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6.12.11

Ortodoxia 2 (o 1º não foi publicado no blog e não foi eu quem escreveu)

Sempre soube que nosso posicionamento "herege" fortemente fundamentado na Bíblia - ao contrário de consideravel parte de "doutrinas" vigentes - nos causasse, no fim das contas, encômodo e dores de cabeça. Sempre imaginei que, como se espera em instituições com determinado conservadorismo, nos contrariassem sem nem primeiro tentar nos entender.

E nem me admira que queiram simplesmente nossos corpos, e não nossas mentes, e que, dado o sofisticado instrumento de alienação vigente, rejeitem toda autocrítica como se ela fosse ofensiva - e não construtiva - ao avanço da instituição. (Nem sabem eles que estamos cagando para o avanço da instituição - também minusculamente escrita -, apesar de sempre colocarmos palavras que a apoiem. Ao contrário, somos a favor do crescimento da Instituição, em maiúsculo, mesmo que em detrimento da corporação menor.)
somos como os 300: poucos sem poder guerreando contra muitos poderosos

O que me admira é que distorçam nossas palavras para que pareçam mais violentas - o que de fato as vezes são - e que deturpem nossas idéias, críticas e desabafos, tornando-os blasfêmias aos elevados a título de santo, como se pecassemos não só contra Deus mas também contra o "panteão menor", que se institui em toda religiosidade tradicionalista. Ora, blasfêmia é elevar alguém a título de santo; blasfêmia é corromper as palavras dos próximos de maneira a favorecer interesses; blasfêmia é instituir um "panteão menor" cujas atitudes são isentas de pecados e cujas idéias são "a ordem de Deus na Terra". Voltamos à Idade Média? Voltamos ao antigo Egito? voltamos a um tempo em que se instituiu um sacerdócio 'ordenado por Deus' e que tem a "palavra da verdade" - propositadamente em minúsculo - e ai daquele que versar uma crítica em contrário?

Não se apercebem do paradoxo. Não se apercebem que aqueles que possuem os maiores títulos são os que se menos trabalham. Ou não dispensamos sábados e domingos inteiros - e outros dias da semana também - em atividades eclesiásticas que evidentemente não nos retornam lucro nenhum se não o prazer em ver a atividade bem feita, a satisfação do próximo e o avanço do trabalho? O sacerdócio porém, tirando uma ou outra excessão - justamente mencionada aqui -, nunca vi atuar dessa forma, a não ser quando, depois de tudo pronto, sentam em seus palanques e versam - ou verberam, eu diria, dado o tom de voz usado normalmente - sobre um suposto fundamento que deveria trazer paz e luz, mas que, a cada dia me convenço mais, dependendo da forma como é apresentado, traz é confusão e alienação.

E não que nos importemos com tal paradoxo, porque nossa Coroa não é aqui. Não é pelo mérito que fazemos parte dessa instituição - por mais que achemos que alguns do sacerdócio busquem exatamente isso (ou o que seria expressões como "fazer o nome" ou "pregar bem", se não menções a fama de determinadas pessoas). Gostamos apenas de apontar esse fato pra demonstrar a grandeza da contradição presente na instituição, a fim de fazer o sacerdócio se não se reposicionar, ao menos refletir.

E fiquem atentos os interpretadores compulsivos de indiretas em textos alheios, porque eu, ao contrário de outros mais tímidos (ou mais sábios) entre nós "hereges subversivos", não tenho papas na língua e tenho mais de uma língua pra dobrar cada argumento falacioso e tendencioso contra mim ou contra aqueles que entre nós faz menção às práticas descabidas do sacerdócio ou daqueles que o veneram - substituindo a glória de Deus -, com o objetivo de eliminar as contradições. Interpretadores compulsivos de escritos que não existem e vozes que não disseram, saiam por aí falando o que não falamos, mas não se esqueçam de que terão que prestar contas com Deus pelos seus falsos testemunhos! Vocês que lerem isso saberão que me refiro a vocês e não a outros; e outros que lerem saberão que não me refiro a eles mas a vocês. Porque nos é demonstrado nem o 'glorificado' entre os sacerdote compartilha das fés - ou fezes - dos glorificadores; o santo de vocês crê em Deus e sabe que é pecador, então por que vocês insistem em santificá-lo?

Enfim. Esse é um desabafo sobre um desabafo distorcido. Quem lê entenda. E quem não entender, que pelo menos entenda e tenha convicção que dias difíceis vêm, em que relembraremos a Idade Média e em que uma nova Reforma será instaurada. Eu creio assim, porque tenho uma ingênua fé em que as coisas vão melhorar.

Muitas aqui são as palavras não ditas que vieram a boca mas o dedo não escreveu. Descobri que é sabio deixar certas coisas a serem ditas em seu tempo, a fim de atingir o Propósito.

Paztejamos

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