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9.1.11

Dilma, Seu Crucifixo e Sua Bíblia

Entrei no Google Reader hoje de noite. Entro as vezes quando não tenho o que ler na internet e não posso fazer outra coisa. Li primeiro esse post do Blog do Sakamoto (que eu já ouvi falar, mas nunca li a sério):

Dilma tira crucifixo do Gabinete. Falta o resto do país

Li mais alguns 'links recomendados' (forma como o Google Reader chama a série de links aleatórios que ele disponibiliza), acho que um ou dois mais sobre a Dilma e cheguei nesse:

Folha tira Bíblia e Crucifixo do Gabinete de Dilma
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/folha-tira-biblia-e-crucifixo-do-gabinete-de-dilma.html

Gostei do que minha prima disse quando viu: "comentários fúteis para vidas fúteis".

Não importa muito o que a Dilma faz ou deixa de fazer com os símbolos religiosos que ela possui. Mesmo que fosse uma cruz invertida e um pentagrama, se ela fizesse um governo democrático, autentico e bom, gostaria dela porque ela fez o que se propôs fazer. Religião não se enfia guela abaixo e cada um acredita no que quer. Não me encomoda muito também se a Folha disse e não é, ou se é e alguém diz que não, que se dane.

Agora sobre o comentário do Sakamoto sobre ser interessante tirar todos os símbolos religiosos dos órgãos públicos. Os simbolos religiosos em espaço público fazem parte da tradição histórica do país. Não é porque o Estado é laico que não pode ter tradição. Se algumas 'raízes históricas' são ruins, como ele comentou, outras são interessantes e legais, como por exemplo os dias da semana: nossa história estipulou 7 e com respectivos nomes. Se é pra terminar com as 'raízes históricas', por que não escolhemos uma semana de 10 dias, ou 15? ou quem sabe um numero que tenha entre seus multiplos o numero 365, para nos poupar o inconveniente de mudar o dia da semana de cada dia do mes a cada ano que se passa.

Ou o que dizer se, por exemplo, fosse proibido o chimarrão em repartições públicas? Ora, nem todo mundo é gaucho, nem todo mundo gosta dessa bebida. Se um baiano ou um pernambucano for atendido num órgão público do Rio Grande do Sul, talvez se sinta 'menorizado' por ver um símbolo tão 'agressivo' vinculado ao Estado [ironia aqui bem forte].

Vi alguém comentar ainda "tem que ter espaço pra símbolos de todas as religiões". Fica a minha alerta, são menos símbolos que se espera. Muitas crenças usam a estrela de Davi, ou o YinYang, ou a Cruz mesmo. Eu particularmente não sou contra, mas acho que os crucifixos estão lá, não por uma obrigação forçada, como se o Estado tivesse mandado botar lá, mas porque alguém sente algo amor pelaa tradição ou pela religião mesmo e colocou espontaneamente aquilo lá, por carinho, sem afrontas ou coisas parecidas. E lá ficou, onde todos contemplam, para mostrar o quão enraizado com o cristianismo o Estado está. Se sair botando outros símbolos forçadamente, vai me parecer coisa de gente chata que quis implicar e dar 'direitos iguais' a coisas inanimadas. Parece coisa de burocrata, enfim.

Enfim, religiões não são símbolos, símbolos não são religiões. Ter uma cruz num tribunal não implica que ele é cristão, nem que vá tomar decisões que 'agradem a Deus'. Símbolos são apenas símbolos e se alguém botou lá é porque gostou da idéia, sem ocorrer que um chato ia dizer "ah, mas eu não sou dessa religião e não gostei; tira tudo". Botou lá porque acha bonito e deu.

Se quiserem tirem tudo, não vai mudar minha vida. Mas que é uma bobagem geral, é.

Paztejamos

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