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19.8.10

A Verdadeira Política

No post anterior comentei sobre o fato de eu não conhecer nem candidatos a senador nem canditatos a deputado.

Mas hoje não quero citar nomes, quero falar mais "ideológicamente".

Eu tenho uma visão muito pessimista de como as coisas podem mudar através da eleição desse ou daquele candidato. Considero os meus candidatos a escolha do "menos pior", ou a escolha daqueles "que vão fazer um pouquinho mais que só coçar". Mas acho que o problema político do Brasil é interno.

Enquanto cada um cuidar do seu próprio umbigo; enquanto cada um quiser simplesmente trabalhar, e ganhar dinheiro, e comprar coisas, e se aprimorar no intúito vazio de continuar acumulando "capital" (num sentido amplo: seja ele conhecimento, dinheiro ou propriedades); enquanto a população não se organizar em ONGs, fundações, associações de bairro, sindicatos, clubes e comunidades ativos e atuantes no seu meio, buscando cuidar um do outro, discutindo sobre os assuntos de seu próprio interesse, tomando atitudes voluntárias de interesse geral e fiscalizando os governantes e as próprias instituições em que estão organizadas; enquanto a sociedade não estiver interessada na própria sociedade, em vez de priorizar o indivíduo e esquecer o grupo (talvez, nesse sentido, tendo de fato "consciência de classe" enquanto parte de um todo);

enquanto nada disso acontecer a coisa será sempre a mesma, os governantes caras diferentes pra coisas iguais, ninguém terá poder contra medidas impopulares, a corrupção continuará roubando nossos bolsos, o povo continuará trabalhando muito e ganhando pouco (e reclamando mais) e o Brasil não vai ir pra frente.

Os conceitos de "liberdade, igualdade e fraternidade" pressupõem o sentimento de construção de uma nação em conjunto. Uma nação LIVRE - onde um não está sobre o outro -, IGUAL - onde todos tem a mesma possibilidades, direitos e deveres -, e FRATERNA - onde cada um cuida do seu semelhante (em vez de ficar esperando alguma "autoridade competente" fazer alguma coisa enquanto diz "que absurdo!" como se essa frase de efeito fosse remover a dor do próximo).

Há algum tempo atrás eu postei uma reportagem da Globo sobre a população ser voluntária e ajudar na manutenção de praças e parques em Nova York. Nesse post eu fiz esse mesmo comentário que estou fazendo agora.

Eu tento, e luto, e espero que um dia a nossa consciência evolua e agente possa estar realmente inserido e contextualizado numa sociedade democrática de fato.

Paztejamos

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