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5.8.11

O dia em que larguei a Superinteressante

Fui leitor durante anos da Revista Superinteressante. Apreciava suas matérias científicas, que enriqueciam o conhecimento, sem falar nas curiosidades e opniões sobre fatos do mundo ou mesmo do dia-a-dia.
Entretanto, a Super começou a sofrer mudanças editorias drásticas. A própria revista admitia isso, e que desagradaria leitores inevitavelmente.
As matérias passaram a ter um tom deboxado, com humor forçado, as vezes até ofensivo. Ia-se o brilho da revista.
Mas, se poderia citar um fato decisivo que me levou a largar a revista, esse talvez seja o que se deu numa ocasião, na seção de games.

A seção de games da Super era para mim referencial. Conheci vários títulos importantes naquelas páginas. Mas, com a opção de mudança adotada pela revista, também a seção de games foi mudada: se antes, mostrava os jogos da vez, uns dois ou três mas com descrições bem feitas, agora escolhia vários de um mesmo "tema".

Essa foi a matéria que me tirou do sério:



Foi no ano de 2004. Quando li o título, "Reis do ringue", imaginei que a seção trataria dos meus jogos preferidos. Por que quando pensamos em JOGO DE LUTA, nós naturalmente vamos pensar em STREET FIGHTER, em THE KING OF FIGHTERS, em TEKKEN, em VIRTUA FIGHTER, e, porque não, no MORTAL KOMBAT.
Mas eles conseguiram. Conseguiram o improvável, o exótico, o inusitado, ao garimpar porcarias, e trazer a tona aqueles títulos obscuros.
Gangsta Rappers brigado (Def Jam Vendetta)? Mulheres tirando as roupas(WWE Smackdown: Here Comes The Pain)? Artistas IDIOTAS da MTV se matando(MTV Celebrity DeathMatch)? Que P**** é essa?

Logo de início, obrigatoriamente, eles tiveram de citar o mítico Street Fighter II. Mas logo em seguida, constava a frase: "Saíram de cena os personagens japoneses e entraram rappers, astros da TV e mulheres trajando poucos panos."

O cara que fez essa matéria, na boa, não sabia nada do que tava falando.

Hoje, com jogos como Tekken 6, The King of Fighters XIII, e o inprevisível STREET FIGHTER IV, mais o recente MORTAL KOMBAT, tudo isso mostra que os títulos clássicos mantêm seu espaço e admiradores como sempre tiveram. Enquanto que os rappers e os astros de TV foram esquecidos.

Ou alguém ainda se lembra de MTV Celebrity DeathMatch?

3 comentários:

  1. Uma vez pensei em escrever algo sobre Jesus ter cadeira cativa na Super interessante.
    A capa do mês quando não é Jesus é Hitler!!!
    heheehe

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  2. eu lembro do celebrity deathmatch como a antiga série em massinhas... mas é algo tipo mr bumpy, que era trash e que eu nunca mais vi na tv xD

    já MK e Street Fighter, fato, serão eternos!

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  3. Já quanto a SUper Interessante:
    eu sempre gostei de assuntos relacionados a ciência e, falemos sério, super interessante construiu muito da nossa mente nerd.

    Mas eu detesto o ar SUPER HIPER MEGA parcial deles, como que conduzindo a ciência a dizer algo que de fato não diz.

    É como os textos manjados, mal feitos e extremamente parcializados sobre Jesus, a Bíblia, Darwin, e outros.

    Céticos de verdade, como quem eu nunca conheci igual, é o Michelson Borges, do criacionismo.com.br .

    Esse cara merece meu respeito: é cético de dar inveja, aceitando as evidências de fato até onde elas nos conduzem. Aprendi a descrer em expressões como "milhões de anos" por causa dele. Aliás, aprendi a conduzir um ceticismo que aceita as conclusões da ciência só até onde as evidências levam de fato, sem assimilar as interpretações e conclusões de fatos nada comprovados e tomados como verídicos só pra conduzir a conclusão adiante.

    é o caso dos passaros serem tomados como dinossauros evoluidos, por exemplo, ou o caso da árvore evolutiva de Darwin. Existem infinitas controvérsias, mas os que conduzem a 'falsamente chamada ciência' defendem suas conclusões das evidências em contrário, como que conduzindo a ciência a conclusões prédefinidas.

    Enfim, escrevi demais...

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