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21.9.11

Tu Já Viste Um Pelicano?

Eu sou um cara bastante cético. Sempre fico na defensiva em tudo que me dizem, por mais convincente que pareça. Na Igreja, na Universidade ou na TV, sempre tento desconfiar.

Meu problema com os ditos céticos do nosso tempo se dá pela seletividade do ceticismo deles. Concordo que questionem o cristianismo, o espiritismo, o judaismo ou qualquer coisa mais... mas por que não questionam a ciência?

Outro dia o Duilio me contou que um conhecido dele deixou de "crer" porque ficou sabendo que cientistas descobriram que existe uma água viva que não morre. Daí ele criou argumentos lógicos que fizeram com que ele deixasse de ser crente. A minha pergunta é: por que ele não desconfiou da tal água viva? por que ele acredita tão cegamente que exista a tal água viva mesmo sem ter ido confirmar? Ou alguém por acaso acompanhou a vida da tal água viva ad eternum pra constatar que ela não morre nunca.

Daí a pergunta-título desse post. Essa é a pergunta que eu faço pras pessoas quando falo de Deus. Davi compara Deus com os montes; João com um Rei; Rob Bell com a música... eu com um pelicano... mas um pingüim (com trema!) também serve.

Tu, querido leitor anônimo que se presta a ler esse blog, já viu pessoalmente um pelicano? tirando excessões estranhas, creio que não. E então, por que crê tão piamente que existam tais seres? Talvez porque tenha o visto nos livros de biologia, ou porque tenha assistido um documentário sobre peixes e aves no Discovery Channel, ou talvez porque quando busque por "Pelicano" no google, haja milhares de resultados. Portanto, se existisse uma grande conspiração mundial pra te convencer que existam pelicanos, quando na verdade eles não existem, tu seria provavelmente enganado.

Note, querido leitor, que os mesmos argumentos para te convencer da existência do pelicano se aplicam a Deus: o número de resultados no google, os documentários (não no discovery, admito, mas em outros canais) e os livros (não o de biologia, mas a Bíblia, como grande exemplo, dentre infinitos outros inteligentíssimos) estão disponíveis.

Todos nós cremos no que quisermos. Eu creio, por exemplo, que os EUA derrubaram as Torres Gêmeas (e não Bin Laden); eu creio que em 1969 o homem não foi na lua (apesar de ter ido mais tarde); e eu creio que é impossível que haja vida em outros planetas. São crendisses minhas e todos podem ter as suas próprias.

Se eu cismar que, derrepente, não existem pelicanos, eu posso. Nada pode me impedir. Enquanto eu não ser convencido pelos meus próprios meios de que existem de fato pelicanos, vou permanecer convicto na minha fé.

[por mais que o exemplo com pelicanos seja esquisito, experimente o teste com outros animais como o dragão de komodo. Vai parecer mais elucidativo pensar nele como um ser que pessoas normalmente não crêem que exista]

Da mesma forma Deus. Por mais que muita gente cisme que Ele não existe, o universo e tudo a minha volta é bastante razoável pra conceber a existência de Deus. Toda vez que os darwinistas salvam a teoria dos fatos, abrindo 'exceções' e ficando 'supresos' com determinadas coisas que no limite demonstram a fraqueza da teoria, minha certeza da existência de Deus aumenta. Quando eu me corto e minha ferida se fecha sozinha, sem eu fazer um esforço pra que aquilo aconteça, minha convicção cresce. Quando as faces Divinas do design inteligente (inegáveis inclusive por ateus) se demonstram - como as rugas nos dedos quando estamos dentro da água ou como o reverstimento do feto para não ser expelido pela mãe - fico mais crente ainda.

Assim, acabo concluindo que o ateismo acaba por ser uma religião. Uma religião não baseada na ciência, mas na convicção dos homens. Ateus não podem se apoderar da palavra 'ceticismo' como se fossem céticos puros. Se o fossem, chegariam a conclusão de que 'não se sabe se há Deus' (ou não chegariam a conclusão nenhuma sobre Deus), o que não parece ser o que diz a própria etimilogia da palavra 'ateu'. Enfim... eu me considero bastante cético, mas me rendo a realidade e constato que, por trás de tudo que há, só pode haver Alguém.

Paztejamos

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