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28.6.10

Música Gospel, a gente vê por aqui

Tem coisas que não dá pra entender. O Movimento Evangélico, depois de sua guerra com a Globo, parece ter encontrado nela um aliado.

Não estou de um lado nem de outro. O Movimento Evangélico definitivamente não responde pela Igreja. A Globo é a emissora mais poderosa e, como tal, se acha no direito mesquinho de controlar a vida do brasileiro.

Mas, pelo menos, o Movimento Evangélico se opondo a Globo - ainda que por outras razões - nos dava um quê de diferença, de visão crítica. Mas, agora foi por água abaixo.

Caiu-me as butiás do bolso quando vi a Som Livre lançando o CD da Aline Barros. E caiu-me mais butiás quando a vi, ao lado da Fernanda Brum, no Domingão do Fastão!

O que aconteceu? A Globo não era a emissora do mal? Não era a "inimiga número um" dos evangélicos?

Quem deve estar dando pulos de raiva é Edir Macedo,que tentava fazer de sua emissora a rival da Globo, e parecia ter para isso o apoio evangélico.

Talvez o Movimento Evangélico, que na verdade é uma concha de retalhos unida fragilmente por lideranças carismáticas e músicos gospel, cansou de sua associação com a IURD. Mas, unir-se a Globo?

Talvez eu esteja exagerando na união com a Globo. Mas, pense comigo: há um tempo atrás, ver um cantor gospel na Globo era utopia. Eu até participava de uma comunidade do Orkut "Jô Soares, entrevista o Adré Valadão", onde um cidadão disse "seria bom mesmo, assim a Globo perceberia que nós existimos".

Parece que agora ela percebeu. E não vão faltar vozes dizendo que isso é maravilhoso, que o Eterno (perdoa-nos Senhor) está abrindo portas, que a "Obra" está avançando, e blá, blá, blá.

Mas o que você acha disso, caro leitor? Será que isso é algo realmente bom? Nós, igreja, não deveríamos ser a voz dos excluídos, dos desprezados? Deveríamos, ao invés disso, dar tapinhas nos ombros dos opressores de nosso país? Tudo vale em nome da pregação do Evangelho? E, afinal de contas, que "Evangelho" é esse?

6 comentários:

  1. Bem, eu assiti ao programa ontem e nao posso dizer que gostei delas no faustao, ja que ele nao deixa ninguem falar nem expressar a propria opiniao; Assim como eu tambem nao gosto desse papo de "evangelico" o negocio nao eh ser evangelico o negocio eh levar o louvor a Deus em todos os cantos do mundo, e se "abriram as portas" para a Fernanda Brum e a Aline Barros irem la e erguerem um clamar a Deus naquele programa, eu digo Gloria a Deus. Acho que onde tem adoracao tem cura, tem coracao quebrantado, tem amor de Deus... mesmo que, por mais pessimista, soh o das duas. Considero as duas, mulheres de Deus e mais que bacana que elas estejam indo onde chamarem, afinal elas nao estao la para concordar com o que eles fazem elas estao la para levar a o amor de Deus. Pq sendo do bem ou do mal toda vida eh uma vida, e se eh preciso alguem ir no meio do "mal" para falar com ela entao que va... quem for direcionado para isso.
    Acho que eh essa minha ideia 8)

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  2. Cara JuT,
    Muito obrigado pelo comentário. Sua opnião é bem vinda.
    Talvez eu tenha exagerado um pouco em minha crítica. Não quero denegrir a imagem da Aline Barros, nem da Fernanda Brum. Mas minha crítica vai em cima do porque da mudança de atitude de cantoras como elas em relação a Globo.

    Eu não entendo essa mudança de opnião tão repentina, de ver a Globo como "a grande meretriz" (como dizem alguns) para a Globo "porta de pregação do evangelho". Não gosto dessa idéia de vale-tudo em nome de Cristo. Se elas louvaram ao Eterno no programa do Faustão? Pode ser, sim. Mas, porque logo no Domingão do Faustão, um dos programas mais torpes e alienados da TV? Se aparecessem em programas de menor baixaria eu apoiaria.

    E não vejo com bons olhos as idéias de conquista e de poder articuladas pelas igrejas. Chegamos ao Faustão, e agora? O Filho de Deus não teve onde reclinar a cabeça.
    Eu uso o nome "evangélico" para me referir as igrejas pentecostais e neo-pentecostais, que são as que mais crescem, e que assumiram um caráter peculiar e distinto das velhas igrejas protestantes. Me identifico mais com essas últimas.

    Mas, cara JuT, peço perdão se em algum momento faltei com o respeito em minha postagem.

    Abraços flaternos.

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  3. Bom, consta aqui minha ignorancia:
    - porque eu nao conheço as duas cantoras direito ("defeito" meu de ouvir musicas de jogos, orquestras, bandas de rock antigo, mas pouco conhecer musica de crente - e ainda ter aquele estereótipo de Cassiane e Lauriete na cabeça xD);
    - porque eu nem sabia que elas foram no Faustão.

    Mas sobre o caso de um dia eu ver algum crente famoso na globo ou no faustão:

    Há algum tempo a globo fez uma série de reportagens (que eu postei aqui no blog) que falava da obra social dos evangélicos ao longo do Brasil.
    Não sei se apoio ou desapoio algum crente famoso aparecer no Faustão... o meu problema ta na essência da fama.

    Porque eu admiti aquela visão que li há algum tempo (que tu mesmo me mandou Felipe, dum tal de Brabo) sobre a igreja incorporar uma sociedade de consumo (coisa que não me deixa nada feliz :S).

    Tipo, existem os punks, os emos, os nerds, os cults e ... os crentes. Fica que agente tem uma 'gama de preferencias' e que parte do que é produzido é voltado para o 'consumo' dos crentes.

    Música tem sido uma parte bem preferencial da produção pro consumo "cristão" (o que nem sempre é padrão: pra nerds por exemplo o consumo é mais voltado pra jogos e eletronicos).

    Eu sinceramente não gosto é desse sistema de 'compra e venda'... é o que realmente me encomoda no universo cristão, seja música ou seja qualquer coisa. E é o que me vem a cabeca quando eu vejo (ainda nao vi, mas..) um cristão famoso (músico principalmente) aparecer num programa de auditório do tipo "Domingão".

    Seria diferente se fosse um programa mais "dialogo" (como um Jô Soares da vida), apesar de sempre ter esse lado.

    Mas isso é a "crítica". Vai saber se o sentimento da pessoa é ir no programa pra louvar a Deus e atingir o maximo de pessoas com o Evangelho ou se é só vender cds. Impossivel entrar na cabeca alheia pra saber :P

    Enfim...
    é o que eu penso
    paztejamos =D

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  4. alguem com uma outra opiniao:

    http://criacionista.blogspot.com/2010/06/o-som-gospel-cai-na-midia-secular-e-dai.html

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  5. Fala galera!! To de volta!
    E como estou dizendo pra todo mundo: Vou ser papai!!! ÊEEEEEEEEE!!!

    Agora, falando sobre o assunto globo, tá na cara que eles descobriram que o mercado evangélico é uma "mina de ouro". O interesse da globo produzindo cds dos principais cantores evangélicos é só um: abocanhar uma fatia de um mercado que até hoje não lhe chamava atenção, mas que está crescendo vertiginosamente e pode lhe render muito lucro!!!
    Eles começaram inserindo o Pr Ricardo Gondim naquela série "sagrado" e, aos poucos estão envolvendo a galera "gospel".
    Crente aparecer na televisão tá adiantando alguma coisa evangelísticamente falando?... sei não... com esses programas e igrejas que estão aí, acho que está mais atrapalhando do que qualquer outra coisa...

    PAZ.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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