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31.5.11

Teste: Qual teólogo é você?






Encontrei esse teste no blog Teologia Livre. A meu ver, é o teste mais legal de todos os que fiz.

Este teste consiste de afirmações teológicas ditas por diferentes teólogos, e há a opção para tu concordar ou discordar, em cinco níveis.

Como resultado, tem-se a porcentagem de teólogos com quem se está em afinidade.

O meu teste deu isso:

Paul Tillich - 100%
Charles Finney - 83%
Rudolph Bultmann - 67%
Friedich Schleiermarcher - 58%
Karl Barth - 42%
Jurgen Moltmann - 33%
Santo Agostinho - 17%
João Calvino - 8%
Jonathan Edwards - 0%
Martinho Lutero - 0%
Anselmo - 0%

Acho que estou cada vez mais liberal/neo-ortodoxo XD

Façam o teste e ponham os resultados nos comentários. O teste pode ser feito AQUI

#BrasilTemJeito

O Eliasibe twittou o título desse post outro dia, acompanhado de um vídeo eu acho. Tem tudo a ver com o texto que eu achei no criacionismo.com.br e que eu queria que todo mundo lesse... por isso to postando aqui:

Um brasileiro honesto

Estava ali, na poltrona 13 do ônibus que faz a rota Friburgo-Rio. Um celular esquecido pelo passageiro. Entre a poltrona e o vidro, havia algo mais. O motorista Joilson Chagas, de 31 anos, abriu o “pacote rústico” e tomou um susto. Nunca tinha visto tanto dinheiro junto: R$ 74.800. Não passou aos superiores. “É tentador. Nessa hora, nem nos colegas a gente confia.” Por sorte ou destino, Joilson conseguiu devolver tudo ao dono. “O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.” Joilson levou o dinheiro de volta a Friburgo. Ao chegar ao ponto final, na Ponte da Saudade, avistou um senhor humilde chorando na porta da padaria. “Perdi um celular”, dizia ele, “deve ter sido no centro do Rio.” Joilson perguntou: “O celular é este?” O senhor, agricultor de 80 anos, emocionou-se: “É esse mesmo. Não tinha mais nada no ônibus?” Joilson disse que ele precisava explicar direitinho o que perdera. E ele falou: “Eram R$ 74.800 para pagar o transplante de minha filha, que não é coberto pelo SUS.” Joilson entregou o pacote e não aceitou recompensa. “O dinheiro estava contado para a cirurgia e para a passagem. Eu não podia aceitar nada”, ele me disse. “Também sou pai de família.”

A história de Joilson aconteceu no dia 19 de abril e correu mundo. No Facebook, ele recebeu mensagens da Holanda, da Espanha, dos Estados Unidos, do Japão. Foi a programas de televisão. Ganhou plaqueta da empresa elogiando seu ato. Foi homenageado na semana passada no Palácio Guanabara, do governo do Estado. Recebeu cartas de alunos da 2ª a 5ª série de uma escola do Rio, dizendo: “Motorista, foi lindo o que você fez, você foi meu herói.” Num dos envelopes, havia R$ 2 e um bilhete: “Desculpe não dar mais, era o que eu tinha no bolso.” Joilson treme a voz. Quer encontrar e beijar essas crianças. “O que eu fiz era para ser uma coisa normal. O ser humano é repleto de valores, mas não põe em prática.”

Ele começou a dirigir em transportadora quando tinha 18 anos. Concluiu o segundo grau. É casado, seu filho Gabriel tem 14 anos e sua mulher está grávida de cinco meses, de outro menino. Nas enxurradas em Friburgo, Joilson perdeu a casa, os móveis, e mora de favor na casa da irmã. A escola onde sua mulher era professora também foi levada pelas águas. Agora, ela costura. Joilson constrói uma nova casa. Trabalha 16 horas por dia como motorista, faz duas viagens de ida e volta no ônibus da Viação 1001, tem uma folga por semana. “Cai na segunda ou na terça.” O primeiro ônibus sai às 5h30 de Friburgo. Ganha R$ 1.000 líquidos por mês, mas paga R$ 500 ao pedreiro que ergue sua “casinha”. Joilson faz biscates de pintura: “A necessidade faz o sapo pular.”

Seu único bem hoje é uma “motinha”. Mas ele confia que “Deus está abrindo portas” e se preocupa com muita gente em Friburgo ainda abandonada em abrigos. Seu sonho é ter negócio próprio. Uma loja de autopeças. “Sempre vesti a camisa das empresas em que trabalhei, mas queria ter uma lojinha.” Depois da enchente, a empresa deu a ele “uma cama de solteiro para o filho, um guarda-roupa de três portas e um sofazinho”. Joilson gosta de diminutivos. Porque a vida sempre correu assim. Da casa para o trabalho, a estrada, os engarrafamentos, a paciência com passageiros mais estressados. A igreja e a beira do rio, onde pesca de anzol. “Meu lazer é ver televisão com a família comendo uma pipoquinha.”

A atitude de Joilson não lhe rendeu só alegria. Quando descansava no dormitório da empresa, alguns colegas jogaram seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro “Chagas otário”. “Me chamaram ainda de babaca, palhaço, puxa-saco. Meu filho virou motivo de chacota no colégio. Mas não teve vergonha, sentiu orgulho de mim. A gente vive num mundo estranho. Perderam os valores”, diz.

Eu queria que Joilson pudesse estar na lista da Época desta semana dos 40 brasileiros com menos de 40 anos que representam o futuro do país. “Educação hoje é uma coisa rara. Mas é tudo na vida. Tento passar para o meu filho. Fazer o bem faz bem. Acho que eu servi de exemplo para muitos políticos, muita gente.”

(Ruth de Aquino, Época)
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O último parágrafo é o melhor, na minha opinião. Que esse cara tenha tudo de bom na vida dele, porque é justo e digno.

Paztejamos

27.5.11

Na Prática

Doe sangue;
plante uma árvore;
de uns trocados pra quem precisa;
converse com os estranhos - no elevador, no onibus, na rua;
passe menos tempo trabalhando ou estudando pra passar um tempo com a família;
passe menos tempo com a família pra ficar um pouco com os amigos;
passe menos tempo com os amigos pra dar mais atenção aos estudos ou ao trabalho;
julgue menos aos outros, mais a si próprio;
ajude a quem precisa;
perdoe;
peça desculpas;
ensine o que souber fazer;
tenha paciência quando alguém lhe ensinar;
tenha paciência quando estiver ensinando...
e antes de se ensoberbecer ao ver que faz essas - e outras - coisas e é uma pessoa boa, agradeça a Deus por ter lhe dado tantas possibilidades de ser bom.

Deus é o ser impulsionador da bondade, do bem, do amor. Jesus ensinou nada mais que seguir os passos dEle, e esses o são - entre outros. Antes de começar a frequentar a igreja 5 vezes por semana e intimar irmãos menos assíduos a frequentarem orações, pratique o bem, pratique o amor.

Cristo era "uma espiritualidade independente de religiões", não faça dEle uma religião.

Essa pode ser a mensagem mais clichê do mundo, mas continua sendo a mais transformadora que eu já conheci ever.

Paztejamos

O Tempo

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Autor Desconhecido

Fonte: Rascunhando

26.5.11

O homem e o quadro

Era inverno. As nuvens, de um tom cinzento-escuro, com nuançes alvos, cobria o ceú como um grande manto extendido. Ventos irregulares sopravam na cidade. Naquela cidade grande e suja.

Ante os ventos, a multidão de pessoas a caminhar pelo calçamento, estava um homem parado, alheio de tudo e de todos.

Apesar do inverno, dos ventos, da falta de sol, a cidade não podia parar. Era isso o que diziam os coros de buzinas dos carros, dos caminhões. Mas o homem a tudo ignorava.

Sua atenção estava presa a uma vitrine. Por trás daquele vitral, entre tantas bujigangas e itens de decoração, estava um retrato que lhe cativara.

O rosto do homem continha algo como que um cansaço, de que passara por considerável número de coisas. Suas roupas eram um pouco velhas e surradas. Um cachecol sem adorno algum o envolvia no pescoço.

O quadro em questão era uma bela pintura, quase de aspecto fotográfico. Retratava uma bela garota, com uma flor presa ao cabelo. Ela parecia emergir da água de um rio.
Os olhos eram grandes e luminosos. Os cabelos, longos, espalhados pelos ombros. Um aspecto de serenidade, e até de espanto, permeava o seu rosto.

O homem, parado em meio a marcha da multidão, após um longo período, soltou um gemido. Estava lamentando algo.

Será que aquele quadro trazia consigo a lembrança, para o homem, de um tempo perdido? Mas, ao mesmo tempo em que suspirava, havia um brilho de esperança em seus olhos. O quadro parecia ser sua única inspiração.

Um jovem, que passava pelo local, ficara curioso acerca do homem, e o observou por algum tempo. Finalmente, resolveu abordá-lo, não aguentando a curiosidade.

- Senhor, o que faz aqui? - pergunta o rapaz.

O homem, como se houvesse sido despertado, vira-se bruscamente para o rapaz.

- Eu estou admirando aquele quadro.

O garoto não entendeu. Parecia para ele aquele quadro um amontoado de tintas antiquadas, para formar um desenho bobo de uma garota.

- Senhor, não vê o movimento da cidade? Não vê os outdoors? Não ouve os sons, os ruídos? Não pode ficar parado aqui! O que há demais nesse quadro velho, para que lhe chame tanto a atenção?

- Acontece, guri - riu-se baixinho o homem - que não me interessa todo esse mundo de barulho e agitação. A única beleza que vejo, aqui, é esse quadro.

Tomou um pouco mais de fôlego, e disse, num suspiro.

- A única beleza que conheci foi esse quadro. Não vejo nada mais que lhe seja superior ou mesmo paralelo. Caminhei por muito tempo, a procura de algo mais, e não encontrei. Agora, guri, deixe-me, deixe-me desfrutar da única beleza que encontrei, que conheci, ainda que seja só uma imagem. Não há algo maior, não há algo melhor.

Reflexão sobre a arte

A arte por si só não reprenta algo maligno ou benigno: a arte é a expressão do ser humano, gerada atravéz de sua contemplação do mundo. O modo como seus sentidos recebem, suas emoções moldam, para finalmente exteriorizar tal percepção aos outros, são fatores, evidentemente, de cunho particular, individual.

Quando eu observo as árvores, um por-do-sol, ou mesmo as pessoas indo e vindo numa calçada urbana, pensarei e sentirei coisas diferentes de outra pessoa. Talvez eu tenha algum trauma, devido a uma memória de infância, que me leve a desprezar o calor que exala uma calçada, coberta duma multidão de pessoas indo e vindo a trabalho. De mesmo modo, por causa de uma boa lembrança, talvez eu admire a brisa de fim da tarde no mesmo cenário, ou a chuva de inverno, a tudo molhar e a gelar. E, de outro modo, estas coisas afetarão as percepções de outras pessoas de maneira completamente diferente.

Então, as percepções se exteriorizam, por diferentes vias: quer a escrita - em prosa ou em verso - quer pela fotografia, quer pelo desenho, quer pela música. Dependerá das inclinações da pessoa. Há aqueles que conseguirão usar mais de uma das onze ou doze formas de arte.

Como se vê, a arte não parece nascer de um mundo fantástico, que existe em algum lugar inóspito dos pensamentos de uma pessoa. Ao contrário, surge do contato com o mundo real. A ficção é um reflexo particular da realidade.

Há quem diga que, sendo o homem intrisecamente mau, a arte por si só se tornará má, devendo assim, ser purificada. Assim, se usará de um valor ou de uma causa para se fazer a arte. Toda a arte que não falar daquele valor ou causa em particular deverá ser excluída, como algo expúrio e maligno.

Entretanto, esse pensamento não se sustenta após uma maior visão das coisas: ele limita a expressão individual a um conjunto de regras, de modo a sempre se prender naquele assunto. Os resultados, muitas vezes, acabam por ser catastróficos, para não dizer cômicos e irrisórios.

Assim, penso eu que a arte, qualquer que seja a forma em que ela se manifeste, deve ser livre. Deve-se dar liberdade ao artista, para se expressar. Pois a arte nada mais é do que a auto-expressão de uma pessoa.
Uma arte livre é uma expressão livre.

23.5.11

Chiaki Kuriyama




Miley Cirus é o escambau! Idem Rebecca Black, Miranda Cosgrove, ou a versão brasileira Manu Gavassi!

Viva a musa linda, maravilhosa e multitalentosa japonesa Chiaki Kuriyama!

Conheci essa beldade no filme Kill Bill Vol.1, onde ela interpretava a sádica Go Go Yubari - pra quem não se lembra por nome, a assassina com uniforme de colegial que carrega uma corrente com uma maça na ponta.

Depois, fui decobrir que, além de atriz e modelo, Kuriyama também é cantora!



Viva a Kuriyama-sama!

21.5.11

Consultoria eclesiástica

Resolvi entrar no mercado de consultoria eclesiástica. Após mais de 20 anos de contatos com modelos metodológicos que visam otimizar os resultados das igrejas acredito que já consegui alinhavar algumas idéias suficientemente testadas e aprovadas. Ofereço, portanto, e de graça, conselhos para líderes que desejam fazer sua igreja crescer.

Antes, recomendações bibliográficas. Leia Guy Debord para adquirir noções a respeito da sociedade espetáculo, onde até mesmo a fé é show. Leia também Pierre Bourdier para se familiarizar com a realidade dons bens simbólicos no mercado, inclusive religioso. Finalmente, leia Maquiavél, e medite sobre o postulado da primazia dos fins sobre os meios.

Eis os conselhos.

– Pratique o ilícito, afinal você não vai conseguir chegar muito longe sem umas boas maracutaias. Faça com que as pessoas trabalhem para você e depois mande que busquem seus direitos na justiça, encontre fiadores para seus negócios e não tenha escrúpulos em deixar que eles se virem para pagar a conta, em caso extremo, dê calote sem dó nem piedade, e, principalmente, use e abuse dos ambiciosos e vaidosos que darão até as calças para serem identificados como as pessoas de sua confiança – pegue as calças deles. Não se importe com títulos protestados, aliás, encontre número suficiente de laranjas e crie empresas fantasmas para fazer escoar todas as demandas judiciais contra você. Externalize, companheiro, o máximo possível.

– Invista na comunicação de massa: rádio, tv e shows, muitos shows, mega shows. O mundo gospel está cheio de artistas talentosíssimos, bem intencionados e precisando ganhar o pão de cada dia. Prometa o pão. Grave os caras, promova a banda deles, mas retenha todos os direitos em sua propriedade e faça amarrações contratuais de tal maneira que eles sejam obrigados a comer na sua mão.

– Não tenha vergonha de pedir dinheiro. Faça com que todos acreditem que doar para sua igreja é a mesma coisa que doar para Deus. Crie alguns projetos de fachada e divulgue os resultados como pretexto para pedir mais dinheiro. Desvie todos os recursos doados para (1) empresas comerciais e (2) patrimônio pessoal. Preserve seu patrimônio colocando tudo em nome de laranjas ou em contas no exterior. Institua uma fundação que possa funcionar como plataforma de lavagem de dinheiro e use também as igrejas (multiplicadas em sistema de franquia) como forma de burlar o fisco.

– Assuma uma postura de liderança espiritual como celebridade. Ande rodeado de asseclas, serviçais e guarda-costas. Faça muito barulho ao chegar e ao sair. Não permita que sua presença passe despercebida. Ostente todos os sinais exteriores possíveis de riqueza: roupas, jóias, cabelos, canetas, relógios, carros, e, se possível dê um jeito de aparecer na revista Caras. Faça com que o povo veja como você é próspero e repita à exaustão que tudo o que você possui é uma evidência da benção de Deus sobre a sua vida. Faça com que todos acreditem que poderão chegar onde você está. Ou melhor, faça com que tenham inveja de você e se disponham a fazer qualquer coisa para chegar aonde você chegou, ou, na pior das hipóteses, ficar perto de você.

– Satanize todos os seus críticos e opositores. Transforme todos eles em inimigos de Deus. Pouca coisa une mais um povo do que um inimigo comum: encontre um, a Globo, por exemplo. Construa um discurso persecutório, repita sem parar que você é vítima de perseguição religiosa, que estão sendo injustos contra você e que na verdade perseguir você é apenas uma artimanha do diabo para levantar oposição a Deus e ao evangelho. Crie símbolos de amarração simbólica e crie um espírito de corpo do tipo “nós contra o mundo e todo mundo é contra nós”. Lance campanhas de compromissos até a morte, crie slogans com palavras de ordem, uniformize seu exército – faça todos os líderes usarem a mesma camiseta e venda camisetas iguais para o povo.

– Cale a voz da sua consciência. Deus costuma falar através dela. Afaste-se de todas as pessoas sérias que aparecerem no seu caminho. Afaste-as de você. Invente calúnias contra elas. Deixe-as fragilizadas, com uma mão na frente e outra atrás, e assim não terão forças emocionais para enfrentar você e lutar pelo que é justo, pois estarão ocupadas tentando se reerguer. Não olhe nos olhos do povo simples que segue você, não se deixe mover por compaixão, abafe todos os impulsos de bondade e honestidade. Quando sentir vergonha de ser quem você é, fique quietinho, esperando a vergonha passar. Em último caso, tente se convencer de que as pessoas sinceras e realmente tocadas por Deus no meio dessa confusão toda que você criou ao seu redor serão cuidadas pelo próprio Deus. Chore de noite, escondido ou escondida. Com o tempo sua consciência se cauteriza e a coisa flui que é uma beleza.

– Creia que é possível nascer de novo. Ou, se for o caso, creia que é possível voltar ao primeiro amor.

Não tenho dúvidas que sua igreja vai crescer. A história demonstra que não apenas igrejas evangélicas, mas também movimentos políticos e econômicos, bem como seitas de toda sorte usam regras semelhantes e prosperam. Caso você volte ao primeiro amor, não se envergonhe do evangelho de Jesus Cristo. Levante as mãos para o céu e agradeça. Deus vai lhe dar forças para você conviver com sua memória e reescrever sua história.

Ed René Kivitz

Fonte: Outra Espiritualidade

Uma bancada (nada) evangélica

Há algumas pessoas que se sentem mais tranquilas em saber que no Congresso Nacional existe uma bancada chamada de evangélica. Em tese, os valores e a cosmovisão cristã seriam defendidos ou mesmo difundidos por meio daqueles que eles apoiaram nas eleições a fim de que fossem seus representantes.

E é claro que a Bancada Evangélica se apresenta como defensora das bandeiras hasteadas pelos evangélicos. No entanto, na prática a coisa não reflete bem aquilo que na teoria é visto como a maneira ideal cristã de fazer política. Os políticos da dita bancada não se mostraram relevantes em casos como o “dos Sanguessugas”, nem denunciaram a existência do “Mensalão”, não protestam contra o funcionários fantasmas dos gabinetes dos assessores dos políticos, não se posicionam radicalmente contra a impunidade e falta de ética que permeiam a vida cotidiana da política nacional.

O que sobrou? Quase nada. Por isso esses caras precisam justificar sua existência. Eles precisam legitimar diante da grande massa evangélica a necessidade de se eleger um político que a represente. Caso contrário, tendo em vista que eles se assemelham em quase tudo aos políticos não envolvidos abertamente com a religião, não haveria razão por que elegê-los.

Obviamente, os figurões das grandes denominações sabem muito bem qual a utilidade desses indivíduos. Dentre as várias atividades na função de “despachantes” de igreja, eles servem para facilitar os processos de concessão de rádios, televisões, e outros favores cujas manobras políticas sejam necessárias. Contudo, isso não é tão forte assim para conquistar os votos dos fieis, do povão (até porque essas coisas são sempre feitas às escuras).

É aí que sobram alguns temas “relevantes” para que os políticos crentes se manifestem: homossexualismo, aborto e pedofilia. Ora, são temas relevantes que precisam ser analisados por toda a sociedade. No entanto, estando diante de um assunto que mexe com o imaginário e as emoções dos religiosos, eles se valem do sensacionalismo para chamar a atenção de seus eleitores. Não discutem o tema, apenas e tão se posicionam radicalmente contra. Especialmente quando a questão é aborto e homossexualidade.

No caso do PL122, por exemplo, certamente que há alguns exageros na redação desse Projeto. Não obstante, por trás das reivindicações dos homossexuais há o apelo sincero e justo de pessoas que sofrem uma série de agressões devido sua identidade ou opção sexual. A favor ou contra a prática homossexual, cristãos deveriam ser a favor da luta em prol do respeito e dignidade de quem quer que seja.

Enquanto escrevo esse texto, nas igrejas Brasil afora, politiqueiros sedentos pelo poder propagam alguma teoria da conspiração, segundo a qual os homossexuais vão lançar no xilindró pastores e padres que se recusarem a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Ora, não é exatamente isso que eles têm pleiteado na legislação, além de que a própria Constituição garante liberdade de crença e expressão, o que significa que o Estado não deverá intervir nas particularidades das crenças religiosas dos cidadãos.

Assim como alguns ministros se negam a casar mulheres grávidas, e não lhes é imputada qualquer pena, enquanto a Constituição de 1988 vigir não poderá haver qualquer imposição a que líderes religiosos devam se submeter nesse sentido.

Repito, há muitos pontos questionáveis no PL122. De fato esse texto é polêmico e requer a atenção tanto dos religiosos quanto dos próprios homossexuais, que também precisam tomar cuidado para que, em suas militâncias, não atraiam para si mesmos o repúdio da sociedade.

Quanto aos cristãos evangélicos e sua Bancada de prática nada evangélica, os “currais” eleitorais das igrejas precisam se emancipar, tornar-se apenas igreja, e o povo crente precisa ser mais politizado. No entanto, são raros os pastores que têm algum interesse em, como líderes sociais, capacitar seus membros a fim de que estes possam analisar os políticos e suas maracutaias com a autonomia intelectual que todo cidadão deveria ter. É uma lastima, mas infelizmente é assim...

Humberto Ramos

Fonte: Visão Integral

Odeio Rob Bell

por The Devil’s Ink

Odeio Rob Bell. Aquela fuinha de óculos e corte de cabelo hipster, está me irritando muito esses dias. Estou certo, colegas, de que vocês estão cientes da briga que ele iniciou com seu novo livro, Love Wins? Que espécie de título de baixa qualidade é esse, afinal? Estava pensando em escrever um livro e chamá-lo Hate Wins. Qual deles vocês acham que venderia mais? Geralmente, adoramos quando os membros do Corpo atacam uns aos outros e matam-se mutuamente. Quanto mais, melhor, certo? Nos velhos tempos, tenho certeza de que num caso como esse, haveria alguém acendendo fogueiras, enquanto a cidade assistia para ver se o herege se arrependia. Bons tempos.

Agora, porém, eu tenho que lidar com esse cara, e essas porcarias de “amor vence”, “graça vence”, “Deus vence”. Felizmente, ele está encontrando resistência, e é difícil imaginar como poderia ser uma voz efetiva. Mas, o perigo aqui é que ele está revelando alguma coisa que nós não queremos que eles saibam. Achamos bem mais legal quando estão concentrados em nós, obcecados com o paraíso e o inferno. Nos deliciamos quando as pessoas seguem nosso “oponente” mais pela esperança de se livrar das chamas ardentes do inferno (ou de ganhar glórias no paraíso). Amamos aqueles que seguem nosso “inimigo”, por causa desse desejo tão humano de esperar por recompensas, ou por ter medo das punições.

Agora, esse tal de Bell me aparece dizendo pra eles, que não precisa ser desta forma. Talvez a coisa toda seja sobre o que “Deus” quer. Talvez a bíblia contenha algo muito mais profundo, do que essa justiça retributiva como mensagem central. Não queremos que eles pensem assim. Queremos que focalizem no medo e na ansiedade. Queremos que eles fiquem se perguntando constantemente, se são bons o suficiente, ou dignos do “amor” do nosso oponente. E este garoto metido a pregador, está lhes dizendo que a salvação é cósmica, e que o nosso inimigo está trabalhando continuamente para restaurar sua criação em amor, com sua própria destruição. Quem foi que lhe deu esse direito?

O que é engraçado em tudo isso, é que Bell pegou essa ideia de um dos grandes ídolos dos cristãos, C. S. Lewis. Sempre achei que Lewis era perspicaz demais para o meu gosto, mas não nos causou dano real. Mas Bell, atualmente, leu o que foi argumentado por Lewis, e viu méritos nisso. Se eles querem atacar Bell, terão que voltar, e ler Crônicas de Nárnia mais de perto. Eles podem se surpreender, especialmente com aquela cena da última Batalha. Só espero que isso leve-os para onde eles sempre vão – paixões inflamadas, pessoas com o ódio fora de controle, e aqueles que não ficarão felizes no Céu, se não tiverem certeza de que alguém está ardendo nas chamas do inferno, começando a gritar que o amor de Deus é tão fraco, que precisa punir aqueles que desprezam. Talvez possamos tirar algum proveito disso tudo, afinal.

I hate Rob Bell – Devil’s Ink

O autor do texto acima, também se inspirou em C. S. Lewis, mais especificamente no livro The Screwtape Letters, cujo título no Brasil é Cartas de um diabo ao seu aprendiz.


Fonte: Nada de novo sob o sol

16.5.11

CheckPoint

Esse foi de longe o pior periodo que esse blog tem enfrentado desde sua criação. Não me importo, dias melhores virão. O amanhecer pode estar longe mas, a exemplo do pólo norte, em alguns meses há de despontar.

Para quem estiver preucupado (pelo que soube recentemente há até anonimos - que não comentam nem seguem o blog - lendo os textos do blog) não estou doente, depressivo, nem nada. Só estou com outras prioridades. Na real mesmo, minhas prioridades mudaram desde fevereiro e tenho tentado mantê-las constantes para "dar um rumo na vida".

Mas o meu 'sumiço' também deve-se a algo mais interessante/importante dos últimos dias: saiu o edital do Banco do Brasil... e saiu antes do previsto. Portanto preciso estudar e preciso abandonar superfluosidades.

Além disso, claro, teve a viagem pra Minas, o meu policiamento para não posts, o meu vicio repentino por Twitter (siga lá @jeandbg - apesar de eu estar me policiando nisso também, as vezes dou uma entrada =D), meu tempo de namoro... etc, tenho feito coisas que não são postar num blog.

O jogo da semana também não está rolando perfeitamente, mas não me preucupo com isso. Antes de ter esse blog e levá-lo a sério tive mais outros 3 ou 4 que acabaram com alguns meses de vida; antes de tratar a renite a sério fiquei uns, sei lá, 15 invernos de nariz super ranhento até aprender que dá pra tratar (apesar de o médico repetir frequentemente para eu tratar :P). Então... o projeto dos jogos semanais vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.

Já o projeto de atualizar o blog frequentemente e postar coisas legais... bom... esse vai demorar pelo menos mais uns 4 ou 5 meses. Pelo menos esse é o meu prazo de adiamento mais razoável.

Quanto as perspectivas, quero falar sobre as aulas de música: eu me empenhei estive super empolgado e etc, fui várias vezes para combinar e por ultimo tinha combinado de apresentar um projeto para a escola dizendo tudo que planejava e etc. Mas tive medo, MUITO MEDO, porque as professoras tinham idéias mais amplas e que exigiam muitas espectativas de mim. Depois disso um leitor do blog (que incrivel né, e eu pensava que só minha mãe lia esses textos, já que ninguém nunca comenta ou diz nada xD) comentou que acordou lembrando de um texto sobre minhas perspectivas de dar aula de música na vila e sugeriu que eu participasse de um projeto que a igreja dele já tem na vila. O projeto deles é com esportes, mas eles queriam começar uma aula de música, me mandou até um vídeo e eu achei bem interessante... mas... não me vejo 'em tempo' de fazer essas coisas. Acho que no futuro posso ajudar, assim como os meus outros projetos, mas agora não. Como disse o nosso pastor, num culto de quinta feira que eu eventualmente fui, antes de abençoar precisamos ser abençoados. Estou tentando dar um passo para ser 'independente' [porque não me sinto nada bem estando sustentado pela mãe aos 20 anos de idade com nenhuma perspectiva de vida baseada nos meus atuais estudos de faculdade] e, assim que o for, vou ajudar sim, com todo prazer, os projetos a que eu tiver alcance, já que são parte do meu plano de vida (e eu ingenuamente acredito que essas são coisas que podem mudar o mundo!).

Enfim...
Estando isso avisado, não me responsabilizo pelo não-postar atual. Pode ser que o Felipe e a Hellena postem, mas eu acho que vou entrar num ritmo muito MUITO mais moderado de postagem por agora - assim como já vem acontecendo há alguns tempos.

Não havendo mais nada a declarar :P
PAztejamos

6.5.11

Saindo (Férias?)

Estou meio relaxado com esse blog. Na real, queria postar todo dia, mas estou com remorso de dar tanta atenção pro blog já que tenho que estudar e minhas perspectivas (sim, eu ainda tenho algumas, apesar de não te-las postado) são de passar no próximo concurso do Banco do Brasil - o que exige de mim um razoável estudo.

Estou postando hoje pra não deixar o blog 'desamparado' até porque vou viajar com a Priscilla (minha namorada que eu amo muito) para Minas Gerais e não garanto que terei internet lá (mas estou levando o notebook.. caso tenha :P). Volto dia 14, e depois disso sim posso voltar a postar.

Enfim... só queria dar meu avisinho curto e grosso :P
Paztejamos