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6.4.10

As Eleições e o Big Brother: uma reflexão

É um tanto compreensível o desânimo da população em geral em relação às eleições. Naturalmente afastado da política, o povo brasileiro em geral, com suas mãos calejadas do trabalho diário e trazendo o pouco que ganha honestamente, olha com descrédito aos políticos beberrões, ladrões e despudorados que gastam o dinheiro arrecadado pelo Estado com suas vaidades e lascívias.

Difícil, entretanto, é entender a atenção dada aos participantes de um reality show: um conjunto de pessoas de classe média, sem ter o que fazer durante meses a não ser festas e intrigas, entre outras coisas. Difícil é entender a preocupação para que um daqueles bem-nascidos ganhe o tal premo em dinheiro, que agora não lembro-me da quantia, sabendo todos que o infeliz gastará em poucos meses, em nada contribuindo para o bem da população.

Entenda-se: o primeiro, o candidato à eleição de um cargo público, pode estar num meio em descrédito, mas é o único que pode fazer algo pelo bem da população; o segundo, o candidato à vitória de um programa, é sabido que não irá influir em nada mais, que não fará bem algum e que, aliás, é uma personalidade completamente irrelevante para os assuntos nacionais. E agora pergunto: porque a população interessa-se mais pelo Big Brother Brasil do que pelas eleições?

Mesmo tendo uma idéia do porque, espero ainda uma resposta convincente.

Paz tejamos.

5 comentários:

  1. Acho que tenho a resposta para sua pergunta.
    Sabe por que a população se interessa mais por big brother do que pelas eleições?

    1º - Porque o próprio governo desencoraja a informação útil e inspira o povo ao entretenimento inútil (vide loteria federal); pois para os governantes quanto mais burro melhor.

    2º - Por que o povo que se chama povo de Deus também não se interessa pelas eleições e por nada da política?
    Porque os próprios líderes denominacionais tornam seus membros um bando de alienados, pensando apenas em sí mesmos e nas bênçãos que irão receber se forem na "corrente dos 318" ou na"gruta dos milagres" ou mesmo comprando uma "bíblia de 900 reias".

    Bom, é isso.
    PAZ.

    Ah, to te seguindo no blog.

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  2. Oi Jean, vou dar uns pitacos também ;o)
    Bom, primeiro vou discordar de uma frase sua, quando vc diz que o político é o único que pode fazer algo pelo bem da população. Como já comentei com vc, mesmo em termos de construção e execução de políticas públicas, várias organizações da sociedade civil têm obtido sucesso, sem falar nas ações sociais a que se propõem que, sem dúvida, são "algo pelo bem da população", para usar teus termos.
    Depois, concordo com o comentário do "Pastor" quando diz que os governantes tem promovido essa "letargia cívica" e alguns atores sociais (a própria igreja como ele diz, mas também outros como a mídia) tem promovido uma cultura de individualismo, de forma que ambos fatores vão confluir por aquilo que alguns autores chamam de "apatia política". Bom, existem outros fatores e estudos sérios sobre o assunto. Tem um, por exemplo, que mostra que o interesse cívico dos porto-alegrenses aumentou sensivelmente com o orçamento participativo nos anos 1990. Então, quer dizer, se se abrem espaços efetivos de participação e as pessoas percebem que suas demandas são levadas à sério, essa apatia tende a se reverter. Se você se interessar pelo assunto, me avise que te passo indicações.
    De qualquer forma, minha pesquisa tem se posicionado de outra forma: em vez de me perguntar o porquê da apatia, questiono se essas formas de participação vem se alterando. Enfim, minha desconfiança é que falta mais oportunidades efetivas de participação do que interesse propriamente. Como digo em um de meus textos:
    "Portanto, a suposta apatia dos cidadãos para com os assuntos públicos é um estado latente à espera de oportunidades que a desmintam."
    Jussara Borges

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  3. Felipe, mil desculpas, está claramente colocado no final do teu post "Postado por Felipe" e eu respondi citando o Jean! Foi falta de atenção minha, não vai acontecer mais. Fora isso, mantenho os comentários ;o)
    Abraços
    Jussara Borges

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  4. Eu acho que o "unico" que o Felipe quis dizer era entre os dois citados no post.

    Entre o politico e o Brother o politico é o unico que pode fazer algo que preste. Até porque é requisito pra entrar no BBB ter neuronios a menos (vide pessoas selecionadas xD)

    Paztejamos

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  5. "O Pastor"

    Tem toda a razão. A grande parte do mundo evangélico está distante da política por causa de tais líderes nefandos.

    Há segmentos que creêm que, em vez do envolvimento em questões políticas, o negócio é "amarrar demônios que controlam a nação", entre outras coisas.

    É triste. Mas estamos aí para questionar e combater essas práticas.

    A paz!

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