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23.3.11

Sobre o Meu Convívio com Deus

xD

Pessoal, relaxem, eu postei um texto comentando o meu desânimo ao ir nos cultos.

Mas isso não significa que eu esteja desanimado com Deus, questionando Sua existência, ou qualquer coisa do gênero. Só significa, de maneira bem forte, que não aguento mais o que eu chamo de 'burocracia eclesiastica'.

Burocracia eclesiastica também eh chamada de "religião" as vezes. É aquele negócio "Saudo a amada igreja com a paz do Senhor". É esse sistema pré-coordenado que diz "o louvor vem antes da pregação", "durante o louvor passem a oferta", "tem que ter louvor/tem que ter pregação" e "culto é uns na frente e os outros atrás acompanhando". Ponto. É com isso meu problema.

Essa burocracia eclesiástica é 'multiforme'. Tem o caso do irmão que foi pra outra denominação mas não comunicou e que depois voltou, e por isso não pode cooperar na banda de imediato porque na ata diz que ele foi desligado por "abandono da igreja" e não por "troca de igreja". Tem o caso do irmão da congregação X que pediu pro obreiro da congregação Y orar por um doente no hospital e o obreiro respondeu "não é minha jurisdição, aí quem manda é o 'encarregado da congregação X'".

Enfim, essa burocracia eclesiástica que me cansa.

Eu disse pra alguém outro dia, por exemplo, que me cansa ver um irmão abrindo a Bíblia pra pregar, lendo um trecho no início do discurso e se limitar a nos próximos 45 minutos ou falar algo extremamente óbvio sobre o trecho lido, que poderia ser concluido em 5 minutos em casa enquanto se lê naturalmente; ou falar algo extremamente bizarro e que não se encaixa com o texto ou com a Bíblia em geral. Existem excessões, mas em muito é o que se vê. E garanto que eu não sou o único a perceber isso.

Alguém me diz "ah, mas agora com a mudança disso ou daquilo vai deixar de ser 'frio'". Eu há muito me questiono o que é "culto frio". Me parece algo que a pessoa sente, como emoção, durante o culto, como se a pessoa fosse com um 'termômetro espiritual' e aferisse alí a temperatura. Não se trata de ser 'frio' ou 'quente'. Se trata de fazer sentido, de ser relevante, de me lembrar de meu amor ao próximo, de lembrar da minha dependência de Deus, de me mostrar como posso servir meu irmão, de apontar como posso ser útil pra Deus de maneira prática. Não se trata de, por exemplo, ficar descrevendo minuciosamente o vaso de alabastro que a mulher chorosa quebrou nos pés de Jesus logo antes de enchugá-los com seus cabelos.

Outro alguém também me disse "mas como fica a comunhão com os irmãos?". Pois bem, é o meu problema prático mais razoável. O culto não se limita a um clube onde eu vou encontrar meus amigos da igreja, porém isso é realmente importante. O culto, na minha concepção, é um momento de pessoas refletirem sobre como agem e como vivem e como são abençoadas e agradecerem a Deus por tudo que tem recebido (ou não) dEle. É momento de cultuar, prestar homenagens, dizer quão grande e bom e maravilhoso Deus é. Mas isso é algo que qualquer um consegue fazer em casa ou em outro lugar que não na igreja. Eu, por exemplo, faço isso no onibus, enquanto passo pela natureza abundante entre Guaíba e Porto Alegre. Portanto o meu ir ao culto se limitou a encontrar os amigos e conhecidos, mostrar que faço parte dessa comunidade. Esse encontro é sem motivo, sem segundas intenções, é só 'pra descontrair', falar bobagens, rir, etc, mas não significa que não possamos conversas sobre coisas sérias, pensar sobre como fazer algo interessante para nós ou para Deus e direcionar algum trabalho já em andamento.

Além disso, encontro os irmãos em outros momentos, como no estudo de terça feira (que não é um culto nos moldes que eu tanto reclamo, mas ainda assim é um culto - o melhor na minha opinião), nas aulas de música e Libras, nos cultos dos surdos, além de em qualquer momento na rua, no msn, etc.

Enfim. Acho que agora expliquei melhor em que estou pensando e como estou me sentindo. Uma hora dessas falo da Santa Ceia também... mas isso já é outra história.

E fiquem tranquilos, eu ainda sou crente =D

Paztejamos

Um comentário:

  1. Eu diria que o meu problema seria mais quando esta "burocracia eclesiástica" resolve sair de suas quatro paredes e monitorar minha vida pessoal.

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