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24.8.11

Pessoas que Discordam

[eu não sei se é 'discordar' ou 'descordar'... quem souber, comente]

Certa feita, quando estava no Facebook, alguém postou algum daqueles textos típicos do Orkut (sim, do Orkut, mesmo que no Facebook) que uma alma iluminada escreve e coloca lá no fim a super original frase "quem concorda, copia e cola". Esse é o tipo de coisa que se originou nos emails e tecnicamente se conhece por Hoax. A pessoa colou alguma coisa falando sobre deficientes, que deficientes não são piores, mas apenas diferentes, blablabla. Pois bem. Como discordo dessa afirmação, comentei um bom argumento, do tipo "ei, isso não tá certo por X Y e Z" e contei que receberia uma resposta. Ela não veio. Ao contrário, quando fui olhar a postagem de novo no perfil dessa pessoa percebi que meu comentário havia sido sumariamente apagado.

De igual forma, outro dia, quando visitei o blog de uma pessoa, havia um texto sobre crentes. A pessoa discorria sobre a equivocada e distorcida visão dela sobre a espiritualidade dos outros dentro de uma igreja. O texto contia a idéia típica de que algumas pessoas são hipócritas enquanto crentes quando sobem nos púlpitos pregando, cantando no coral ou tocando na banda enquanto são péssimas pessoas quando não se encontram dentro da igreja. Foi exatamente essa minha crítica. Um comentário realmente amigável e que concordava com boa parte do texto - diga-se de passagem - mas que fazia esse contraponto, dizendo que pessoas não podem ser classificadas como "aptas" e "não aptas" enquanto cristãs: são todas "não aptas", hipócritas (ou o que quiser chamar) e as igrejas só dão certo quando percebem isso. Não é que para minha surpresa, quando retornei ao blog, para ver se havia uma resposta ao meu comentário, percebi que ele não constava mais.

Eu já havia me dado conta que pessoas, na vida real e em assuntos não tão inteligentes ou importantes, não gostavam de ser contrapostos, mas não me cabe a idéia de que alguém que queira expor um comentário complexo não esteja disposto a discutir por ele.

Por exemplo, esse fim de semana eu estava na igreja e o pregador falava sobre Sansão e de como ele errava horrores, mas Deus andava com Ele. Daí, o pregador inferiu que em Deus não cabem limites humanos para operar. Um irmão ao meu lado me olhou e fez o modesto comentário "é, mas as vezes se agente não anda na linha, as vezes agente paga o preço". Nesse caso, eu me conti de um comentário que pudesse criar atrito entre a minha opinião e a opinião do irmão e respondi simplesmente com um "é verdade" simplório. Mas, o que meu sentimento de discussão dizia era "é, mas quem anda na linha? somos todos pecadores... para isso que veio Jesus".


Nesse caso eu compreendia que iniciar uma discussão era fazer com que aquele irmão me achasse um chato, um "esquerdista da igreja" (o que eu admito ser mas que não convém explicitar).

Mas o que dizer de ambientes em que idéias mais profundas são colocadas em jogo. Será que eu devo parar de questionar os outros e colocar um "é verdade" automático na minha boca para não pôr a prova o meu bom convívio?... Eu sinto que não... Aliás, mesmo que me odeiem por isso, é necessário que exista um chato em todo lugar. E eu gosto de ser esse quando o assunto é controverso.

Paztejamos

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