Pesquisa neste blog =D

27.2.11

Adeus, Moacyr Scliar



À 01 hora da madrugada deste dia, faleceu Moacyr Scliar, um grande escritor da minha terra.
Desde o mês passado, ele estava internado por causa de um AVC que sofrera após uma operação.

Quando ouvi de sua morte, no rádio, no início deste dia, senti um pequeno mas significativo baque. Senti que um dos grandes homens do meu povo já não estava mais conosco, e que grande seria a lacuna deixada por ele.

Moacyr Scliar, publicava praticamente mais de um livro por ano. Suas obras mais notórias foram O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O centauro no jardim e O exército de um homem só. Em 2003, lembro-me bem dessa época, ganhou a honra de ocupante da cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras.

Moacyr Scliar era uma pessoa humilde e caridosa. Foi à minha antiga escola, neste lugar esquecido chamado Guaíba, e assistiu a uma peça feita pelos alunos - minha irmã entre eles - sobre um livro seu. Conta minha irmã (infelizmente eu não estava presente) que ele se emocionara e maravilhara-se com a homenagem singela daquela gurizada.

Era médico. Nascera no seio da comunidade judaica de Porto Alegre. E amara a Porto Alegre com todas as suas forças.

Moacyr Scliar deixa este mundo, mas não sem o legar uma grande obra, a qual não morrerá e perpeturá seu nome ao longo das gerações.

Em lamento e tristeza, de dentro de minha alma digo:

Adeus, Moacy Scliar. Fará muita falta a nós.

26.2.11

Chapolin Colorado Ganha Filme em 2011

Há algum tempo vi no Sedentário e Hiperativo um poster imitando o Batman Begins, só que com o Chapolin.

Parece que a piada era mais séria que normalmente, olha a materia do O Globo sobre o Chapolin ter um filme em 2011. Foi escrita em 28.12.2010 =D

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/12/28/chapolin-colorado-vai-ganhar-filme-em-2011-923371392.asp

Copiaria a reportagem aqui mas o pessoal da Globo enxe o saco pra fazer esse tipo de 'reprodução' ¬¬

Paztejamos

25.2.11

Retiro de Carnaval OMG


[Se tu és um crente fundamentalista com pensamento cerrado naquilo que o regulamento interno da tua denominação estipula, peço que não leia isso. Adverto que vai encomodá-lo muito. Qualquer passo a frente é por conta própria - e, como tu dirias pra mim sem pestanejar, "todas as coisas me são lícitas mas nem tudo me convém"]

Qual o objetivo de ir num Retiro de Jovens? Qual o objetivo da igreja ao promover esse tipo de evento?

Devo eu criar uma "expectativa" para a "ação do Espírito Santo" no Retiro? Nesse caso, devo considerar que o Espírito Santo age de maneira "especial" no Retiro? Devo esperar que a "ação do Espírito Santo" no Retiro faça de mim diferente, melhor, ou mais 'divinamente inspirado para alguma coisa' durante o ano, ou depois do Retiro?

Pretendo, com esses posts, expor a minha idéia quanto a toda essa lógica de idéias.

Em primeiro lugar: retiro de carnaval é um retiro de jovens, local para a gurizada se divertir, estar entre amigos e, como o retiro é um retiro cristão, aprender da Bíblia. Não sou contra gincanas, mas não gosto muito delas. E a vantagem das gincanas é que de alguma forma pode-se usa-las para que aprendamos da Bíblia (além de que ganhar é sempre legal... apesar de perder nem sempre ser).

Eu pessoalmente sou da ala da bagunça. Então não gosto de nenhum excessivo controle (como 'determinar a hora de dormir', por exemplo). Sempre burlei essas regras junto com a minha "gurizada" - um pessoal que não está mais unido, foi disperso entre várias congregações e igrejas por diversos motivos.

Na primeira vez que fui num retiro, foi na Luterana, gostei de um sistema que na Assembleia de Deus nunca foi adotado, infelizmente. Trata-se de definirem-se equipes, com número igual de membros, e cada equipe ficar responsável por determinado serviço. Então, por exemplo, a Equipe Amarela fica responsável pelo almoço, a Equipe Azul pela janta e a Equipe Vermelha pela limpeza. Depois vai alternando e todo mundo faz uma coisa pelo menos uma vez.

Segunda coisa é sobre o objetivo da igreja: acho que o objetivo da igreja ao fazer um retiro é proporcionar uma atividade prazerosa para integrar os jovens e abrir espaço para discussão da Bíblia. Mas não para aí. O espaço do retiro pode ser preenchido com palestras, por exemplo, que ensinem coisas práticas para os jovens, não com a pretensão de "comunicar uma verdade indiscutivel" mas com o objetivo de incitar que os jovens pensem sobre suas próprias atitudes.

Nosso retiro, apesar de algumas discordanças minhas em relação a conclusão, é bem rico nesse aspecto (de palestras). Tem bastante palestras e os jovens tem espaço aberto pra contrapor e perguntar o palestrante (apesar de só os caras-de-pau terem efetivamente essa chance xD).

Quanto a 'integrar os jovens', existe um problema meio 'político' entre as lideranças eclesiasticas locais (os "encarregados das congregações") que aparentemente barra essa tentativa de integração. Por causa disso, cada setor tem o seu retiro, o que é algo horrivel. Sinal bem claro disso é que esse ano ao invés de a congregação Sede fazer um retiro junto com algum setor da cidade, resolveu integrar com jovens láááá de Gravataí, coisa muito mais homérica.

Agora sobre a questão que eu considero mais importante: o retiro não é um evento de que se "crie expectativa". O Espírito Santo não faz "mágica" conforme a expectativa dos retirantes e mesmo que haja 'rebuliço', ele provavelmente não vai mudar o comportamento das pessoas 'magicamente'.

E eu provo isso com o que chamamos em lógica como "prova por absurdo": pressupõe-se que essas coisas sejam verdadeiras e demonstra-se como isso implica em contradição.

Eu vou fazer a minha profecia e descrever o que vai acontecer no retiro de jovens esse ano. Não é preciso ter dons espirituais para conceber o que eu vou dizer. Basta ter frequentado dois ou mais retiros para tirar essa conclusão. Funciona assim: pessoas são 'incitadas' a terem 'espectativa' quanto ao retiro. Aí chegam lá esperando alguma 'ação divina especial'. [acho, aliás, isso bizarríssimo, na medida que isso acaba por fazer com que o crente tenha uma fé que 'viva de evento', já que não se sustenta de maneira uniforme, constante, necessitando de um 'baque impactante' periódico.]

No primeiro ou no segundo culto já acontece o esperado: depois da pregação as pessoas se emocionam, vão a frente chorando e orando, começam a falar em linguas (cada um por si), vira uma barulhada, uma choradeira, um emocionalismo e eventualmente até rola umas profetadas do tipo "Deus ta levantando jovens aqui nesse retiro" ou "Deus vai fazer milagre em 2011" ou "Essa é a geração eleita, os jovens de valor que Deus ta trazendo". Bla bla bla e quando todo mundo voltar pra casa vão dizer "Deus fez muito por nós nesse retiro", mas continua tudo igual. As pessoas podem até ficar uma ou duas semanas mais "crentes fortes" (significa que se enganjaram na luta religiosa de "fazer aquilo que esperam que se faça"), mas como é muito rigoroso e conscienciosamente prejudicial ser assim (o fardo de "não conseguir fazer aquilo que se espera que se faça" é grande demais e muito pesado), logo elas voltam ao normal.

Chegamos a conclusão: todo mundo acha que Deus agiu no retiro, mas não consegue ver na prática a suposta ação de Deus. Claro! Porque não é assim que Deus age.

[Não duvido que hajam excessões porque Deus é soberano e bem humorado o suficiente pra tratar individualmente com cada um e conceber que talvez um ou dois de nós precise de um 'evento especial' pra tomar um rumo mais santificado, mas essa não é a regra.]

Deus deve ser tratado de maneira mais 'mistica', como alguém que nos ensina valores dia após dia, nos faz crescer com nossos erros e acertos e nos faz mais constante, virtuoso, sério, conforme temos experiências cotidianas onde conseguimos, através delas, vÊ-lo. Ele não é um artista de circo que tira "coelhos da cartola" ou "crentes santos do retiro". Jovens que brigam com os pais podem facilmente participarem de orações e choradeiras e, ao voltar pra casa, continuarem a brigar com os pais, porque o problema não foi combatido. Viver nessa 'anestesia' religiosa que chamam de 'unção' parece uma tentativa de fugir da realidade e tentar, dentro dos não-pode religiosos, participar de uma 'diversão santa'.

Por fim, por muito tempo fui um gurizão chato que criticou o retiro, não por questões teológicas, mas porque achava o preço muito caro, ou as camas ruins, ou que não valia a viagem, ou que isso ou que aquilo. Era chato mesmo, só por implicancia. Algumas das coisas de que eu falava ainda valem [como por exemplo questionar o porquê de os líderes, apesar de pagarem o mesmo valor que o resto, ter um lugar 'privilegiado' nas instalações - se é lider tem que estar no meio do resto, não 'montado no cavalo' acima dos outros], mas hoje meus questionamentos são mais sobre a essência do evento, coisas que podem de fato serem melhoradas (apesar de as minhas demandas de guri também poderem, de certa forma, serem atendidas).

Não quero que me odeiem, não critico de pirraça, não tenho medo de dizer o que penso, não sei ser puxa-saco, não adoto comportamento institucional cego e não me importo de pagar as consequencias pelo que digo.

Paztejamos

Hiperatividade

Deletei meu orkut e facebook; sai da lista de emails; não jogo mais nada a sério e; não acesso blogs periodicamente.

Isso já tinha comentado antes.

Faz uma semana que entrei nessa. Estou apavorado com minha 'operatividade'.

Tenho tempo pra fazer muitas coisas. MUITAS!

Estou assistindo uma série de videoaulas para concurso. Estou assistindo cerca de 10 por dia. Hoje foi excessão porque fiz um horror de coisas nada a ver com isso - mas que foram boas e legais -, mas nos outros dias, Deus do céu, me senti útil - coisa que não acontecia há tempos.

To empolgado com isso e, as vezes, quando penso em fazer alguma coisa inutil como 'visitar muitos blogs' ou 'ver vídeos no youtube', não aguento muito tempo nisso.

Acho que é que nem refrigerante. Explico: meu irmão, por causa da gastrite, teve que parar de tomar. Agora ele nem toma tanto assim. Não aguenta, parece.

Nos primeiros dias dava até nojo ficar na frente do computador. Ficava 15 minutos, olhava o email, e descobria que a internet se tornara algo absurdamente frustrante, irritante. Aí saía, ia olhar a geladeira, comer um doce, depois voltava e repetia o mesmo procedimento. Até que passou essa frustração.

Agora to usando num sentido melhor. Além de que tudo que eu quiser dizer alguma coisa (porque posso não ouvir, mas digo... é o propósito de tudo isso), basta postar no blog, que é meu unico canal.

Enfim [esse enfim já se tornou tipico de fim de post neh?].
Paztejamos

24.2.11

Jeito e Suas Possíveis Aplicações

Na sociedade civilisada falante da lingua portuguesa instituiu-se uma expressão que é referente a algo que, apesar de não ser físico, aplica-se às pessoas de maneira mais ou menos como se fosse. É o tal do Jeito, que eu descrevo como "a capacidade de ser como as pessoas esperam que se seja".

Diz-se daquela pessoa que não faz as coisas segundo uma ordem aparentemente coerente, ou que não segue um determinado padrão, ou até que, apesar de seguir determinado padrão, fez coisa extremamente distoante do mesmo, por exemplo, como alguém que "não tem jeito". Diz-se dessa mesma pessoa que, se ela em algum determinado momento começar a fazer ações conforme o determinado padrão estipulado - ou, como eu diria, subconscientemente programado -, que ela "tomou jeito".

[para os lerdos: se eu fizer o que todo mundo espera eu "tomei jeito" ou "tenho jeito". Mas se eu fizer sempre o que todo mundo acha que não devo fazer, eu "não tenho jeito".]

O "jeito", enfim, é algo como uma certificação que outrém alheio dá a alguém, apesar de nem sempre esse outrém ter essas condições. Como esse outrém não se reúne em conselhos ou assembléias, dar a alguém o "jeito" se torna subjetivo, de maneira que um pode crêr e dizer que alguém "tenha jeito" e outro pensar o contrário, tornando a questão pouco trivial.

Pessoas incompreendidas ou até sábias que mudaram drásticamente de ramo são concebidas como sem jeito erroneamente. Pode-se dizer, por exemplo, de alguém que estude filosofia e troque para física, que esse alguém não tem jeito. E quando esse alguém resolve trocar mais uma vez de ramo, é bem comum que hajam exclamações do tipo "esse aí não tem mais jeito", o que pressupõe que ele um dia tenha tido. Porém, pode ser que essa nova mudança de rumo seja bem sucedida. Nesse caso diz-se que "ainda dá pra dar um jeito".

Mudando drasticamente de aspecto, em se tratando da aparência física, quando alguém não é belo mas também não é excessivamente feio, ou quando esse alguém 'não-belo' tem um determinado poder aquisitivo, diz-se que esse alguém é "jeitoso" ou, de maneira mais feminina, "jeitosinho". Nesse caso jeito muda claramente de aplicação, porque é perfeitamente concebível - e de fato bastante comum - que alguém "sem jeito" seja "jeitosinho".

 Enfim. Talvez existam outras aplicações ao Jeito não lembradas por mim. Espero que comentem outras possíveis.

Paztejamos 


The Manslater

Cansado de não entender as mulheres?
SEUS PROBLEMAS ACABARAM!



Sucesso em vendas! xD HEAUHEAUHEUAUH

Paztejamos

7 razões para não ver o filme The King of Fighters


O filme...

1.O The King of Fighters era um torneio local, que acontecia na cidade sem lei Southtown, conforme os enredos das séries Fatal Fury e Art of Fighting. Rugal Bernstein o estendeu para o mundo todo, e 6 nações escolheram seus times de três lutadores para as defender secretamente do tirano do mercado negro. Esse é o enredo do primeiro The King of Fighters. Mas, no filme, o torneio se tornou uma baitolisse de dimensão paralela.

2. Kyo Kusanagi, o protagonista das duas primeiras sagas de KOF, é no jogo um bad boy motoqueiro à lá Yusuke Urameshi. Mas, no filme, é um consertador de motos que parece não querer se envolver em encrenca alguma. E não solta chamas.

3. Iori Yagami, o rival lendário de Kyo, é no jogo um cara misterioso com tendências psicopatas, que vive unicamente para derrotar Kyo e o clã Kusanagi. Mas, no filme, é um lutador aposentado que vai em festinha e tira foto com a galera. E tem um caso com a Mai.

4.Mai Shiranui, a deusa da série, é uma ninja monga que usa de sensualidade e de seus leques inflamáveis para lutar. Mas, no filme, virou uma agente secreta mais madura, que parece lutar Aikido, usa uns poderes elétricos estranhos (confundiram com o Benimaru?) e que está envolvida num triângulo amoroso com o Kyo e o Iori (no jogo, Mai é apaixonada por Andy Bogard, que não a corresponde).

5.Terry Bogard, o lendário lobo faminto, protagonista da série Fatal Fury e personagem secundário em KOF, é um lutador de rua, carismático e despreocupado, que conseguiu aprender um estilo de luta chinês por si só (Hakyokuseiken), coisa que Geese Howard, um mestre, jamais conseguiu. Mas, no filme, ele é um agente banana da CIA. E que toma surra de todo mundo.

6. Rugal Bernstein era um misterioso magnata do crime organizado, responsável pela venda de armas e drogas, e circulando pelo mundo no seu porta aviões privado. Era conhecido como um lutador lendário, que desafiava lutadores poderosos, os derrotava e aprendia seus golpes, transformando o derrotado numa estátua a adornar sua sala. Mas, no filme, Rugal virou um assassino batedor-de-carteria com senso de moda de um Clodovil (!), que só é grande quando está na tal "dimensão paralela". E que, inexplicavelmente, solta chamas...

7. Faltou a cantora Athena Asamiya, o karateca Ryo Sakazaki, o arrogante Benimaru Nikaido,o mercenário brasileiro Ralf Jones, o impiedoso Geese Howard (esse, nem que fosse num flashback). Shermie e Duo Lon só aparecem na lista de telefones do celular da Vice. E por falar nessa, tem um caso lésbico com Mature (!)


Enfim, pra você que é fã da série The King of Fighters, como eu, afaste-se desse filme. E pra você que não conhece ou não aprecia o jogo, afaste-se também. Por que não há nada que se aproveite dele. Tosco demais.


...e o jogo. Recuse imitações.

23.2.11

Vespeiro?

Minha namorada me sugeriu uma coisa que não tinha pensado ainda: aplicar a minha chatice fiscal à administração da nossa igreja. Até agora só fiquei no pé da Câmara dos Vereadores, mas com pouco esforço até agora porque tenho outras prioridades. Na medida do possível resolvi que quero desvendar o orçamento da nossa igreja: quanta capta, quanto investe, qual o salário dos irmãos integrados, etc.

Minha mãe disse que não acha uma boa idéia e que eu vou 'me chatear' com isso, mas estou apostando. Na verdade não tenho desconfiança de que hajam 'irregularidades' na nossa contabilidade eclesiástica, mas talvez hajam "empregos indevidos" de capital que poderia muito bem ser investido em coisas mais úteis.

Digo isso porque, por exemplo, sempre existe dinheiro disponível para pagar a viagem de um pregador para um culto especial aqui, e sempre dá-se um jeito para o financiamento de eventos (como a cantata), sem falar que sempre há recursos que paguem coffee-breaks, além de reformas em estruturas de templos. Em contraste a isso, nossos irmãos da música ou da mocidade (para não citar outros) estão sempre contatando os irmãos publicamente para se comoverem e ajudarem no financiamento de algum instrumento musical ou evento que esteja sendo promovido.

Os exemplos são ilustrativos mas não mudam o fato de que se fazemos parte de uma instituição onde circula dinheiro e é parte da nossa cidadania saber onde, como e por que os recursos são usados do jeito X e não do jeito Y, sem deixar de palpitar, discutir e colocar em público.

O rigor dos membros de uma instituição expõe o quão séria ela é. Se "damos nosso dízimo" e pronto, achando que "já fizemos nossa parte", estamos sendo desleixados e irreverentes com a Obra do Senhor, além de que é ensino Bíblico que saibamos se está sendo bem empregado nosso dinheiro.

Enfim. Seja meu comentário. Falarei mais sobre isso quando conversar com os irmãos tesoureiros, administradores e afins, para ter seus relatórios.

Paztejamos

21.2.11

Tiradinha Acadêmica

Porque Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador da CAPES ou CNPq

1. Só tem uma publicação ( a Biblia);
2. Esta publicação não foi escrita em inglês e sim em hebraico (mesmo
que tenha sido traduzida para vários idiomas);
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou com comissão editorial,
ou ainda com pareceristas;
5. Há quem duvide que a sua publicação foi escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, se nota a mão de, pelo menos, onze colaboradores;
6. Talvez criou o mundo, mas que tem feito ou publicado desde então?
7. Dedica pouco tempo ao trabalho, apenas 6 dias seguidos;
8. Se conhecem poucos colaboradores Seus;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade para reproduzir Seus
resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma
linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com
seres humanos;
12. Quando os Seus resultados não foram satisfatórios, buscou afogar a
população;
13. Se um sujeito não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
14. Dá poucas aulas e o aluno para ser aprovado tem que ler apenas o Seu
livro, caracterizando endogenia de idéias;
15. Segundo parece, deixou as Suas aulas para o Seu Filho dar em Seu lugar;
16. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora
Ele mesmo;
17. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos
básicos, a maior parte dos Seus alunos é reprovada nas suas provas;
18. Além das Suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas
atende Seus alunos no cume de uma montanha;
19. Expulsou os Seus dois primeiros orientandos por aprender muito;
20. Não teve aulas e nem fez mestrado com PHDeuses;
21. Não defendeu teses de Doutorado, Livre Docência;
22. Não se submeteu a uma banca de doutos titulares;
23. Não fez proficiência em inglês, e;
24. De mais a mais não existe comprovação de participação em bancas
examinadoras e de publicação de artigos no exterior.

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Achei no Crentassos.

Contradições Universais

Edir Macedo bebe Cerveja, Fiéis da IURD são contra

Edir Macedo e a Cerveja: Macedo nasceu na cidade de Rio das Flores, Rio de Janeiro no dia 18 de fevereiro de 1945. Atualmente é televangelista, empresário e bispo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e proprietário da Rede Record de Televisão
  • Em uma pregação no dia 30 de janeiro o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono da Rede Record, afirmou que bebe cerveja e vinho. O tema da pregação era fé e religiosidade e o bispo afirmou que a religião proíbe as pessoas de várias coisas, mas a fé deixa-as livre.
Ao comentar que bebe cerveja disse que tinha a consciência livre. Porém essa afirmação não agradou aos fiéis, pois a Universal tem um histórico de proibições às bebidas alcoólicas. O áudio do culto foi apagado do site oficial da denominação.
Não se sabe o motivo de tanta alvoroço, uma vez que o próprio Macedo disse, alto, claro e em bom som ser a favor do aborto… Não se espera menos, certamente, de um Pastor que se declara a favor de um tema tão escuso dentro do cristianismo.
  • Embora a afirmação seja recente, a anos Edir Macedo já havia assumido a bebida como algo do dia a dia. Em sua biografia o Bispo afirma beber cálices de vinho algumas vezes ao dia. Em 2009 o Bispo aceitou R$2,6 milhões para a Record realizar uma cobertura especial do carnaval carioca diretamente do camarote de uma famosa marca de cerveja.
A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas a serem desenvolvidas pelo ser humano.Uma cerveja é qualquer uma das variedades de bebidas alcoólicas produzidas pela fermentação de matéria com amido, derivada de cereais ou de outras fontes vegetais.
As fábricas de cerveja e de algumas outras bebidas alcoólicas são geralmente chamadas de cervejarias. Historicamente, a cerveja era já conhecida pelos sumérios, egípcios e mesopotâmios, desde pelo menos 4 000 a.C. Como os ingredientes usados para fazer cerveja diferem de acordo com o local, suas características (tipo, sabor e cor) variam amplamente.

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Via Bau Gospel.

Comerciais Alemães da Sprite Censurados





Tipo, WTF?! oO

Achei arrecem dizendo que é fake, mas não sei, tirem as próprias conclusões :P

“As igrejas não dão motivos suficientes para os jovens se sentirem motivados.”

Aumenta o número de "falsas conversões" entre adolescentes cristãos

”Se a sua igreja não consegue sobreviver sem um certo número de membros comprometidos, você acaba não querendo pregar uma mensagem que possa irritar as pessoas. Todo mundo vai concordar se você apenas disser que devemos ser bons e que Deus recompensa os que são bons”


Anne Havard de Atlanta, Geórgia, pode ser uma raridade. Ela é uma adolescente americana que é apaixonado por sua fé cristã
Se você é pai ou mãe de um adolescente cristão, Kenda Creasy Dean faz um alerta: seu filho está seguindo uma forma mutante de cristianismo e você pode ser o responsável. Dean afirma que cada vez mais adolescentes estão adotando o que ela chama de “deísmo moralista-terapêutico”.
Tradução: uma fé enfraquecida que mostra Deus como um “terapeuta divino”, cujo principal objetivo é aumentar a auto-estima das pessoas.
É crescente o número de conversões falsas entre adolescentes cristãos. Dean é pastora, professora do Seminário Teológico de Princeton e autora de Almost Christian, [Quase cristão]. Seu livro argumenta que muitos pais e pastores estão propagando inconscientemente essa forma egoísta de cristianismo. Ela afirma que essa fé “impostora” é uma razão pela qual os adolescentes abandonam as igrejas.
“Se este é o Deus que eles estão vendo na igreja, então estão certos em querer nos abandonar”, diz Dean. “As igrejas não dão motivos suficientes para eles se sentirem motivados.”

Características comuns dos jovens apaixonados pelo que fazem:

Dean tirou suas conclusões no que ela chama de um dos verões mais deprimentes de sua vida. Ela entrevistou adolescentes sobre sua fé depois de ajudar a realizar uma pesquisa para o controverso “Estudo Nacional da Juventude e Religião”. Este estudo, que incluiu entrevistas feitas em profundidade com pelo menos 3.300 adolescentes americanos entre 13 e 17 anos, concluiu que a maioria dos adolescentes que afirmavam ser cristãos eram indiferentes sobre sua fé e não se envolviam com ela.

O estudo incluiu cristãos de todas as classes – desde católicos até evangélicos, de denominações conservadoras e também das mais liberais. Os números finais indicam que embora 3 em cada 4 adolescentes americanos (75%) se declarem cristãos, menos da metade pratica sua fé, apenas metade a considera importante e a maioria não consegue falar de maneira coerente sobre suas crenças.
Muitos adolescentes pensam que Deus quer apenas que eles se sintam bem e que façam o bem – algo que os pesquisadores chamaram de “deísmo moralista-terapêutico”.
Alguns críticos disseram à pastora Kenda Dean que a maioria dos adolescentes não consegue falar coerentemente sobre qualquer assunto profundo, mas ela argumenta que existem estudos em abundância mostrando que isso não é verdade. “Eles têm muito a dizer. Eles podem falar sobre dinheiro, sexo e suas relações familiares com detalhes. A maioria das pessoas que trabalha com adolescentes sabe que eles não são naturalmente desarticulados”, afirma Dean.

Em Almost Christian, Dean fala com os adolescentes que são envolvidos com sua fé. A maioria vem de igrejas mórmons e evangélicas, que tendem a realizar um trabalho melhor no sentido de gerar nos adolescentes uma paixão pela religião. A escritora disse que adolescentes cristãos comprometidos compartilham 4 características, não importando suas origens: eles têm uma experiência pessoal com Deus, um envolvimento profundo com uma comunidade espiritual, um senso de propósito e um senso de esperança quanto ao futuro. “Existem incontáveis estudos que mostram que adolescentes religiosos têm melhores notas na escola, têm relações melhores com os pais e se envolvem menos em comportamentos de alto risco. Eles fazem um monte de coisas pelas quais os pais oram”, escreve ela.

Dean é uma pastora ordenada pela Igreja Metodista Unida e que diz que os pais são a influência mais importante na fé dos filhos. Por isso, coloca sobre os adultos a responsabilidade maior pela apatia religiosa dos adolescentes. Alguns adultos não esperam muito dos pastores e líderes de jovens. Os pais simplesmente esperam que os pastores mantenham os jovens longe das drogas e do sexo antes do casamento. Outros ensinam um “evangelho legal”, no qual a fé consiste simplesmente em fazer o bem e não machucar os outros. Não se ouve sobre o chamado cristão para correr riscos, testemunhar e se sacrificar pelos outros, conclui Dean. “Se os adolescentes carecem dessa articulação da fé, possivelmente é porque a fé que mostramos a eles é muito fraca para merecer mérito durante a conversa”, escreveu Dean, com a autoridade de quem é professora de Juventude e Cultura Eclesiástica no Seminário Teológico de Princeton.
Teen Guide: É crescente o número de conversões falsas entre adolescentes cristãos - Mais adolescentes podem estar se desviando do cristianismo convencional, mas seu desejo de ajudar os outros não diminuiu, afirma Barbara A. Lewis, autora de The Teen Guide to Global Action [Guia dos Adolescentes para Ação Global]. Ela diz que Dean está certa – muitos adolescentes estão adotando uma crença distorcida sobre quem é Deus.
No entanto, houve uma “explosão” no envolvimento dos jovens desde 1995, o que Lewis atribui a mais escolas enfatizando a necessidade de serviço comunitário. Adolescentes menos religiosos não são automaticamente menos compassivos, afirma.

“Vejo um aumento na paixão dos jovens para fazer deste mundo um lugar melhor. Muitos jovens estão buscando a solução dos problemas. Eles não estão esperando pelos adultos”, conclui Lewis.

O que os adolescentes dizem sobre seus colegas.

Elizabeth Corrie encontra alguns desses adolescentes idealistas em todos os verões. Ela adotou o desafio central do livro de Lewis: incutir a paixão religiosa nos adolescentes. Corrie, que já foi professora de religião do ensino médio, hoje dirige um programa chamado YTI – Youth Theological Initiative [Iniciativa Teológica da Juventude] da Universidade de Emory, na Geórgia. O YTI funciona como um curso rápido de treinamento teológico para os adolescentes. Pelo menos 36 estudantes do ensino médio de todo o país reúnem-se para três semanas de formação cristã. Eles adoram a Deus juntos, visitam diferentes comunidades religiosas e participam de projetos comunitários.

Corrie diz que não há escassez de adolescentes que desejam ser inspirados e fazer deste um mundo melhor. Mas o cristianismo que alguns aprenderam não os inspira “a mudar alguma coisa que não está funcionando no mundo”.

“Adolescentes querem ser desafiados; eles querem que suas perguntas difíceis sejam levadas em consideração. Achamos que eles querem bolo, mas eles realmente desejam bife com batatas fritas, e nós continuamos a lhes dar bolo”, acredita Corrie.

Estudante de uma escola em Atlanta, David Wheaton diz que muitos de seus colegas não estão motivados com o cristianismo porque não conseguem ver o retorno disso. ”Se eles não conseguem ver benefícios imediatos, acabam se mantendo longe. Eles não querem fazer sacrifícios”, afirma.

Como pais radicais instigam a paixão religiosa em seus filhos

Não são apenas os pais, as igrejas também compartilham a culpa pela apatia religiosa dos adolescentes, afirma a professora Corrie. Ela diz que os pastores muitas vezes pregam uma mensagem de segurança que pode atrair um número maior de fiéis. O resultado: mais pessoas bocejando nos bancos.
”Se a sua igreja não consegue sobreviver sem um certo número de membros comprometidos, você acaba não querendo pregar uma mensagem que possa irritar as pessoas. Todo mundo vai concordar se você apenas disser que devemos ser bons e que Deus recompensa os que são bons”, conclui Corrie.
Parafraseando a autora de Almost Christian, Corrie enfatiza que o evangelho da gentileza não consegue ensinar os adolescentes a enfrentar uma tragédia. “Não consegue suportar o peso de questões mais profundas: Por que meus pais estão se divorciando? Por que meu melhor amigo cometeu suicídio? Por que, nesta economia, eu não consigo o emprego bom que me foi prometido se fosse um criança estudiosa?” O que um pai pode fazer então? “Seja radical”, responde Dean.

Ela diz que os pais que fazem algum ato radical de fé na frente de seus filhos transmitem mais do que um grande número de sermões e viagens missionárias. Um ato radical de fé poderia envolver algo simples como passar um verão na Bolívia trabalhando em um projeto de renovação agrícola ou recusar uma oferta de emprego mais lucrativa para ficar em uma igreja que está passando por lutas, aponta Dean.

Mas não é suficiente ser radical – os pais devem explicar que “esse é o modo como cristãos vivem”. ”Se você não disser que está fazendo isso por causa de sua fé, seus filhos dirão que os pais são realmente pessoas legais. Não se entende que a fé deveria fazer você viver de forma diferente, a menos que os pais ajudem os filhos a perceber isso”, diz Dean.

“Eles me ligaram quando eu estava sem opções”

Anne Havard, uma adolescente de Atlanta, pode ser considerada radical. Uma jovem cuja fé parece estar incendiada. Ela participou do programa da universidade Emory. Hoje, fica emocionada quando fala sobre a possibilidade de ensinar teologia futuramente e cita estudiosos de peso, como o teólogo Karl Barth.

Ela está tão entusiasmada com sua fé que, após ouvir uma questão, dispara uma resposta de 5 minutos antes de parar e rir: “Desculpe, já falei demais”.

Havard diz que sua fé tem sido alimentada pelo que Dean chama em Almost Christian “uma comunidade de fé relevante”.

Em 2006, o pai de Havard foi vítima de uma forma rara de câncer. Em seguida, perdeu uma das suas melhores amigas – uma jovem na flor da vida - também para o câncer. Foi aí que sua igreja e seu pastor entraram em cena. Segundo ela: ”eles me ligaram quando eu estava sem opções”.

Quando questionada sobre como sua fé se manteve após perder o pai e sua amiga, Havard não ficou procurando palavras como alguns dos adolescentes em Almost Christian.

Ela diz que Deus falou mais quando se sentiu sozinha – como Jesus deve ter se sentido na cruz. “Quando Jesus estava na cruz clamando: ‘Meu Deus, por que me abandonaste”?’ Jesus era parte de Deus”, diz ela. “Então, Deus sabe o que significa duvidar. Está tudo bem passar em uma tempestade, ter dúvidas, porque Deus também estava lá”.

 
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Achei no Genizah.

Paztejamos

20.2.11

Calculo Renal 3 - Minha Montanha de 7,5mm

"Cristo move as montanhas e tem poder pra salvar!"

Talvez alguém ache que porque eu fui ao médico e ao hospital pra resolver meu problema renal Deus não esteja envolvido nesse empreendimento. Eis que este alguém está absurdamente enganado.

Enquanto orava no culto de ontem, na igreja, numa reunião que não costumo frequentar por causa do excessivo barulho (e que em outros tempos eu perdia a cabeça e me estressava por ser o quase'sonoplasta' - ou alguma coisa que deveria cumprir essa missão), ao som dessa música citada em italico no começo, meditava rindo: "move as montanhas e não deixa nem uma pedrinha pra trás".

Realmente o Senhor esteve envolvido no meu tratamento. E estará ainda, porque ainda tenho que 1)descobrir por que tenho pedras nos rins e 2)remover as remanescentes. E esse texto visa mostrar qual o envolvimento dEle.

Em primeiro lugar tenho a graça de ter um plano de saúde. Pode ser que haja algum contragosto meu ao admitir que tenho que agradecer pelo meu plano, já que ele é pago por alguém com quem não tenho uma plena convivência. Mas o caso é que ele (o plano) esteve lá. E conhecendo nosso sistema público de saúde - aliás a Rayane, uma amiga, está com pedras também mas não consiguiu nem fazer um exame ainda pra poder levar ao médico sabe-se lá quando - posso dizer que se dependesse dele eu estaria com as pedras do jeito que estão até agora, correndo o risco de perder parcial ou totalmente o funcionamento do rim.

Além disso, apesar da obstrução do uretér, já explicada no post anterior, Deus me deu a graça de não sentir dor NENHUMA fato que segundo o médico ecografista (cuja designação aqui está sendo usada irregularmente de novo - não sei se esse é o nome adequado da profissão dele) é raríssimo.

Outra coisa de que tenho de me maravilhar é com a paciência e disposição da minha família já que tivemos que fazer uma tramóia enorme pra conseguir cumprir todos os nossos objetivos de sábado de manhã - dia da operação. Além disso meu tio e minha mãe foram no médico e fazer as ecografias comigo sempre, apesar da ausência de dor. Imagino se todos tem bons familiares (e tão unidos) quanto os meus. Sou agradecido, como não devia deixar de ser, a Deus por isso também.

Tenho que constar também que tive uma boa operação, num plano - como já dito - caro, e talvez no melhor (se não um dos melhores) hospitais de Porto Alegre. Meu médico disse que essa operação na UNIMED talvez custasse 2.000 reais e no Mãe de Deus (onde eu fiz) cerca de 8.000. Se tivéssemos tirado o plano há alguns meses atrás, como minha mãe disse que foi sugerido pelo meu pai, talvez não tivéssemos esse dinheiro para realizar a operação de maneira tão tranquila.

Pois bem. Fica aqui a minha constatação de como somos pequenos e como o aparente caos flui e se organiza para que tudo corra bem em nossas vidas de uma determinada maneira organizada e regida Divinamente, com que podemos meditar posteriormente sobre as nossas vivências e nos fazer melhores. E como somos inferiores a ponto de uma pedra, um acúmulo de cálcio mal formado, de menos de um centímetro, ser causador de tamanho transtorno.

Enfim é isso. Paztejamos.

PS: Meu pós-operação está tão tranquilo que ontem de noite já estava na igreja e depois numa confraternização. Cheguei em casa 3 horas da manhã (isso com o horário novo que me deu uma hora a mais). Parafraseando minha prima, "prefiro que me tirassem as 4 pedras no rim do que pegar uma virose como a da praia".

19.2.11

Minha fé: sofrendo até contemplar um novo amanhã

 Rob Bell


  Minha fé: sofrendo até contemplar um novo amanhã
Uma sexta-feira à noite, durante meu último ano de faculdade eu tive uma dor de cabeça horrível. Tomei algumas aspirinas, deitei no sofá, e esperei que ela fosse embora. Mas não foi; apenas piorou. Por volta da meia-noite eu agonizava e lá pelas 3 da manhã estava imaginando se iria morrer.

Na manhã do dia seguinte, meu colega de quarto me levou ao hospital onde fui diagnosticado com uma meningite viral. Um neurologista explicou que o fluído que envolve meu cérebro fora infectado e o estava “espremendo” contra as paredes do meu crânio. Era isso o que causava aquela dor.

O médico informou que eu ficaria várias semanas de cama em recuperação. Mas isso não se encaixava em meus planos.

Naquele tempo eu tocava em uma banda. Estávamos fazendo shows na região de Chicago havia algum tempo e tínhamos reservado datas nos maiores clubes na cidade – tudo programado para as semanas seguintes. Tivemos de cancelar todas as apresentações.

Quando a realidade me atingiu, deitado numa cama de hospital a quilômetros  de distância de minha casa e com uma infecção no cérebro, lembro perfeitamente de ter perguntado a mim mesmo: “E agora?”.

Eu estava devastado. Aquilo não deveria estar acontecendo comigo. A banda era minha vida, meu futuro, meu único objetivo. Nós tínhamos cancelado nossos maiores shows até então.

Depois de alguns dias acabei me recuperando e voltei à faculdade, mas as coisas já não estavam iguais. Seja qual for a motivação que nos movia como banda, não estava mais tão forte como antes. Chegamos à conclusão em conjunto que tinha sido ótimo enquanto durou, mas era hora de a banda terminar.

Acho que jamais tinha me sentido tão perdido. Não tinha idéia do que faria com minha vida. Eu tinha toda essa energia e paixão e queria desesperadamente me doar para algo importante, mas não tinha nenhum plano.

Eu andava por toda o campus da universidade numa espécie de transe, balbuciando o mesmo mantra sem parar, que acabou tomando a forma de “e  agora?”.

Sabe aquele sentimento quando estamos jogando futebol e corremos até a bola, mas não somos rápido o suficiente e o jogador do outro time já a chutou com toda a força? Aí a bola viaja com uma velocidade enorme e nos atinge na altura da virilha e capotamos, sem ar, gritando de maneira estridente…

Era como se experimentasse uma versão existencial disso. Novamente as coisas tomaram um rumo estranho, mas bonito.

Nos dias e semanas depois que decidimos pelo final da banda, pessoas que mal conhecia me paravam, do nada, e diziam coisas como: “Você já pensou em ser  pastor?”. Amigos com quem não falava havia meses entravam em contato e diziam: “Por alguma razão, acho que você será pastor”.

Eu, um pastor? Sério?

A ideia começou a tomar conta de mim e não foi embora. Um chamado brotou dentro de mim, uma direção, algo em que poderia me doar.

Conto essa história sobre o que aconteceu comigo 19 anos atrás porque suponho que você é como eu – realmente bom para fazer planos, traçar, esquematizar e elaborar só para que sua vida aconteça do modo como “supostamente” deveria.

Somos mestres nisso. Sabemos exatamente como as coisas devem acabar. Então nós sofremos. Há uma ruptura, seja morte, doença, desemprego, mágoa, traição ou falência. O amanhã que esperamos desaparece. E descobrimos que não temos outros planos.

O sofrimento é traumático e horrível. Ficamos desesperados e erguemos os punhos aos céus, descarregamos a raiva, ficamos com raiva de novo e choramos. No entanto, durante o processo descobrimos um novo amanhã, algo que nunca teríamos imaginado se não fosse pelos dolorosos imprevistos da vida.

Convivi com inúmeras pessoas ao longo dos anos. Percebi que, quando alguém  pede para elas identificarem momentos-chave, viradas e marcos em suas trajetórias, normalmente falam sobre dificuldades terríveis e coisas dolorosas. Em geral, dizem algo como “nunca poderia imaginar que isso fosse acontecer comigo”.

Imaginado é uma palavra importante aqui. Sofrimento, ao que parece, requer imaginação profunda. Um novo futuro tem que ser evocado, pois o velho futuro não existe mais.

Agora sei que o que aconteceu comigo – o fluído em torno de meu cérebro que o espremia contra as paredes do meu crânio – não é nada comparado com a dor e a tragédia que muitas pessoas vivenciam todos os dias.

Mas essa experiência alterou minha vida permanentemente. Nada mais continuou sendo igual. Meus planos desmoronaram. Isso me abriu para um futuro completamente novo.

Essas sementes ocultas da criatividade sendo plantadas em meio ao sofrimento nos levam para o cerne da fé cristã. Somos convidados a confiar nos momentos em que estamos mais inclinados ao desespero, quando tudo parece perdido e não conseguimos imaginar uma saída. É justamente nesses períodos que algo novo pode estar nascendo.

Jesus ficou pendurado nu e ensanguentado em uma cruz. Sozinho e abandonado por seus discípulos. Desprezado pela multidão. Mesmo assim, continuou firme, confiante e persistente, sabendo que Deus estava presente em Sua agonia, trazendo um mundo totalmente novo em meio àquilo tudo.

Isto é um mistério, algo que devemos ser sábios em refletir por causa das inúmeros problemas que sofremos a toda hora. Nesses momentos, Deus está sofrendo, derramando lágrimas, sentindo aquela dor e agitação conosco. Também no convida a confiar que algo bom pode surgir até mesmo em meio às crises.

Mantenha seus olhos e coração abertos. Seja rápido para ouvir e lento em fazer julgamentos precipitados sobre como “tudo vai acabar”. Você nunca sabe quando pode se descobrir a quilômetros de distância de sua casa, deitado em uma cama de hospital com um péssimo prognóstico de cérebro espremido, todos seus planos se desfazendo e se perguntando como tudo deu errado, para só então descobrir que uma vida completamente nova está apenas começando.
 
Rob Bell é o pastor fundador da igreja Mars Hill e autor de vários livros.


Tradução da Agência Pavanews do texto publicado no blog Belief, da CNN.
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Adorei o texto. Via Pavablog.

Paztejamos

Calculo Renal 2

Enfim a história das minhas pedras nos rins vai ter um final feliz. Estou agora de jejum, escrevendo enquanto minha família toma café da manhã, nas últimas horas antes de ser submetido a uma litotripsia ou, em palavras menos sofisticadas, um procedimento que consiste em enfiar um caninho que eu creio ser microscócopico pela minha uretra (a partir do meu penis), ir por aí até o meu uretér (caminho entre o rim e a bexiga), passando pela minha bexiga e lá quebrar a pedra que está obstruindo o caminho.



Esse procedimento é necessário porque a pedra, que passou tranquila pelo uretér até agora trancou no mesmo lugar há algum tempo (cerca de um mes), não saindo mais dali, o que pode causar perda do funcionamento pleno do rim, além do que o médico chama de Hidronefrose, que é o grande vilão causador de dores titanicas: significa que o rim, com o seu caminho obstruído, começa a enxer-se de urina e fica "transbordando", o que comprime as paredes internas. Graças ao bom Deus e Pai Todo Poderoso não senti NADA disso durante todo meu processo.

O interessante é que fiz 3 ecografias. Uma quando descobri, uma algumas semanas depois, pra acompanhar onde estava a pedra e outra depois de voltar da praia (cerca de um mes depois da anterior). Segundo os laudos médicos, na primeira a pedra estava no uretér, na segunda a pedra estava na bexiga e na terceira a pedra estava de novo no uretér. Como a pedra não volta para o uretér (coisa MUITO bizarra se acontecesse, devido ao estreitamento das extremidades do mesmo), o que acontece é que o médico do segundo laudo se enganou: a pedra está no fim do uretér há um pouco mais de um mes. Acontece que o caminho do uretér até a bexiga é de uma forma tal que o uretér encaixa na bexiga de uma maneira a causar margem de dúvida (talvez criadora de erro frequente nesse caso) ao médico Ecografista (será essa a designação correta dele).

Pois Bem. Já estou quase saindo. Vou para o procedimento. Espero que dê tudo certo. Assim acabarão aquelas ardencias ao mijar. Logo que voltar ao normal (ficarei cedado por algumas horas) escrevo como foi =D

Paztejamos

18.2.11

Saber Direito

Há dois anos, quando eu fui pra praia a ultima vez (tirando esse ano, ano passado trabalhei nas férias), fiquei num apartamento com antena parabolica que pegava a TV Justiça. Em determinado horário, se não me engano a noite, eu conseguia assistir um programa muito MUITO interessante chamado "Saber Direito", onde o 'professor' (que de fato é um professor) fala sobre um determinado assunto.

Eis que agora, procurando sobre o Sistema Financeiro Nacional encontrei um programa do Saber Direito, e coincidentemente o mesmo que eu assistia na oportunidade da praia. Vou postar o link pro blog deles, se alguém se interessar ta aí:

http://saber-direito.blogspot.com/2009/07/regulacao-do-sistema-financeiro.html

Realmente muito bom, to achando o máximo =D

Paztejamos

Fim das Sacolinhas no Banheiro

Recebi o texto abaixo da minha mãe há muuuuuuuuuuuuuuuuito tempo atras (foi em agosto do ano passado). Limpando o email acabei lendo e tentando fazer. Deu certo. Sério, se todo mundo usasse seria muito bom. Aqui em casa com certeza não vai acontecer por algum tempo ainda, porque não mando no nosso lixo e nem tenho disposição 'verde' pra fazer isso sempre. Mas quem sabe no futuro agente vire adepto xD

Dia desses, quando recusei a sacolinha plástica numa loja, ouvi da moça do caixa: mas como você faz com o seu lixo? Não foi a primeira vez que me perguntaram isso. A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo? Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjRsQReJI/AAAAAAAAAMM/jWrubMDW8qc/s200/saco+jornal+1.jpg
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.

http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjNXeQiNI/AAAAAAAAAME/6OWbz1y2AkY/s200/saco+jornal+2.jpg
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjJcgnPSI/AAAAAAAAAL8/wj5wbkMgd5o/s200/saco+jornal+3.jpg
Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjFyq3BJI/AAAAAAAAAL0/xLdIxQris5Q/s200/saco+jornal+4.jpg
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:
http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjCTy5eVI/AAAAAAAAALs/HnSGvFU9ycQ/s200/saco+jornal+5.jpg
Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi-sy3KuI/AAAAAAAAALk/-swFV7vB_k4/s200/saco+jornal+6.jpg
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi5OtMjKI/AAAAAAAAALc/0p5-3VJdXHw/s200/saco+jornal+7.jpg
Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:
http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxiy5jGwQI/AAAAAAAAALU/cmELFCtCB50/s200/saco+jornal+8.jpg
Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiuRc6KwI/AAAAAAAAALM/cN8G9z7d-7k/s200/saco+jornal+9.jpg
É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiqFvgrJI/AAAAAAAAALE/8dX53ZClbUM/s200/saco+jornal+10.jpg
Que tal?
http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxximC33sTI/AAAAAAAAAK8/h0GdzWp4APY/s200/saco+jornal+11.jpg
Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Paztejamos

17.2.11

"Seus bobinhos! Unjam os mares! As praias são minhas!"

Suposta mensagem divina comunicada pela atual (com perdão da expressão)fumada Ana Paula Valadão.

Já não sei mais se rio ou se choro com essas coisas.
Os grifos são meus.

Olá queridos,

Estamos nos aproximando do primeiro Cruzeiro marítimo com o Diante do Trono, que acontecerá de 2 a 5 de Dezembro deste ano de 2010. Confesso que meu coração tinha paz, mas várias vezes perguntava ao Senhor sobre o propósito desta experiência tão nova e diferente de tudo o que já vivemos até hoje.

Eu nunca sequer desejei viajar de navio. Na verdade, eu dizia que nunca faria isso! Mas quando a proposta surgiu, orei e senti que era um propósito de Deus. Muitas das minhas questões vinham de acusações e questionamentos de outras pessoas que me perguntavam a razão de fazer uma iniciativa ministerial que não alcançava os pobres, e que limitava-se a pessoas que pudessem pagar uma quantia razoável para embarcar no navio. Apesar de eu crer e estar vendo Deus provendo miraculosamente para pessoas que jamais imaginavam viajar em um navio, a resposta a essas inquietações veio no próprio testemunho de Jesus. Ele estava com o pobre, mas também com o rico. Ele entrou na casa de Zaqueu, que era rico. De Simão, outro rico. E mulheres ricas O seguiam e sustentavam seu ministério, de acordo com Lucas 8:3. Jesus se importava com o ser humano, não olhando para sua condição financeira. Mas nós, Igreja, muitas vezes pensamos que os ricos não precisam de ser alcançados por nossas estratégias evangelísticas.Os ricos se tornam, às vezes, um grupo não alcançado pela Igreja.

Mas o principal motivo pelo qual escrevo é para compartilhar o que o Senhor ministrou ao meu coração em um momento muito marcante ali na Finlândia, acerca do Cruzeiro. Estávamos em um culto maravilhoso e a gloriosa Presença do Senhor enchia o lugar e as nossas vidas! Quando terminei a minha parte e o Pastor Markku começou a orar eu senti o impulso de interceder, junto com o Sérgio, por todos os projetos e desafios, e sonhos ministeriais que temos à nossa frente. Era uma atmosfera propícia para apresentarmos nosso clamor, pois o poder de Deus parecia palpável!

Quando comecei a orar pelo Cruzeiro ouvi o Senhor claramente nos dizer: “Seus bobinhos! Seus bobinhos! Unjam os mares! As praias são minhas! As praias são minhas!”. Sua voz era tão poderosa, como um trovão dentro de mim, e eu temi e tremi. De repente, minha visão se abriu e o Senhor, carinhosamente, me dizia que levava muito tempo para percebermos Seus propósitos! Mas, naquele lugar distante, fora da nossa rotina, estávamos mais sensíveis e abertos para Sua glória, e então Ele pôde me falar. O Senhor começou a descrever para mim uma nova missão, e é isso que compartilho com vocês.

Há anos tenho recebido um entendimento progressivo da minha missão. Comecei na Igreja local, e depois compreendi que devia sair das paredes dos templos e reunir Seu povo para adorar em locais públicos. Os estádios se tornaram locais de adoração a Jesus. Mas eu não tinha entendido ainda o que me veio ao coração anos depois. O Senhor já estava fazendo, e queria que perseguíssemos os locais de festa da nossa nação, para ali, prestarmos a Ele culto e declararmos que só Ele é digno. Temos feito isso. Fui chamada para entronizar o Senhor no Brasil e nas nações através de uma adoração profética. Uma adoração que une a música que declara que o Senhor reina, que rasga os céus com esta poderosa proclamação, a uma intercessão e clamores, guiados pelo Espírito, em arrependimento e em profecia. Profetizamos o que o Senhor está dizendo, e temos visto frutos de anos e anos desse ministério que Ele mesmo nos confiou.

Naquela atmosfera de glória, da forte Presença do Senhor, mais um passo me foi revelado. Eu nos vi ungindo os mares do Brasil e descendo em todas as praias possíveis, por todo o litoral brasileiro, adorando ao Senhor. Eu jamais havia sequer imaginado isso, mas a voz dEle gritava com zelo: “As praias são minhas! As praias são minhas!”. De repente vi as festas que acontecem nas praias do Brasil. Percebi o ciúme que Deus tem destes portais de entrada do continente, da nação. Desde a antiguidade as praias são um lugar de consagração da terra e da vidas das pessoas. Ali, fincavam-se as bandeiras, as estacas, e se realizavam os primeiros cultos. Até hoje, vidas se entregam a entidades dos mares, com ou sem entendimento, mas pactos são renovados a cada virada de ano, e em ocasiões especiais. Buquês de noivas são jogados no mar. Muitas delas entram com seus vestidos no mar. Pessoas se rendem a superstições, pulando ondas, e festivais musicais acontecem em muitas praias do Brasil. As praias são um lugar de festa, de culto, e eu nunca havia percebido isso.

Esse será o primeiro de muitos Cruzeiros que o Diante do Trono fará. Dentro do navio, durante o dia, haverá louvor e descontração. Tudo feito para a glória de Deus, seja comer, beber, ou qualquer outra coisa que fizermos, como nos instrui a Palavra. Mas, ao descer nas praias, cada participante terá o entendimento de orar, de cantar louvores, de declararmos e consagrarmos as praias ao Senhor. No próximo ano, planejamos até mesmo fazer eventos de adoração em cada praia em que atracarmos. E à noite, dentro do navio, teremos culto, pregação da Palavra, e o momento especial em que, unidos, ungiremos os mares por onde o navio estiver passando. A unção com óleo, nas Escrituras, sempre foi usada para consagrar, dedicar ao Senhor, santificar para Ele objetos que serviriam para Seu culto, pessoas separadas para servi-lo, como os sacerdotes, levitas. A Bíblia até mesmo nos instrui a ungir os doentes para que sejam curados. Com esse entendimento, ungiremos os mares e as praias do Brasil.

Compartilhando isso, sei que me exponho a críticas e a um mal entendimento do que move o meu coração. Porém, acredito que muito mais serão os que terão o entendimento aberto para se unirem a nós nessa missão, e creio também que pessoas que se dedicam à oração, adoradores, poderão começar a planejar e crer para participarem conosco de mais um passo na redenção do país.

É com temor e tremor que termino, pedindo que orem por mim e por nossa equipe, relembrando o zelo e o poder com que ouvi: “As praias são minhas! As praias são minhas! Diz o Senhor”.

“Do Senhor é o mar, pois Ele o fez, e as Suas mãos formaram a terra seca”. Salmo 95:5



Concentrado

ah, como eu quero um cafézinho

 Acabo (sim, fiz isso agora MESMO!) de deletar meu orkut e facebook. A foto acima é meio poética. Quer dizer "eu REALMENTE estou interessado só no café!".


Já fiz isso outras vezes mas não com o mesmo intuito. Preciso me concentrar mais, agir de maneira mais centrada, excluir aquilo que me atrapalha na minha vida, jogar com o que eu tenho e atingir os meus objetivos. Por isso estou também (e vou fazer isso em seguida) me excluindo do grupo de emails da mocidade. Não que eu queira fazer isso, mas imagino que seja por tempo determinado. Só até que eu tenha estabilidade suficiente pra conseguir administrar essas coisas sem perigo.


Sempre estive muito inserido nesse meio eletrônico, muito mais do que é saudavel. Perco o dia inteiro discutindo por emails, assistindo a atualização dos outros e comentando fotos e outros comentários. Quero "largar as estrelas do mar que eu tenho na mão e agarrar a grande concha", como diria Rob Bell naquele vídeo que eu postaria aqui de novo (chamado Shell) se não tivesse sido removido do youtube por reinvindicação dos direitos autorais.


Pois bem, estou determinado (e espero manter essa determinação de maneira constante) a buscar meu propósito e só volto a vivência plena no meio eletrônico quando vencer a lombeira mental que eu estava e estou enfrentando, descrita nesse post aqui. Essa é a minha atitude: tomar uma injeção de bom animo, e criar coragem pra matar o que está me matando.


Porque não há nada nada NADA pior do que falta de autoestima e perspectiva de vida.


Essa é só uma das medidas adotadas. Outras serão propaladas nos próximos posts. É possivel que a quantidade de posts aumente um pouco em função da diminuição do espaço digital aproveitado pra fazer minha cagada mental (que antes era espalhada pelo orkut, facebook, msn, email, twitter e blog), mas vou tentar manter o mesmo padrão de sempre, até pra não perder mais tempo.


O caso é que preciso usar a internet pra estudar mas não posso virar vítima dela. Vou procurar uma coisa mas abro 5 ou 6 coisas inuteis também, e acabo perdendo muito tempo sem ver o que deveria.


Enfim. Espero que dê tudo certo.

Paztejamos

Biquini e o Grande bla bla bla ¬¬



Acabei de mandar o seguinte email pro grupo de emails da mocidade da minha igreja:

Tenho que conter as palavras aqui, tentarei ser suave, porque sei que há pessoas que não participam do mesmo meio e que, principalmente, não ME conhecem.

Estive 11 dias na praia agora. Assim como eu, outros jovens da nossa igreja também estiveram de férias e na praia (enfim, cada um vai para o lugar que melhor se satisfaz nas férias... local que geralmente converge para o litoral ou costa de alguma lagoa ou etc). Eramos, e somos, então - provavelmente até o fim do verão - pessoas de férias curtindo o tempo e dinheiro livre para se divertirem depois de um ano inteiro.

Depois de voltarmos, e até durante a estada fora, é natural tirarmos fotos com os amigos e, como todo mundo faz no século XXI com o advento da internet, posta-las nas redes sociais para que outros amigos vejam, comentem, perguntem, interajam. É muito provavel que algumas fotos sejam tiradas no local de banho e consequentemente com roupas de banho.

Pois bem. Existem determinados irmãos antigos que compreendem o cristianismo de uma maneira mais 'disciplinada' e não tolerariam saber que a gurizada esteve na praia de trajes de banho X ou Y. Aceito que temos que tolerar o "não pode" dos mais antigos - apesar de acessórico - e conter nossa amostra de "pode", pelo menos na frente daqueles.

Mas sou extremamente contra (e digo isso relativo a acontecimentos recenticíssimos) punições aos jovens - e digamos, menos presos aos "não pode" - que quiseram desfrutar de suas férias de maneira plena. Talvez um determinado aconselhamento, sugestão ou comentário resolva. Pessoas normais, de bem, úteis a obra e interessadas em fazer A ou B pelo próximo, pela igreja, e enfim por Deus, ficam privadas de seus serviços porque desfrutaram de algo em que não há problema algum. Isso me deixa realmente indignado!

Pois bem. Fica o meu comentário ardido, como sempre, para que me odeiem, ou concordem comigo.

Há algum tempo o pessoal da igreja já vinha discutindo se o uso do biquini é pecado ou não, coisa que pra mim não parece o 'cerne' da questão'. Chegamos a uma conclusão provisória (que pra mim é a conclusão inicial  e a única possível): o uso de biquini não é pecado, pecado é uma guria usar biquini pra se mostrar. Ou seja, o pecado está na cabeça e não na roupa.

Outro ponto em questão era se não deveríamos abandonar o uso para que irmãos mais antigos não se escandalizassem. A quase-conclusão também foi mais ou menos a que eu daria de resposta se alguém me perguntasse: pode usar, mas bom seria não usar na frente desses antigos, pra não criar conflito.

Entendem, a regra é 'viver numa boa', sem muita frescura de regra, mas sem más intenções também.

Eis que depois, então, nossos jovens deixaram seus computadores e suas discussões e foram pra praia aproveitar o litoral, tiraram suas fotos e botaram no orkut e facebook, local consagradamente jovem, apesar de ter os adeptos mais antigos. E no conjunto dos adeptos mais antigos, eis que haviam crentes, que pelo visto não gostaram de ver a mocidade exposta ao sol com trajes de banho na praia.



Agora ao que eu soube nossas jovens foram disciplinadas, simplesmente por aproveitarem o litoral, coisa que todo mundo faz. Nossa liderança, com isso, dá um passo atrás no sentido da coerência. Qual a próxima medida? Reproibir que as gurias cortem os cabelos?

Aí pergunto: será que os guris também ganharam disciplina? será que eles podem usar bermudas, sunga e andarem sem camisa e as gurias não podem botar biquini?

Outra questão é: será que alguém se importa em 'entrar em disciplina'? O que isso influi na vida do crente? Sei lá, na minha concepção das coisas sempre pareceu uma medida burocrata do tipo "fez X; punição: não estar em comunhão por 3 meses". Escrevo essas palavras sem medo de ser o próximo (até porque estou quase pedindo com isso). Assim como é preciso ter mente fraca a ponto de aceitar a ordem A ou B só porque o "pastor disse" (coisa que tem aos montes no evangelicalismo geral), também é preciso ter mente fraca pra se "autocondenar" por uma coisa que fez com sã consciencia de que estava bem feliz fazendo algo normal. Será que essa tal história de "disciplina" é eficaz então?

Pois que ficamos assim: o irmão A fez X escondido, não sofre nada; o irmão B fez Y abertamente, porque sabe que não tem problema, sofre 'punição administrativa' e não pode participar dos trabalhos que sempre fez (e que em alguns casos é até muito importante - se não essencial), se identifica, talvez tenha ajudado a iniciar, e luta como se fosse seu.

... enfim. Já disse meus contras sobre a disciplina antes e estou dizendo de novo.

Pronto, desabafei.

E não me venham os crentes me darem nojo aqui dizendo que eu isso eu aquilo que eu critico assim e assado. Se quiser comentar pode contrapor, dizer que não concorda, mas me venha com argumento e não com xexexe que Deus vai pesar a mão, ou eu sou mal educado, ou eu estou 'questionando a autoridade divina do pastor', ou isso ou aquilo. Porque para esses eu só posso dizer uma coisa: esse blog é meu, eu digo o que eu quiser, e eu penso antes de dizer. E por eu pensar é que eu digo essas coisas, e sugiriria que todos pensassem também.

Paztejamos

16.2.11

Apóstolos, hoje?

A minha vida toda, sempre quando ouvia a palavra Apóstolo, me vinha a mente os doze discípulos de Cristo, mais Paulo de Tarso. Quando pequeno, me lembro dum maluco de capa que aparecia num comercial da TV, onde era anunciado como "O Apóstolo do Século XX".

Os tempos passaram e, quando me dei por conta, tinha apóstolo pra tudo que é lado!

Inicialmente, nas igrejas evangélicas brasileiras, não havia título maior que pastor. Na verdade, em quase toda igreja protestante do mundo era assim, salvo os raros casos das Igrejas Metodista, Anglicana e das Igrejas Luteranas européias.

Mas aí, por volta da década e 70, o título de bispo começou a aparecer nas igrejas evangélicas, aparentemente para "fazer frente" a Igreja Católica Romana, já que na época seus bispos faziam um trabalho reconhecível e popular.

Breve história do governo no Cristianismo

Até aí tudo bem. Os três títulos clássicos no Cristianismo são bispo, presbítero e diácono. Os dois primeiros são herança das sinagogas do Judaísmo, que eram governadas por um conselho de anciãos ("presbíterus" em grego), presididos por um "supervisor"(em grego "episcopus", abreviado para bispo).

Mas, com o tempo, num processo que já era evidente no século III depois de Cristo, o "bispo" se tornou uma autoridade quase monárquica, com poder absoluto sobre as igrejas e sua doutrina.

Com a Reforma, as igrejas protestantes, em geral, rejeitaram a idéia de bispo, preferindo um conselho de presbíteros para governo (modelo presbiteriano), ou deixar que os presbíteros das igrejas locais decidissem as coisas, sem uma autoridade maior (modelo congregacional). Os presbíteros passaram a ser chamados de "pastores".

As Assembléias de Deus e as Igrejas Batistas seguem o modelo congregacional.

Voltando para os eventos da década de 70, o objetivo da adoção do modelo episcopal (igrejas sob a autoridade unitaria do bispo) era obter uma maior representavidade das igrejas, já que um bispo seria um "pastor dos pastores".

Assim, em 1975, o pastor Roberto Mc Allister foi ordenado bispo primaz da Igreja Nova Vida, pentecostal.

O problema é que, em pouco tempo, o título de bispo se tornou mania nas igrejas evangélicas. Muitas denominações, sem qualquer conhecimento, o instituiam a torto e a direito. Passou a ser status. Temos aí os exemplos nada agradáveis da Ordem Babilônica Universal do Templo Fake.

Mas não parou por aí. Quando o pessoal "cansou" dos bispos, quiseram algo mais. Algo mais elevado. E aí "ressurgiram" os Apóstolos!

Miguel Ângelo, bispo primaz da Igreja Cristo Vive, foi o primeiro "apóstolo" brasileiro, sendo ordenado em 1991 pela Convensão Mundial de Apóstolos e Profetas às Nações, na California, EUA.

Agora, a nova mania é o título de apóstolo. O Movimento dos 12, que é o movimento de visão celular mais poderoso daqui, ordena dezenas de apóstolos por ano. Outras organizações que concedem o título são a Coalizão Internacional de Apóstolos (International Coalition of Apostles) e a Conselho Apostólico Brasileiro. Fora os líderes que se autoproclamam apóstolos por meio de "visões" e "revelações divinas".

Justificativas do título de Apóstolo

Geralmente, as igrejas adeptas do movimento apostólico estão associadas às teologias de batalha espiritual e confissão positiva. Usam muito o argumento que estaríamos nos últimos tempos, onde Deus estaria "restituindo" sua Igreja à condição original. Os 5 ministérios (apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre) devem retornar.
As igrejas que não tiverem apóstolos estariam incompletas, e não fariam parte do "novo mover", ja que a autoridade espiritual do Apóstolo seria vital para combater as "fortalezas espirituais".

"Apóstolo", para os do movimento apostólico, seria o ministro traslocal, sob cuja autoridade ficariam várias igrejas, com seus bispos (quando tiverem) e pastores. Há casos da rejeição do bispo, ficando só apóstolos e pastores mesmo, creio que para evitar "catolicismo".

Meu parecer

A princípio, para mim uma denominação que reconheça a autoridade de apóstolo não deve ser levada a sério. Pode se ver que sempre se encontram imersas em teologias estapafúrdias, a julgar por suas defesas e argumentos sobre o título.

Os "apóstolos" geralmente são vistos como líderes quase intocáveis, possuidores da "unção" maior, e se encontram frequentemente "liberando palavras profeticas". Ja da pra se ter uma idéia aonde isso leva.

As hierarquias de hoje nas igrejas evangélicas, infelizmente, não parecem ser instrumentos de organização para as comunidades, e sim um sistema de auto-promoção e de status.

E, sinceramente, "apóstolo" significa "emissário". Em hebriaco, fica "shaliach". Eram aqueles que foram enviados por Cristo para anunciar as Boas Novas ao mundo.

Não eram super-ultra-mega-power-advanced-pastores, a andar de seus carrões e helicópetos, e a liberar "palavras proféticas" por aí. Eram, antes, mestres das Escrituras comprometidos com os ensinos de Jesus Cristo. Eram os emissários do Rabino da Galiléia, os quais fundaram comunidades em todo o mundo de então.

Não vejo essa tal autoridade "translocal" nos relatos bíblicos.Vejo-a somente a partir do século II. As igrejas originais pareciam ter governos mais locais, ouvindo aos apóstolos e a comunidade-mãe de Jerusalém como filhos a pais.

Mas há apóstolos hoje em dia sim. Nós costumamos chamar eles de missionários.

8.2.11

Deus nos livre de um Brasil evangélico

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.


O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.


Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim



Assino em baixo em cada letra!

4.2.11

Finalmente PRAIA!

Vo indo com a família pra praia. Vai ser legal, vou me queimar, passar calor, comer mal, dormir pouco, me cansar... mas é exatamente pra isso que as férias são feitas. Aquilo que agente faz durante as aulas ou trabalho como causador de stress, cansaço e mal-estar vai ser o causador de prazer e felicidade já que "como é bom estar de férias".

O lado ruim disso (e que importa para o leitor desse blog - o meu amigo imaginário Clint: porque amigo imaginário meu não pode levar nome de brasileiro :P) é que fico sem postar nos próximos 10 dias provavelmente.

O lado bom é que dane-se... vou estar na boa mesmo, principalmente com a namorada =D

Então é isso, paztejamos e que venha o sol =DD (espero xD)

Na Ponta do Lápis - Band News FM

Eu direto escuto a Band News. É uma das melhores rádios de notícia que eu conheço e convenientemente não fala só de futebol como a Gaúcha.

Na Ponta do Lápis é uma coluna sobre planejamento financeiro onde pessoas enviam perguntas sobre suas próprias finanças e o Marcos Silvestre responde mais ou menos uma sugestão de o que a pessoa pode fazer para aproveitar bem seu dinheiro e seu consumo.

Hoje, agora, arrecém, ia eu indo pro centro fazer algumas coisas e o fone de ouvido pendurado, ligado na Band News. E deu esse que talvez tenha sido o melhor comentário sobre finanças que eu já escutei no Na Ponta do Lápis.

aqui vai o link (de novo, não consegui embedar esse):

http://bandnewsfm.band.com.br/pop_audio.asp?MMS=http://www.bandnewsfm.com.br/audio/SILVESTRE_0402.mp3&ID=424394#

E se alguém quiser desfrutar outros comentários, basta clicar no seguinte link:

http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=31

Enfim, paztejamos