito é conseguir organizar coisas baseadas em doacoes, pra poder fazer trabalho social, pra carentes mesmo.

    Enfim... vamos ver o que acontece esse ano =D

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  6. Hoje eu tô escrevendo pra caramba no teu blog, em espaços diferentes! Espero que você se ache aí ;o)
    Mas agora, por fim, é só pra salientar uma coisa que você falou no post aí em cima e noutro local também e que é um dos resultados da minha pesquisa (acho que ela já tá servindo para alguma coisa): de fato, as ações que têm obtido sucesso são as que se desenvolvem em parceria, em redes, em articulações, etc. As organizações que querem trabalhar sozinhas tendem à entrofia! Incrível, mas é um dos resultados mais significativos que obtive. Ao contrário, aquelas que se abriram a aprender com outras experiências, a trocar recursos (humanos, de know how ou financeiros mesmo) tendem a ser as mais bem sucedidas. Lembre disso!
    Jussara Borges

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