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5.12.10

Criticando

Me lembro a primeira vez que ouvi a palavra "pensadores". Foi na escola, numa aula de, se não me engano, revolução francesa ou coisas afins. Lembro de ter achado estranho, de ter ficado refletindo sobre a palavra, tipo "como assim pensadores? os outros não pensam?", coisas do gênero.

Ontem estava conversando com um amigo enquanto voltava do médico e comentava que as pessoas aceitam tudo que dizem pra elas. Recebem tudo mastigadinho, não precisa avaliar nada, já vem tudo com opinião pronta. Nosso dialogo tinha a ver (como era de se esperar) com igrejas, mas esse problema não se limita a isso. As pessoas vêem o jornal da globo, mas não leem outros jornais, ou mídias alternativas, pra avaliar se o que ouviram é bem assim.

Exemplo disso é a última bactéria da NASA - aquela que sobrevive com arsênio. a Veja classificou a bactéria como 'extraterrestre' simplesmente porque o organismo novo é uma forma de vida totalmente desconhecida até agora, já que não usa um elemento tóxico para sobreviver em vez de usar o fósforo (como seria comum).

A grande maioria das pessoas lêem só uma mídia por notícia vai classificar como mais provável a existência de vida extraterrestre a partir do momento em que se encontra vida extraterrestre dentro da própria Terra (?). Mas se alguém se prestar a ler a notícia em diferentes fontes, vai achar gente dizendo "não é bem assim", como é o caso do "criacionismo.com.br".

Tendo isso em vista, até que a palavra "pensadores" não é de se causar estranhamento. Só alguns pensam. A grande massa (me desculpe, tu da grande massa, se acompanha meu blog. Tu vai concordar comigo provavelmente sem se dar conta que faz parte dela) não pensa, só assume as conclusões prontas dos outros.

Da escola lembro que os pensadores tinham opiniões que nem sempre agradavam todo mundo. Com o tempo, percebi que na vida real e no tempo atual as pessoas pensantes não são mesmo bem vindas nos ambientes comuns. Quero dizer, se tu tem uma opinião contrária a geral ou se tu pelo menos se dá ao trabalho de questionar se o que acontece ou o que é feito ou pensado é coerente ou interessante, tu acaba recebendo hostilidades e se tornando um hostil - mesmo que esse não seja o propósito.

Pensar é algo de que não consigo me abster. Critico as coisas a minha volta por hábito. Como disse um físico célebre "a mente que se expande nunca volta ao tamanho original". Preciso ter minha opinião e não gosto de receber as coisas minimizadas. Frequentemente mudo de opinião depois de receber uma argumentação interessante sobre um determinado assunto. Sempre me posiciono na defensiva até poder ter uma opinião formada.

Já ouvi criticas as minhas criticas. Como se eu estivesse sendo chato ou magoando alguém por dizer as coisas. Não critico nada por maldade. Não gosto de gente que fala mal dos outros sem fundamento. Não gosto de criticar as pessoas. Prefiro as atitudes. Se fazer isso ou aquilo é errado, as pessoas que fazem não deixam de merecer perdão. Ninguém precisa citar nomes, só atos. Quando critico as coisas, em geral, critico pra que melhore - apesar de eu ser um tanto 'energico' nas minhas críticas, admito.

Enfim... esse post serviria como um parênteses. Já que em alguns posts as vzs sento o pau e mais parece que estou esculhambando do que tentando ajudar. Não quero ser um velho rabugento ranzinza que fica resmungando sobre como tudo parece errado. Gosto de elogiar as coisas quando estão certas também. E de admitir quando, apesar de as coisas não parecerem tão boas quanto deveriam, foi o melhor que se pode arrumar - como a escada emjambrada do Rodrigo, que serviu pra subir no caminhão/palco da cantata sábado, se não fosse aquela escada (ruinzinha por sinal) ficaria quase insubível... mas ele foi lá e deu um jeito que, apesar de modesto, resolveu o problema com o que se tinha.

É isso... Paztejamos

Um comentário:

  1. É por isso que eu curto e leio o Entrada Proibida! Porque atrás dos posts existe um pensador nato. Continua assim, tchê.

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