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12.11.10

O Minuto do Elevador

[Ah como é bom ter um tempo vago novamente e, sem culpa, poder postar nesse meu amado blog =D]

Como é sabido pelos meus leitores assíduos (te amo mãe =D), moro em Porto Alegre durante a semana para estudar [apesar de que acho que ano que vem isso deve mudar]. Moro em um dos poucos prédios do centro de Porto que tem mais que 20 andares e, como não gostaria que não fosse, moro no 24o andar.

Existe dois inconvenientes para isso. O primeiro é uma possibilidade improvável que, durante todo o tempo em que moro lá, nunca aconteceu, mas que vale a pena ressaltar: caso falte luz, terei que descer 24 lances de escada. O segundo é que preciso me programar pra descer alguns minutos antes do horário estimado para minha chegada a rua, já que demoro no mínimo um minuto (cravado, marcado no relógio) para descer [isso se não houverem moradores que 'atacam' o elevador durante a minha descida].

O minuto que passo no elevador deveria ser, para a grande maioria das gentes, um minuto inútil, um momento de inflexão, uma oportunidade de apertar espinhas, arrumar o cabelo, ver se a barba está bem feita, arrumar a postura, ver as horas, conversar com o próximo, contar as moedas, tirar tatu do nariz, etc.

Mas para mim esse minuto tem-se feito muitíssimo interessante. Minhas práticas diárias, que não encontraria tempo pra fazer (por não haverem necessidade ou força de vontade suficiente) estão cada vez mais concentradas nesse minuto.

Pense comigo querido leitor: em um minuto pode-se fazer um belo de um alongamento ou praticar a respiração, ou até exercitar os musculos dos lábios (caso o estimado toque algum instrumento de sopro como eu). E não é apenas UM minuto, são pelo menos quatro diários, tendo em vista que eu preciso sair de casa em média duas vezes ao dia.

Nos últimos dias estou me alongando. O porteiro, que tem acesso as câmeras do elevador, deve ficar se perguntando "que que esse cara ta fazendo?!", mas não importa, o que importa é que eu faça o que me propus.

E tem uma vantagem muito especial nesse minuto. Não há possibilidade de perdê-lo em outra atividade. Não existe a chance análoga ao que acontece quando preciso estudar em frente ao computador e acabo cedendo a tentação de acessar sites de cultura inútil (globo.com :P), coisa que me faz perder o tempo previsto ao estudo, coisa que me é muito desagradável.

A única e infeliz possibilidade arrasadora é se vai mais alguém comigo no elevador. Essa chance é relativamente remota, tendo em vista que na maioria das minhas saídas, saio sozinho, e como moro no último andar, as probabilidade de que alguém vá comigo do começo ao fim da viagem é pequena. Mas mesmo assim, meu minuto pode ser reduzido a 30, 15, 10 segundos! Um acontecimento muito maldito. Caso isso aconteça só me resta me render a prática comum de tempo perdido, esperando o tempo passar, olhando o relógio, a data, a furreca do nariz, ou puxando assunto mesmo.

Enfim, espero que meu texto estimule àlguém além de mim a aproveitar com todo o rigor o minuto divino do elevador.

Paztejamos (em estilo culto hoje :P)

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