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19.4.10

Nossa contradição

Essa postagem tem o intuito de somar ao que falou o Jean em Não Perpetuem as Saias.

Em sua origem, o Movimento Pentecostal (donde vem as Assembléias e demais igrejas pentecostais clássicas)caracterizou-se por uma contestação das tradições que a Igreja formou ao longo dos séculos.

Com o novo derramento do Espírito Santo, os pentecostais acreditavam estar voltando às origens, à Igreja Primitiva dos Apóstolos. As tradições, vindas depois do período apostólico, eram profanas e inúteis para a igreja, que só deveria ter por base de fé a Bíblia.

Inclusive as tradições de interpretação da Bíblia foram um tanto deixadas as vezes. Havia uma espécie de anarquia interpretativa, uma vez que a pessoa deveria consultar apenas a revelação do Espírito Santo para interpretar o texto.

É claro que não fomos os únicos a contestar as tradições. Mas talvez tenhamos sido os mais radicais.

Mas a contradição está em que, com o passar do tempo, nós mesmos desenvolvemos nossas próprias "tradições". São costumes que não tem nem cem anos, mas são impostos como sendo uma espécie de "doutrina de sempre da igreja". Aliás, "doutrina" virou um sinônimo de usos e costumes.

Contraditório, não?

Paz tejamos.

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