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25.4.12

Teias e mais teias...

Tá dificil, to fazendo zilhões de coisas e tá complicado vir aqui postar...
Além disso, to andando muito de ônibus, que me dá muito tempo pra pensar, o que significa reflexões melhor formuladas, mais complexas e mais demoradas de transcrever...
Por essas e outras to sem postar.

Mas eu prometo que posto no fim do semestre, quando o tempo 'reaparece'. Quero escrever sobre algumas coisas, mas principalmente sobre o 'redespertar' da filosofia em mim e algumas conclusões sobre predestinação e livre-arbítrio (que emanaram principalmente depois de um impasse com alguns amigos calvinistas).

Enfim... nos vemos no fim do semestre.
Ou quem sabe antes, se der alguma brecha e eu souber aproveitar =D

Paztejamos

3.4.12

A Verdade Sobre a Globo

Por Arnaldo Jabor.

Assistir à Globo? É melhor você desligar a tevê, e ir ler um livro. Vai por mim, é melhor. Porque perder seu tempo, seu precioso tempo, com entretenimento baixo, e jornalismo de péssima qualidade? A bem da verdade, a Globo, se já foi, não é mais. E faz tempo.
Novelas bestas, programas de auditório de retardados e - o pior de tudo - um jornalismo de merda.
Q...uer ver o cúmulo da ignorância? Recomendo que assista ao ignonímio "Jornal da Globo", à noite. Mas cuidado com o que vai ver! Eu não me responsabilizo por eventuais danos no seu cérebro.
Você verá, depois de algumas "notícias", a presença ilustre de um grande palhaço, tecendo seus comentários imbecis. Humilde como um pavão, faz troça de tudo e de todos. Um homem culto, dizem. Dizem mais: esse aí é cineastra e jornalista: sabe do que está falando. Mas eu digo que esse aí só tem pompa. A cauda de pavão não me esconde a ausência total de massa cinzenta dessa criatura.
É o Pacheco brasileiro. Não sabe quem era o Pacheco? Viu, nisso que dá não ler nada e perder seu tempo com a Globo! Pacheco, personagem de Eça de Queiróz, era um homem em que todos viam "um grande talento". Só que o "talento" terminava na testa respeitável do homem. Era oco, não tinha nada por dentro. Apenas parecia alguma coisa, pelo que todos se impressionavam...somente com a pompa.
Pacheco chegou a ministro em Portugal. E morreu, sem deixar nada para a posteridade.
Pacheco, aquele que tinha um imenso talento! Fez escola no Brasil, e o pavão do Jornal da Globo é seu discípulo mais fervoroso.

2.4.12

Estado laico: nádegas a declarar

Agente se dá conta de como esse blablá de Estado Laico é ideologia barata quando confronta com feriados como a Páscoa.

Pega o ano desde o começo. Começa por Iemanjá, 2 de fevereiro. Dá? não! É festa do Candomblé, o Estado não tem nada que fazer feriado. Ah, mas é de santa também. E daí? Santa é religião, e se o Estado é laico, dá na mesma.

Que que vem depois? Carnaval. Carnaval é feito em função da Páscoa, se o Estado é laico tem que cortar. Mas deusolivre, o comércio não ia gostar, deixa do jeito que tá, quando é que vamos gastar tanto e ter tantos dias seguidos de folga? Na Páscoa, claro, quando algumas repartições fazem inclusive QUINTA FEIRA SANTA!

Em seguida: São João. Pelo nome já se vê que é de santo. Mesmo se agente quiser pensar na origem, era baseada no solstício de verão no hemisfério norte, ou seja, feriado pagão. Paganismo = crença = fé = não pode. Ah, pobres escolas, é a unica festa delas que dá certo.

Dia dos namorados então, quem sabe? Nada! Dia de São Valentim. Apesar de que no Brasil é feito em outro dia: véspera do dia de Santo Antônio, conhecido por ser Santo casamenteiro. E há uma alusão mais do que comum ao cupido, deus grego, nessa feriado. Ou seja, fora.

Então mais adiante, dias das crianças. Ah, esse pode. Pode NADA! Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil.

Natal? Nem precisa explicar. E pode montar pinheirinho em órgão público? NÃO! Pinheiro tem vínculos religiosos pagãos. E papai noel quem sabe? também não: tem vinculos a São Nicolau além de outros deuses nórdicos.

Ficariamos com, quem sabe, dia dos pais e das mães. Mas espera. Uma análise mais profunda e concluímos que pai e mãe são constituídos em função do sentido de família tradicionalmente judaico-cristão. Um Estado laico não pode se direcionar a uma determinada filosofia religiosa. Nossas "famílias" de hoje em dia envolvem duas mães, dois pais, filhos sem pais, filhos sem mãe, filhos criados por pelos irmãos, criados pelos avós... nosso Estado laico distribui camisinhas a crianças de 15 anos como "prevenção". Teríamos que ter um feriado mais amplo ou nenhum feriado.

Por fim estariamos com o 1 de janeiro e, sei lá, o 1 de maio. A indústria ia adorar, todo mundo trabalhando sem folga, mas é passível de internação qualquer que apoie tais bizarrices.

Mas extrapolemos mais um pouco. Por que uma semana com 7 dias? Genesis, Criação. Por que temos fim de semana? Sabbath judaico, "dia do Senhor" e Domingo cristão, em que Jesus ressucitou. Por que nossos dias se chamam segunda a sexta feira? Ordem do papa na antiguidade, que só Portugal acatou, pra desvincular o nome dos dias aos deuses (lua, marte, mercúrio, venus, saturno e o sol). Aliás, em outras linguas (inglês, espanhol) os dias continuam vinculados aos deuses. Se nosso estado é laico, deveriamos fazer um concílio no mínimo ecumênico pra rever o nome dos dias, em vez de ceder a arbitrariedade papal antiga.

E alguém pode alegar "mas isso tudo é tradição". Oooouquei. Então cruzes nos tribunais e citações a Deus na constituição também me parecem serem tradicionais da mesma maneira como dizem "vai com Deus" ou "graças a Deus" ou ainda "Pelo amor de Deus" de maneira tradicional, sem pensar necessariamente em Deus ou ter vinculo de crença nele.

E nessa perspectiva que se conclui que esse blablá de Estado laico não é em favor da liberdade de crenças (ou não crença), ou pela convivência pacífica dad crenças mas por uma ideologia anticrença, anticlerical; não laica mas contra a fé. Porque ser laico não significa que não pode haver crença, significa que nenhuma crença deve ser beneficiada. Porém, é escraxadamente óbvio que os ativistas desse tal "Estado laico" só metem o bedelho criando xexexês superficiais aonde convêm, aonde não vai influir grandes coisas, aonde só vai criar polêmica pra aparecer em talk shows cults da TV Cultura. E sinceramente, esse tipo de ativismo me anoja. Para esses ativistas é que eu escrevo essa agenda inteira para eles terem matéria sobre as quais se revoltar de agora em diante contra o nosso calendário.

E pra quem realmente se importa em uma convivência pacífica entre as fés (ou as vezes fezes) e um não enveredamento do Estado pra determinada crença em detrimento de outra, eu sugiro começar a lutar em favor do direito dos sabatistas de não prestarem concurso sábado, por exemplo; ou lutar em favor de punições a evangélicos sem noção que chutam santas ou criticam as religiões afros na tv. Isso sim me parece lógico e coerente, porque está trabalhando com algo real, não com pressuposições razas que só raciocinam metade da tradição.

E eu esse natal eu prometo que se eu ver um pinheiro montado na UFRGS vou tirar foto pra escarnecer aqui junto com os apregoadores do fim das cruzes nos tribunais. Ha Ha.

Paztejamos