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9.8.11

A Ordem Babilônica ataca novamente

Ontem, naquele dia úmido e chuvoso, quando subia da estação de trem, passando pelo templo da Ordem Babilônica Universal, vi como sempre alguns asseclas entregando edições do jornal privado da seita. Inventei de pegar um, deixando a moça ativista feliz da vida. Mas, mal peguei um jornal, saiu um rapaz da minha idade do meio dos asseclas, e veio me convidar para a ala jovem da Ordem.

Baixei a guarda. Mas resolvi ouvir o rapaz, para estudá-lo. Disse-me que a ala jovem da Ordem faria uma grande gincana, onde haveira jogos de futebol e grupos de dança. Como sempre, tentava passar aquela idéia de que "tu pode se divertir na Ordem também" e "Veja como nosso grupo jovem é forte e unido."

Enquanto prosseguia com seu discurso, pensava comigo o quanto jovens sem muito convívio social podem ser presas fáceis para tais seitas. O garoto que não sai muito, ao ir de encontro a uma seita como a Ordem, percebe nela uma grande massa de pessoas, e de jovens. E de garotas. Pensa logo ter sua vida "resolvida" ao engressar em suas fileiras, como o homem sem rumo ao escrever-se num exército em tempos de guerra.

Em seguida, o rapaz chamou outro, possivelmente um dos "obreiros" que eles falam. Era um rapaz mais sério, fechado. Não dava um sorriso, ao contrário do primeiro rapaz. Falou-me em detalhes da tal gincana da ala jovem, e terminou com a seguinte frase: "Eu não estou aqui te aprensentando uma religião. Estou aqui te apresentando o Deus verdadeiro."

O que de tanto mal há na religião, oras! Dúzias e dúzias de movimentos vêm com esse mesmo discurso, "nós não somos uma religião", e bla, bla,bla.

E ele prosseguiu:

"O Deus verdadeiro, não aquele que tu encontra na macumba."

E quem é que tava falando em macumba? Deve ser por causa da rivalidade da Ordem com as religiões africanas, muito embora essas serem uma grande inspiração para aquela.

O outro rapaz, o primeiro, se dirigiu a mim:

"Pode ter certeza de que, quando eu falar, não ser eu to falando, mas Deus está falado por mim."

O_O
Deveria ter pedido pra ele um sinal. :P

Ao término do discurso, disse a eles que eu era de outra religião, ou seja, cristão, mas eles não se importaram muito. Queriam que eu fosse da seita. Até me convidaram para fazer parte da banda que eles tinham no templo.

Pra que? Pra ficar cantando musica de cachorro que caiu da mudança, como "Quem não conhece a Deus, recua na batalha, mas quem conhece vai em frente, pois ele não falha..."

Enfim, despedi-me deles. O primeiro rapaz despediu-se com um sorriso. O segundo, de tão sério, nem sorriu nem me comprimento. E segui novamente meu caminho, em direção a Guaíba.

2 comentários:

  1. Definitivamente o melhor trecho:

    "O Deus verdadeiro, não aquele que tu encontra na macumba."

    E quem é que tava falando em macumba? Deve ser por causa da rivalidade da Ordem com as religiões africanas, muito embora essas serem uma grande inspiração para aquela.

    HUEAHEUAHEUAHEUAHUAHE
    Realmente, grande inspiração. O templo dessa ordem é vazio e silencioso no período entre as reuniões, e eu ia pra lá passar a tarde estudando. É como uma biblioteca.

    Só que nos momentos das reuniões eu botava o fone de ouvido pra não escutar o culto. As vezes, quando eu tirava os fones, dizia a cada minuto pra mim mesmo "que absurdo!". É absurdamente absurdo tudo que se passa lá. E impressionante também.

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