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2.10.10

Eleição: The Final Countdown

Tá quase lá. Amanhã acaba.

Depois de amanhã todo mundo para de ser hipócrita como se se importasse com cidadania e volta a vida normal sem mais discutir que esse ou aquele candidato é bom, esse ou aquele candidato é trabalhador, esse ou aquele candidato é honesto ou esse ou aquele candidato é "do capeta".

Depois de amanhã ninguém mais manda emails dizendo que o vice do candidato X ou Y é satanista, ou repassa supostas histórias de candidatos dizendo que "nem Jesus tira" a vitória deles ou que são contra ou a favor de plebiscitos ou leis de Bíblias em bibliotecas.

Depois de amanhã, mesmo com aquele candidato - que no email dizia que se ganhasse ia difundir a iniquidade, o caos, a desordem ou qualquer coisa ruim - no poder, o povo volta ao normal, esquece que acreditou em baboseira e nem se dá conta que aquilo que estava no email nem aconteceu.

Depois de amanhã não haverão mais placas com rostos sorridentes e números encarreirados nas calçadas, nem mendigos pobres sendo aproveitados como mão de obra barata pra campanha de alguém que sugere que essa gente não existe ou não vai mais existir depois do mandato deles.

Depois de amanhã não haverão fanáticos no orkut, twitter, msn, buzz ou na vida real, pendurando cartazes de políticos nas suas janelas, se pintando com as cores do partido, fazendo carreatas com buzinassos em bando pela cidade, convidando para assistir debates na tv e na internet, divulgando frases e fotos de efeito e fazendo publicidade gratúita (no sentido amplo da palavra - ou seja: a toa, sem tanto sentido) endeusando uma pessoa que talvez em alguns meses esteja roubando nosso dinheiro.

Alias, depois de amanhã essas mesmas pessoas esquecerão do tal candidato, só vindo a lembrá-los de novo quando alguma polêmica (ou robalheira) acontecer ou no prazo máximo de 4 anos, quando novas eleições ocorrem. Essas mesmas pessoas não acompanharão as votações no senado, decisões na câmara, decretos e resoluções no palácio, etc. Mas paradoxalmente defenderão com unhas e dentes o ponto de vista desses candidatos, inclusive mudando de opinião para encaixa-la ao programa integral das propostas dos tais candidatos, fazendo assim o contrário do que seria coerente: essas pessoas assumirão o ponto de vista do candidato quando o correto seria que o candidato deveria assumir o ponto do povo.

... Dá pra ver que eu estou louco pra amanhã! E vença quem vencer, não creio que seria muito diferente se outros vencessem.

É isso, vou dormir pra amanhã exercer minha cidadania da maneira mais complacente possível.

Paztejamos 

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