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14.10.11

Matemática Financeira e Cotas

Definitivamente matemática financeira é uma área inferior da matemática.

Eu aprendi os princípios de matemática financeira no cursinho pro concurso do Banco do Brasil. Em suma, juros simples se resume a regras de 3; juros compostos se resumem a uma equação exponencial - como não se pode usar calculadora no concurso, eles optam por te dar uma tabela com os calculos exponenciais, já que ninguém vai calcular qualquer número elevado na 9, por exemplo -; a unica coisa mais complicadinha se chama "anuidades", que é minha modesta preucupação pra quem estuda um dia antes da prova [mesmo assim, acho que com um ou dois exercícios já entrou na minha cabeça].

Ainda assim, os cursos de administração, economia, ciências contábeis e ciências atuariais da UFRGS destinam uma disciplina inteira (UM SEMESTRE!) pra aprender essa matemática. E pior que tem um livro texto inteiro (pequeno, admito) escrito por um professor da UFRGS pra tratar desse assunto. Sinceramente, acho que em um mês dava pra esgotar esse conteúdo. Esse é um dos pontos determinantes pra eu chegar a minha conclusão de que os cursos do campus centro são muito inferiores em exigência do que os cursos do vale (pra quem se quebrou estudando física, as cadeiras da atuária são piada... não estou me gabando, estou comprovando algo MUITO real).

Voltando a matemática financeira: estou tão decepcionado com essa cadeira* (cadeira, caso alguém não sabe, é um sinônimo histórico de disciplina, matéria... não sei se esse termo é regional) que em todas as aulas eu saio imediatamente depois de assinar a chamada. A única aula que assisti até o final foi ontem, que era revisão pra prova sábado.

Pois bem. Nos primeiros dias de aula, quando o professor ainda chegava antes do horário de aula e eu esperava ter uma aula boa, eu chegava cedo e sentava no fundo (agora eu sento perto do professor pra chamada passar mais rápido por mim). Por isso acabei conversando com um colega, que fazia contabilidade. Durante nossa conversa ele fez a seguinte observação: "Bah, o problema dessa cadeira são as muitas fórmulas! tu viu aquelas fórmulas que ele deu na ultima aula?! muito dificil, tá loco!".

A fórmula a que ele se referia é a fórmula da taxa e do período, ambas para juros compostos. Na verdade a fórmula é uma só, "M=C(1+i)ᵗ", só que, isolados a taxa "i" ou o período "t", elas ficam um pouco mais feias. Apesar disso, a única coisa que te pedem é que isole os componentes e coloque os valores dados na fórmula a fim de achar o valor calculado. Se tu não sabes isolar esses termos, por favor, volte pro ensino médio.

O detalhe importante - e é o que me fez contar essa história - é que esse colega era negro. Não que a cor o torne mais burro. É que ser negro e não entender algo trivial nos conduz a uma suposição bem típica do estudante UFRGSense: ele é cotista.


Conheci alguns cotistas durante minha estada na UFRGS. É certo que as cotas aumentaram a 'diversidade acadêmica' - agora se vê muito mais negros do que há alguns anos atrás -, mas o preço disso foi nivelar 'por baixo' a excelência dos alunos. As cotas para estudantes de escola pública tem o mesmo efeito das cotas raciais nesse sentido, mas até aí ainda tem aquela coisa de "ah, o cara não teve oportunidade". Mas quando colocam as raças na história o negócia vira um racismo que não estamos muito acostumados: contra os brancos.

Essas cotas dão um tom estético pra UFRGS: "agora estamos todos misturadinhos", mas só baseado numa coisa: estatística. Como diz um amigo, pro estatistico se eu der dois tiros num pássaro, um 2cms a direita e outro 2cms a esquerda, na média eu acertei o alvo. Claro, porque, se no individual ficou mais dificil para cada branco entrar na Universidade, no total, o branco, que tinha 'mais facilidade na média' acabou ficando nivelado com o negro. Porém, se antes para todos individualmente a dificuldade de passar era a mesma, agora, além de ficar mais dificil para todos os brancos, pros negros ficou tão facil entrar na UFRGS em cursos comuns quanto se não houvesse prova. E essa conclusão pode até ser válida para os cotistas de escola pública também, mas é especialmente válida para os negros porque as médias dos negros são, praticamente sem excessão, inferiores as médias dos de escola pública, dada a pouca concorrência entre eles mesmo.

Qual o desfecho sinistro dessa história? gente mal preparada no ensino médio chegando ao ensino superior sem saber nada. Sabe onde essa gente se dá bem? nessas universidades privadas por aí onde o professor dá a matéria bem mastigadinha e se os alunos não aprenderem fazem abaixo assinado, entregam pro reitor e tiram o professor... isso, lógico, depois de terem feito 3 recuperações, uma para cada área da matéria. Na UFRGS o professor concursado entra lá e não tem quem tire, pode dar a pior aula do mundo e presentear os alunos com a prova mais ralada, mas não tem pra quem chorar. E os cotistas sem firmeza na educação de base vão ter que rebolar em dobro pra conseguir avançar. E é por isso que o meu colega lá acha as fórmulas difíceis, porque provavelmente entrou de cotas e não aprendeu a usar logarítmos e funções exponenciais pra isolar as variáveis.
 
E é evidente, preciso deixar claro aqui, que existem negros inteligentes da mesma forma que índios, árabes, judeus e etc. E quem ler esse texto sem tentar subentender o que eu não disse vai perceber que não estou atacando raça nenhuma. Estou falando que, praticamente sem excessão que eu conheça, tem muito cotista rodando muito até se encaminhar na UFRGS haja vista a falta de educação de base e hábito de estudar que o ensino público (do qual eu também sou filho e conheço) sofre.

Paztejamos

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