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24.12.11

Ah, O Natal

Hoje é vespera de natal e por um estranho acaso esse ano eu não vim preparando minha alma desde uns 10 dias antes pra chegar emocionado nesse dia. Inclusive esqueci meu aniversário até que chegasse o dia (20 de dezembro).

Nesse tempo todo mundo fica mais em paz, mais feliz, mais reflexivo, como se essa época fosse uma grande nostalgia de algo que ninguém viu acontecer (a não ser quem estava vivo há cerca de 2000 anos atrás, além de Deus e Seus anjos). Jesus nasceu e, legal, eu também acho bonito esse acontecimento.

E não podemos esquecer do Papai Noel filho da puta rejeitando os miseráveis, presenteando os ricos e cuspindo nos pobres (Garotos Podres, me perdoem o plágio :P). O consumismo, os amigos secretos, os conflitos cotidianos facilmente resolvíveis (sem solução) com uma frase de "feliz natal"... tudo isso é parte do encanto e alienação bizarros que toma conta de todo mundo nessa época.
Santa, am am, sacaram o trocadilho, am am? :P

Mas o natal não poderia ser melhor representado pela história dos três fantasmas de Natal do Ebenezer Scrooge. O velho era um ranzinza estúpido e, derrepente, vira uma pessoa tri legal. Garanto que assim que a neve baixou ele voltou a colocar suas prioridades de acumulação de capital no topo e tudo voltou ao normal... mas não vem ao caso.

Essa é a época das pessoas colocarem as perspectivas pro próximo ano. Até eu faço isso, apesar de ter me mantido esse ano em estado de espera, deixando as reflexões de "como tornar o mundo melhor" em suspensão até dar um jeito na minha própria vida. [Aliás, esse era o assunto que eu estava conversando com o Gabriell ontem, de que muita gente prega na igreja que as pessoas devem trabalhar na igreja e não perder tempo criando um patrimonio na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, mas no céu, onde não há corrupção. Putz, não é questão de criar patrimônio na Terra, é questão de ter estrutura de vida. Como eu vou ajudar meu próximo se não ajudo nem a mim mesmo? Pois bem, esse é assunto pra outro post.] Inclusive estou devendo um post "retrospectiva" onde coloco em pauta todos os prós e contras do ano e penso como seguir em frente. Com certeza, e sem ironias agora, esse ano foi bem construtivo, valeu muito a pena.

Mas, sobre as perspectivas das pessoas quanto ao futuro: existe uma grande chance de elas não se concretizarem - inclusive as minhas. Os anos são ciclos superficiais. Ninguém termina o ano de fato. O ano não começa nem termina. Ele só existe no calendário. Na vida real o dia 1 vem 24 horas depois do dia 31, que vem 24 horas depois do dia 30 e assim por diante. Se houvesse uma grande mudança no mundo na virada do ano (como vai ser quando Jesus voltar), concordo que as coisas seriam facilmente transformadas. Mas como é um dia normal decorrido de outro dia normal... não, é muito improvável que mude algo.

Além disso, por mais que as perspectivas venham numa época predeterminada, as grandes mudanças não tem hora pra acontecer. Um filho, um câncer, um acidente, um vicio, um aumento de salário, uma transferência de cidade... muitas das variáveis são menos programáticas que as que planejamos. E por mais que algumas das variáveis sejam planejadas (como uma formatura em um curso), as variáveis indefinidas podem facilmente estragar esses planejamentos - o que você faria se recebesse uma transferência de emprego com um aumento drástico de salário quando está quase terminando a faculdade...? aceitaria a transferência ou terminaria a faculdade? não tem como responder qual opção é a melhor.

Mudando um pouco de discussão: É legal ver a cidade iluminada; é legal ter um dinheirinho extra; é legal ver gente que não via faz tempo, porque tiraram férias e puderam nos visitar; é legal comer comidas divertidinhas; é legal ver tudo meio bobo; é legal fazer cantatas de natal; é legal comemorar um suposto nascimento de Jesus (lembrando que, apesar das minhas arriadas, eu curto essa idéia também); é legal ver gente se dando presentes; é legal comprar um presente pra alguém; é legal ver piadas com papais noeis; é legal ver papais noeis na tv; é legal usar gorrinhos vermelhos; é legal ser normal... sempre lembrando que depois que isso tudo passar e a globeleza começar a sambar em meio aos reclames do plimplim, tudo volta ao normal e continuamos sendo as mesmas pessoas de sempre, tão egoistas, estúpidos, implacáveis, contraditórios, rabugentos e hostis a qualquer coisa não muito comum... e, Deus que nos perdoe, mas somos assim.

Paztejamos

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