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1.8.10

Amazing Grace

Minha mãe está vendo um filme sobre uma guriazinha que tinha leucemia e morreu depois de uma vida dura de tratamentos. No funeral da tal guriazinha tocou - como de costume em filmes americanos - "Amazing Grace", uma música bastante conhecida.

Mas o assunto do post não trata da música em si, e sim da tal Graça de que ela fala (a tradução do título da música é algo como "Maravilhosa Graça").

Este é o primeiro post depois de algum período relativamente longo sem tratar de Deus no meu blog. Não falo sobre Ele diretamente há cerca de dois meses aqui. Sinceramente, não imagino que alguém tenha notado até porque normalmente ninguém acompanha isso aqui que eu saiba.

Me sinto desconfortável em falar em Deus porque, apesar de me considerar razoavelmente "dentro dos conformes disciplinares" (sabe-se lá o que é isso), participando ativamente do trabalho da igreja e bla bla bla, não leio a Bíblia e não tiro um tempinho "especial" pra orar (minhas orações se dão em geral na hora do almoço, antes de dormir, quando caminho sozinho, quando pego onibus e quando vou ao banheiro - mesmo que seja no banho; converso com Deus nos períodos em que estou sozinho e fico a vontade pra falar com Ele o que estiver me encomodando ou me passando pela cabeça, mesmo que seja algo muito tenebroso). Além disso sempre sinto que estou em falta com Deus por conta de alguma briguinha com alguém ou por coisas que fiz/faço/posso fazer e que minha consciência me condena árduamente.

Por causa disso tudo uma vez por mês fico extremamente perturbado: no momento de tomar a Santa Ceia.

Uma vez há um boooom tempo atrás aprendi A Mensagem do Evangelho. Na ocasião escrevi aqui sobre ela (pode parecer a principio estranho que um crente nascido dentro de uma igreja - apesar de ter trocado de congregação no meio da sua história - não conhecer A Tal Mensagem, mas pelo que vejo isso é muito comum. Muito crente vive dentro da igreja sem saber exatamente as premissas básicas que deve defender) e esperava que isso se mantivesse vivo em mim. Mas não aconteceu.

Estive me sentindo longe de Deus - e de certa forma ainda me sinto. Não é a questão de ter um horário de leitura bíblica diária ou uma hora de oração por dia... porque muitos do nosso meio fazem isso e mesmo assim não atinam para o que realmente faz sentido. Por falar nisso, ainda falta muito da Bíblia que eu não li, mas que aos poucos eu vou fechando... o importante pra mim é conseguir retirar sentido em tudo que eu leio. Não sentido lógico, como "nexo", simplesmente entendendo o que se passa. Mas retirar sentido "vivo", de maneira que A Palavra seja aplicável na minha vida e na dos outros.

Mas voltando ao assunto: um dia desses, voltando pra Guaíba de ônibus, conversei com Deus e disse o quanto esse tal "sentimento de distância" me perturbava; de como eu estava sentindo que defendia idéias e argumentações fechadas sobre teologia, mas que não me sentia conectado com Jesus de alguma forma; que era como se eu estivesse brigado com Jesus (se é que isso é possível); como se um certo tipo de angustia abstrata que derivava de uma aparente falta interna de espiritualidade me consumia, apesar de tudo estar 'externamente' nos conformes. Depois disso pedi perdão por coisas que me passavam na cabeça no momento como "erradas" e orei pra que pudesse ser melhor e ser usado[... na verdade essas são constantes na minha oração e creio que seja constantes na oração da maioria das pessoas que se levam a sério diante de Deus (ou que levam Deus a sério; ou que entendem Deus seriamente)]. Foi-se o onibus, cheguei em casa, os dias passaram.

O meu sentimento permaneceu, e permanece me acusando, mas de certa forma estou 'reabrindo' minha via de contato com a Graça Maravilhosa de Jesus.

Parece que o nome que se dá teologicamente é a nossa "identificação mística com a morte de Jesus". É isso que eu tenho lembrado. Os termos teológicos não importam, o que importa é a minha posição em relação a minha fé, que tem se renovado. Durante esse tempo todo acabei abstraindo a imagem de Jesus da minha cabeça. Defendi Deus argumentativamente como poderia defender qualquer outra existência que eu considerasse superior. Defendi Jesus como quem defende Marina Silva. Defendi o ideal em que sempre lutei. Mas esqueci de admirar o céu, as estrelas, o universo, tudo o que eu tenho, minha família e namorada para lembrar que foi Deus quem me deu e é a Ele que eu devo toda a gratidão e louvor. Esqueci de me identificar com cada açoite que Jesus levou; esqueci de lembrar dos teatros de Pascoa onde o ator apanha violentamente tentando representar o sofrimento de Cristo para me comover com o sofrimento dEle; esqueci de lembrar do amor que Ele precisava ter para ter se doado assim para que eu não sofresse mais.

Finalmente o caminho se me abriu de novo. Encherguei a luz no fim do túnel. E A LUZ É JESUS!

Agora finalmente posso viver de novo O Único Caminho possível. Mesmo que eu não seja um assíduo leitor da Bíblia, que eu não tenha horário determinado para orar, que eu falhe em diversos - talvez todos - os aspéctos como filho, neto, sobrinho, namorado, aluno, voluntário... A Graça do Senhor me basta e me liberta de todo o mal =D

LOUVADO SEJA O SENHOR JESUS E QUE ESSA ESPERANÇA SE RENOVE A CADA DIA!

Paztejamos

Um comentário:

  1. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
    E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

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