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3.7.10

População Ajuda a Cuidar dos Parques em Nova York

É copa do mundo e, por causa disso, os jornais aparentemente esquecem as notícias importantes sobre política, economia, natureza, ciência, etc, para gastar praticamente todo o tempo no ar com futebol.

Como não tem nada de importante acontecendo no mundo, e pra dar uma espraiada no assunto do futebol, as vezes os repórteres largam algumas notícias "pérola", que teriam lugar no Globo Repórter em tempos normais, mas que ocupam o período "entre-futebol" nos tempos de copa.

Esse "pérola" não é pejorativo; falo no sentido mais literal do mundo e afirmo: aposto que se os jornais fossem com mais notícias como essas no horário nobre, teríamos um mundo mais legal.

Estava vendo o Jornal Hoje depois de almoçar, tomando um cafézinho antes de voltar a estudar, e vi o correspondente de Nova York falando dos belos parques que a cidade tem. Como não achei a notícia em vídeo, fica o texto (que é exatamente O MESMO da notícia dada na TV) que achei no site do jornal hoje.


População ajuda a cuidar dos parques e praças de Nova York

Moradores da cidade fazem mutirões para deixar os parques e praças sempre conservados e bonitos.

Rodrigo Bocardi Nova York, EUA
 
Nesta época do ano, os parques e praças de Nova York ficam lotados de turistas e moradores. É no auge do verão que se percebe como a área verde do coração financeiro do mundo é bem cuidada. A começar pelo parque dos parques: o central - que fica no meio da ilha de concreto.

Seja qual for a resposta uma coisa é certa. São as pessoas da cidade que fazem o parque. Cuidando para não destruí-lo. Pagando para mantê-lo - com doações, por exemplo.

E assim Nova York aproveita seus 6.700 parques e praças. Lugares de muitas cores - dependendo da época do ano. Mas sempre verdes.

Um belo parque, cheio de árvores, bem cuidado. Resultado de serviço público eficiente, cidadãos educados...Quase isso.

Há um detalhe que faz com que os parques e as praças de Nova York sejam como são. É o voluntariado que mete a mão na terra. Setecentos grupos, milhares de pessoas que reservam um tempo do dia, da semana, nem que seja do mês para cuidar do quintal da comunidade. É como se fosse uma obrigação. Cobrança da própria consciência.

Jason Schwartz faz o meio de campo entre a prefeitura e os voluntários e conta que o serviço público limpa, conserta, instala equipamentos. Só que quando a população está junto, diz ele, é bem melhor.

"Se você voltar no tempo para a década de 70, 80 a cidade era péssima, os parques estavam abandonados. Só quando todos começaram a usar os parques como recurso para coisas boas a cidade voltou a ser melhor", diz.

A brasileira aposentada Lith Gontijo está há 30 anos em Nova York. Os parques foram o quintal dos filhos dela e o que ela faz hoje voluntariamente é um gesto de retribuição.

"A gente poda, planta, transplanta, rega as plantas. É fantástico. É um trabalho que é pra todo mundo, entendeu."

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/07/populacao-ajuda-cuidar-dos-parques-e-pracas-de-nova-york.html
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O legal é pensar nisso como um "é possivel" (ou "Yes we can!", pra fazer um trocadilho xD). Fui vendo a notícia e pensando em Guaíba, na área verde e na praça em frente a prefeitura. Meu tio (que estava no meu lado) pensou na Redenção, em Porto Alegre. Bom seria termos essa disposição.

Mas é como falei pro meu tio: essa é a principal diferença entre agente e outros países mais "desenvolvidos", porque assim os cidadãos são mais politizados, sabem mais o que querem em relação a cidade, amam o lugar onde vivem e ensinam suas crianças a não serem vandalas. Quando os voluntários precisarem de algum recurso que excede a possibilidade individual, ou que não a diz respeito, terão noção de 'pra quem reinvindicar' e terão voz o suficiente para serem atendidos. Essa é a principal diferença entre uma organização política representativa e uma organização política participativa. E, ao contrário do que pregam opiniões políticas revoltadinhas de esquerda revolucionária, essa diferença não começa na luta pelos direitos para uma melhor qualidade de vida, mas sim no exercício dos direitos para a luta a favor de uma melhor qualidade de vida.

E é simples justificar esse pensamento: basta olhar para a nossa situação. Enquanto em outros lugares os cidadãos saem como voluntários sendo úteis para a comunidade em geral, aqui agente fica sentado com a bunda no sofá enquanto vê as notícias escrotas de badalheiras políticas e a unica coisa que faz é dizer "que absurdo!, que merda!, bando de sem vergonha!".

Por isso eu digo: vamos sair, vamos ser úteis, vamos "plantar" um futuro melhor =D

E meu 'utopismo' não deixa de estravazar a cada fim de post xD

Paztejamos

Um comentário:

  1. Oi Jean, vocês podiam "adotar" um pedaço qualquer do Coelhão, que foi palco de tantas brincadeiras quando eram crianças.
    Jussara

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