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5.6.11

A menina do ônibus

Uma manifestação pura
Da universal beleza
Uma simplória, madura
Emanação da gentileza

Sob a forma de menina
Toda feita de porcelana
Comigo sentou-se, pequenina
No ônibus, de gente insana

Ao meu lado, sim, sentou-se
A pura princesa do SENAI
A ler um livro, então, pôs-se
Sem notar quem entra ou sai

Oh tolos, todos,não percebem
A gloriosa presença dela
Suas falas inúteis não procedem
Sua ignorância não faz juz a ela

Com suas alvas mãos
Folheia o livro de Assis
Seus olhos correm os vãos
“Quincas Borba” a capa diz

As feições do rosto me espantam
É a beleza de que fala Tolstói
Onde até os detalhes cantam
A sinfonia sagrada que me dói

Sim, por que a beleza pode doer
Como a verdade pode desfazer
Os homens não foram feitos p´ra ver
Diretamente a ambas, sem desfalecer

Mas, inconsequente, ainda insisto
Em olhar para tamanha graça
Em meio a luz cegante, havia visto
A esperança que embala a vida

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