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1.1.12

2011: Um Ano de Conquistas

Esse é um balanço das coisas passadas durante o ano. Agora que já passou a febre e exagero da data e podemos refletir de maneira mais razoável, vim escrever esse texto.

Antes de começar a escrever, vale algumas considerações:
1- não usei a palavra "Vitórias" no título pra não parecer (neo)pentecostal místico que fica fazendo ufanismo pra gente alienada;
2- não me refiro ao mundo, a um espaço amplo: esse texto fala de mim, de conquistas e mudanças minhas e em mim.

Feitas as advertências iniciais necessárias, aí vai.

Comecei 2011 com várias inquietações. As mesmas inclusive que me encomodavam desde 2008, quando entrei na UFRGS. As idéias incoerentes e a falta de perspectiva de futuro se mostravam um inimigo dificil de vencer. Parecia que eu nunca teria expectativa de uma vida razoável. A faculdade, a igreja, a família... nada se conectava da forma que deveria. A única coisa que eu tinha como acertada (e que não precisava - e não precisa - fazer alterações) era meu namoro com a Priscilla, em que a tendência era - e é - só melhorar.

As coisas começaram a mudar quando fui pra praia em fevereiro. Fomos eu, a mãe, o tio e a Priscilla e lá conversávamos sobre o concurso do Banco do Brasil que haveria de abrir durante o ano. Eu tinha acabado de entrar na Física (tinha feito um semestre já) e tinha conseguido entrar numa bolsa de Iniciação Científica na Microeletrônica com a ajuda do Eliasibe. Eu tinha que apresentar um seminário na bolsa cujo conteúdo não tinha aprendido e era meio consensual - inclusive pra mim - que eu não era grandes coisas na física e provavelmente não teria um bom futuro alí. Assim, concluímos que eu deveria fazer o concurso do BB.

Minha mãe ficou muito encomodada com essa idéia: já tinha trocado muitas vezes de objetivo, já era hora de eu me agarrar em alguma coisa e ir até o final. Porém, quando viu que eu estava realmente interessado no concurso do BB, até me apoiou.

Eu precisava resolver minha vida. Dar um jeito de principalmente ganhar dinheiro por mim mesmo pra não depender mais da mãe. Era o que eu planejava com o concurso do BB. Assim, me matriculei em apenas uma cadeira na faculdade e me encarnei nos estudos pro concurso.

Com o tempo minha mãe viu meu empenho e até me pagou um cursinho pro concurso - não antes de eu dar uma boa chorada, e também porque eu tinha achado uma promoção. A cadeira que eu me matriculei não dei muita importância e acabei rodando. Mas não estava muito interessado em passar porque inventei uma 'desculpa' pra minha própria consciência: trocar de curso mais uma vez.

Dessa vez a idéia até era coerente: eu trocaria de curso pra um curso que fosse útil caso eu passasse no banco. Até porque, que adianta se formar em física se eu for ser bancário? Pedi transferência e consegui entrar pra Ciências Atuariais.

Atuário, além de ser um bicho escasso no mercado, e de bom aproveitamento no Banco, é um cara que se forma muito fácil. Haja curso mais barbada! Na física eu dava o sangue pra tirar um C, na Atuariais eu estudo no dia antes de prova e tiro A. Algumas pessoas dizem que eu estou achando fácil porque eu gosto do assunto, mas a verdade é que eu gosto porque estou achando fácil. Descobri que é muito mais razoável se formar em algo fácil e que dê dinheiro do que trabalhar em algo que pague mal por gostar apesar do grau de dificuldade.

Por fim, fiz o concurso, fiquei com uma boa classificação. Na faculdade tive notas ótimas e espero concluir o curso no menor tempo possível (se tudo der certo, em 3 anos a contar a partir desse semestre. O que faltou - e eu estou tentando resolver isso - é que não arrumei emprego ainda enquanto não me chamam pro Banco. Mas pelo menos vendo trufas e ajudo o Alan nos trabalhos de fotografias em 15 anos, formaturas e casamentos, o que têm me dado um troco e determinada independência financeira. Além disso estou terminando de tirar a carteira de motorista... o que deve demorar algumas semanas ainda.

Com toda essa história só tenho que agradecer a Deus. Os ufanistas (neo)pentecostais que citei acima contariam esse meu ano com um blablabla gospel que colocaria um sobrenatural exagerado na minha história: coisas do tipo "Deus falou comigo pra que eu tentasse o concurso" ou "eu senti de Deus que deveria trocar de curso" e etc. Eu simplesmente estou contando como as coisas aconteceram. Eu posso dizer que a operação de Deus foi muito mais em me dar juizo e sabedoria necessários pra fazer minhas escolas; me dar disciplina e persistência necessários pra estudar todos os dias até aprender o que era necessário pro concurso; me dar uma cabeça mais adulta pra entender o que eu precisava e o que eu devia abandonar. Talvez em uma dimensão maior de compreensão do Universo Deus tenha um objetivo pra que eu tivesse aprendido um pouco de física, um pouco de filosofia, um pouco de sistemas de informação e eletrônica, mas eu não posso afirmar isso com certeza. Só posso dizer que 2011 foi um ano de grandes mudanças, um ano em que eu consegui determinar objetivos e dar um rumo pra vida.

Paztejamos

Um comentário:

  1. Seu blog é uma bênção, li algumas coisas, e dou graças pela Graça derramada sobre si, que a cada dia continue a ser esta bênção.Aquilo que escreve seja como pão para o faminto, e água para o cansado.E que cada irmão ao ler suas mensagens seja edificado, exortado no amor derramado no seu coração, a sua alegria, paz e graça, cresçam de maneira a transbordar seu cálice, e atingir os corações.Aproveito a fazer-lhe um convite: Gostaria que fizesse parte dos meus amigos virtuais em meu blog A Verdade Que Liberta. Deixo as minhas cordiais saudações em Cristo Jesus.

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