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10.6.11

Liberdade de escolha versus plano divino

Sinto muito a quem pensa que sua vida está "segura", que crê num "plano de Deus" para sua vida, ou propósito, ou sei lá que nome mais se pode dar, mas isso vai de encontro a liberdade de escolha que nós todos deveríamos ter.

É óbvio que logo se vem com o papinho de que "sim, eu posso escolher; mas vou escolher o melhor de Deus pra minha vida..." e blá, blá, blá. Mas, se já há algo certo, determinado sobre o que se fazer, eu tenho escolha? O livre-arbítrio se torna uma liberdade fingida, onde nós simulamos uma escolha. Não, não dá, me desculpem...

Há tempos atrás, ingressei numa faculdade que nem sabia direito do que se tratava, e matei minhas paixões por meninas da escola. As idéias que eu tinha na época - que Deus desejava que eu tivesse um curso superior, fosse qual fosse, e que eu não devia me relacionar com moças que não pertenciam a minha agremiação religiosa - governaram-me a tal ponto de estudar algo que simplesmente eu não gostava, ao mesmo tempo em que mortificava o meu corpo, não me permitindo relacionamento que não fosse com a "pessoa certa". Não preciso dizer que só quebrei a cara com essas idéias esdrúxulas.

Não pense ninguém que eu superei de todo. Ainda hoje, vivo as consequências de minhas escolhas. Escolhas ruins, que eu joguei para a Divindade, já que eu as chamava tolamente de "plano de Deus".

Não tenho tempo para construir um relacionamento com uma garota. Na verdade, não tenho garota alguma de que goste. Justamente quando estudo e trabalho, ou seja, o tal "tempo certo".

Portanto, não me venham com essas asneiras de "plano", "propósito", ou o que mais vier. Aprendi que, o que faz de um adulto um adulto é a independência em todas as áreas de sua vida. Eu estou recém aprendendo isso, de uma maneira das menos agradáveis.

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