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9.3.13

A Triste Situação Assembleiana


É com pesar que, nessa última terça-feira, constatei o domínio da velha teologia legalista no culto de ensino bíblico.

O que era para ser um ambiente de estudos, debates e questionamentos, tornou-se na voz uníssona de um homem dito santo e irrepreensível, dirigida a um grupo de ditos pecadores e falhos, a saber, os que se sentam nos bancos.

O discurso do homem era de correção a tudo e a todos. Criticou aos cristãos que buscam aprofundar-se na fé com o estudo teológico e acadêmico; colocou o  questionamento de autoridade como um pecado hediondo; identificou as doutrinas rasas e ingênuas do pentecostalismo como sendo a “sã doutrina” das Escrituras; e, por fim, censurou às vozes dos líderes assembleianos, já devidamente banidos, que escandalosamente propunham a ênfase na Graça de Deus e na liberdade em Cristo.

É certo que esse partido legalista pentecostal sempre teve força. Nas escolas bíblicas dos jovens, eu observava como o ensino mais devidamente protestante e sadio do jovem pastor – que agora não está mais neste Estado – era desvirtuado e desdito pela líder do departamento de mocidade. Imagine, em um dia, ouvíamos “A Graça de Deus nos liberta de uma vida religiosa”, e, em outro dia, “Quando Jesus voltar, temos que estar prontinhos para subirmos com Ele.”

Mas, agora, parece que toda a voz legitimamente protestante foi silenciada na AD de Guaíba. Os pastores amigos dos membros dão lugar aos “anjos da Igreja”. A igreja assume a velha configuração de um Clero impoluto e santo, que se empenha em corrigir um Laicato pecador, teimoso, vil. O homem que sobe ao púlpito fala pelo próprio Espírito Santo, enquanto que o aquele que se senta aos bancos tem apenas de ouvir, como pecador vil que é.

É com pesar. Com pesar que vejo o silenciamento dos teólogos, o desprezo pelas bandeiras protestantes, e a glorificação da ingenuidade evangélica.

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