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17.6.11

Dor e contemplação

Dói-me de pensar
Que não posso contigo falar
As vitrais te protegem, qual escudo
E eu aqui a admiro, mudo

Dói-me de a contemplar
E não poder te tocar
De não sentir tua realidade
E condenar-me à saudade

Dói-me de na pele sentir
Os pingos da chuva aqui fora
Ela apenas percebe o tinir
Das gotas que batem na vitrine, cada hora.

Dói-me de perceber
A brancura da porcelana, a que chamas “pele”
Essas negras pérolas (seus “olhos”), a resplandecer
A tudo iluminam,a tudo espantam, a tudo ferem

Dói-me, novamente, de pensar
Se alguém possui a chave da vitrine
E tu, a rir de mim, a tudo esnobar
Se por acaso um outro a fascine.

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