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27.3.13

Contrassenso nonsenso

[Pra começar, eu não sei se o título se escreve da forma como eu escrevi, mas não importa.]

É impossível dividir com quem não quer receber uma parte. É difícil querer mostrar pra alguém que não quer ver. O egoísta é indiferente à vitória do próximo.

E é pior consigo:
Ninguém divide quando se quer é guardar pra si. Não se mostra se o objetivo é ocultar. A minha vitória não deveria deixar os outros felizes.

Mas a gente nasce pra dividir, mostrar e se alegrar. Consigo e com o próximo. E ajudar, e ser ajudado. E se alegrar, e ser alegrado. A vida não é capitalista; a vida é Open Source, é compartilhamento, de graça, free. Tudo que é bom é pra me alegrar e alegrar ao meu próximo, porque se eu me alegro só comigo, minha alegria é pouca e só de vez em quando; mas se eu me alegro com todos e todos se alegram comigo, a alegria é sempre plena, e a dor repartida, amenizada.

Não sei quanto tempo mais dá pra aguentar viver em egoísmo. Não sei por quanto tempo dá pra abrir mão da tarefa de ser em plenitude pra ser em específico. Não sei quanto mais dá pra construir material, enquanto deveria estar construindo espiritual. Talvez amanhã eu mude, ou semana que vem, ou mês que vem, ano que vem quem sabe, ou só daqui 10 anos... pois que a cada dia eu sinto, e a cada choque minhas pernas tremem e o sacudir é cada vez mais forte.

O projeto é grande e firme e forte e é brabo pô-lo abaixo pra reconstruí-lo com ares mais coloridos. O cinza do cimento é imponente e eu não sei até onde a implosão pode arremessar escombros. O egoísmo escada percorre jardas rumo a mais um shut down e talvez sem escadas pode ser que eu não consiga subir tanto na vida. Mas essa vida não é a minha e talvez seja bem melhor subir prédios baixos como os da Londres em vez de procurar arranhas-céus como os de New York. Talvez minha vida seja ser alpinistas de prédios baixos, sem elevador. Talvez minha vida seja subir pouco, mas pintas os muros que subo, para que minha marca fique, e para que os outros se alegrem na minha pintura.

Talvez, talvez, talvez.

Talvez eu nunca fique satisfeito. E morra insatisfeito. E foda-se.

Paztejamos.

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