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22.10.11

Qualquer coisa

Meus pensamentos não andam muito bem ordenados. Eu tenho uma infinidade de pequenas meditações que não chegam a conclusões definitivas (para serem postadas aqui) que acabam ficando perdidas no limbo da minha cabeça ou esquecidas. Daqui há, sei lá, 20 anos quem sabe eu chegue a alguma visão mais completa de mundo.

Enquanto isso, acho que vou postar elas incompletas mesmo, ordenadas da forma como me veio a memória conforme escrevo.

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Acho que exames como esse ENEM, que tem no fundo o objetivo de fazer com que os pobres cheguem a universidade (e ninguém venha me dizer que o objetivo é só avaliar porque todo mundo sabe que quem faz o ENEM quer mesmo é alcançar o ensino superior), deveriam limitar o número de vezes que os estudantes podem fazer em um. Assim o estudante ia aproveitar o ensino que teve na escola, levar a sério o que está estudando, além de que os pais iam fazer mais esforço pra matricular seus filhos em escolas boas e exigir da escola uma boa educação. Claro, num mundo ideal, eu estou dizendo. Mas o fato é que da forma como é, ninguém que saia do ensino médio leva a sério o ENEM. As pessoas saem da escola e ficam alguns anos a mais estudando antes de fazer o Exame 'as ganha'.

Um livro que eu estou lendo, de microeconomia, diz que existe uma teoria chamada "teoria da sinalização" que sugere que o estudo que a pessoa tem não interfere na sua produtividade. O diploma dela, ao contrário, sinaliza que ela tem talento para área e predisposição a ficar mais tempo estudando para ter um salário melhor. Esse talento sim interfere na sua produtividade.

Não duvido que o diploma seja um bom 'sinalizador', mas não acredito que o tempo que a pessoa passou a mais estudando não ajudou ela a ser mais produtiva. Seja como for, conforme essa teoria, se o ENEM desse uma oportunidade só as pessoas com melhores notas 'sinalizariam' o talento obtendo uma nota maior do que a média da escola em que estuda, mesmo que não obtivessem uma nota boa o suficiente pra concorrer a uma bolsa no PROUNI. Com essa nota, as empresas (ou sei lá mais quem) poderiam enchergar esse 'sinal de talento' e aproveitá-lo pra contratações futuras ou algo parecido.

É claro que esse ponto de vista aplicado ao extremo é um bom argumento para a não aplicação do ENEM e a não distribuição de bolsas de estudo, já que o candidato que tiver talento vai sinalizá-lo de qualquer forma 'dando um jeito' de se formar qualquer que seja a condição (pagar universidade ou entrar na pública)... mas, só estou propondo uma perspectiva diferente.

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Meu comentário sobre as cotas raciais (um dos ultimos posts) foi conduzido com uma amostra muito pequena. Conversando com meu professor de economia sobre elas, ele disse que, pelo menos na Universidade do Rio (UFRJ) - ele é carioca - o desempenho dos cotistas tem sido semelhante ao desempenho dos não cotistas. Eu não sei quais as fontes dele, mas é interessante ouvir um ponto de vista 'estatístico' contrário ao meu. Apesar disso, minha 'análise' não fica de fora, é razoável (pelo menos na minha cabeça) pensar da forma como propus e, como disse Lutero, é errado ir contra a própria consciência.

Essa história sempre acaba remetendo a discriminação. Eu tenho um trecho, uma 'seção' inteira do livro do Mankiw (o autor - esse de economia que estou lendo) pra citar aqui sobre discriminação. Eu achei ótimo, e uma maneira bem objetiva de explicar as coisas. Em outro post eu escrevo o texto inteiro aqui.

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Bom, acho que vou dormir... to escrevendo alucinadamente aqui, sem pensar muito e to pescando já. Vo lá.
Paztejamos

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