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14.12.11

Minhas Desculpas ao Dia da Bíblia

Há alguns dias atrás eu fiz um post chamado "freak show" que demonstrava meu temor quanto ao dia da Bíblia aqui em Guaíba. Na hora que eu escrevi estava sendo sincero assim como vou ser agora nesse texto.

O dia da Bíblia foi simplesmente sensacional. Tirando umas puxações de saco do prefeito e (principalmente) do vice-prefeito, o evento foi muito construtivo, fez nossa igreja "respirar" bons ares. E digo isso mesmo com o envolvimento das igrejas neopentecostais (que não foi tãããão opressivo quanto eu achei que seria). Acredito que foi construtivo até pras igrejas neopentecostais respirarem um pouco de 'doutrina' (coisa que lhes falta e muito!).

É muito bom colocar os crentes (eu incluso) pra conversar juntos e aos poucos, pela exposição de todas as idéias, chegarmos a um denominador comum. O sábado bastante pregado pelos adventistas (sábado esse que eu simpatizo), por exemplo, é algo que os evangélicos deveriam ouvir atentos, a fim de, no mínimo, guardarem o domingo (porque evangélicos simplesmente não guardam dia nenhum - o que, pelo menos eu considero, é antibíblico).

Foi legal ver que até um pessoal da igreja luterana (que normalmente se excluia desse tipo de ajuntamento) estava lá. Mesmo que a congregação luterana em si não "adira" (passado de 'aderir'...existe essa palavra?) ao movimento, pelo menos alguns representantes estavam, pra demonstrar a simpatia.
Ando praticando meus desenhos no paint :P eu sei que não são uma maravilha, mas com o tempo melhora =D

E quanto aos assembleianos, como demonstra meu desenho, é legal que eles desentoxiquem um pouco, se desfaçam daquele pensamento de que o terno ou a saia é que salvam e que obreiro tem que ser carrancudo e andar com Bíblia de estudo embaixo do braço. Aliás, esse foi o tema de um dos discursos do pastor Gastão, presidente do COPEG (o Conselho de Pastores Evangélicos de Guaíba, que está por trás desse ecumenismo - por que não? - evangélico): de que a Palavra de Deus não está no papel em que foi impresso ou no tamanho da letra, mas no conteúdo intelectual, no texto, na semântica, na interpretação e aplicação da Palavra. Tomara que com o tempo nossa igreja possa se desfazer dessas frescuras, porque bá, as vezes eu fico no limite pra trocar de denominação em função dessa baboseira... e muitos são os que já saíram da igreja em função dessas babaquices.

[A tempo: respeito quem se agarra nessas coisas, mesmo que não goste. Acho bonito e tenho total certeza que Deus aceita o sacrifício da irmã que não corta o cabelo e do obreiro que, mesmo no calor de 40º, se sente no compromisso de botar um terno. Mas quando essas pessoas tentam impôr esse comportamento pra mim a coisa vira de lado. O irmão que se sente mais crente que eu porque faz essas (ou outras) coisas desnecessárias; o irmão que acha que, por eu não botar terno, não posso ser salvo; o irmão que me julga dizendo que se eu botar um piercing ou fazer uma tatuagem estou pecando e vou pro inferno; esse irmão, tadinho, está fazendo como Jesus disse: coando mosquitos e engolindo camelos. A Igreja é o lugar perfeito pra que um cara metaleiro com barba e cabelo compridos e roupas pesadas de couro sente-se ao lado de uma senhora de saia de cabelo branco e divida a Harpa Cristã com ela. É o lugar onde, independente de diferenças, as pessoas podem cultuar a Deus. Assim, o cabelo, o brinco, o piercing ou o terno não são o foco do Evangelho, mas sim o amor, o cuidado, o respeito, os bons costumes éticos e morais. O irmão que guarda aquelas coisas, mas negligencia essas está, no mínimo, com valores invertidos. Enfim... detesto ter que escrever um apêndice enorme sempre que faço comentários que já sei que vão ser mal interpretados.]

Paztejamos

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