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10.8.10

Em defesa do silêncio

Meu pai convidou um colega de trabalho para o culto. Era domingo. Esse senhor, juntamente com sua esposa, ficaram muito admirados do culto. Tiveram, porém, que sair mais cedo. Porque as conversas das pessoas ao redor simplesmente não os deixaram ouvir a pregação do pastor.

Não eram crianças; não eram jovens, como eu; eram adultos! Sim, adultos conversando durante a reunião! Sua atitude atrapalhou a um casal de visitantes!

Eu penso que nós desaprendemos a reverência do silêncio. A reunião em que estamos é (ou deveria ser, pelo menos) algo sagrado, onde a reflexão e o espanto deveriam permear nosso ser. Mas, ao invés disso, achamos mais proveitoso "dar liberdade ao Espírito" (perdoa-nos, Senhor) e sair dizendo "glória e aleluia", a torto e a direito, e quanto mais alto melhor. Tipo aquelas pessoas que oravam em voz alta nos lugares públicos que nosso Rabi criticou.

E, desse modo, tornamo-nos avessos a todo e qualquer silêncio. Nas velhas igrejas da Reforma, bem como no Cristianismo da Tradição, experimente derrubar uma agulha em um de seus templos. Dará para ouvir perfeitamente o barulho do pequeno objeto.

Questiono, se num ambiente de culto onde o silêncio é mau visto, que tipo e reflexão deverá haver. Com certeza, não é o mesmo da Escola Bíblica.

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