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10.3.13

Sonhando com Juremir Machado da Silva


Foi anteontem. Sonhei que caminhava nas ruas de uma Porto Alegre fantástica na companhia de meu jornalista favorito, o Juremir Machado da Silva.

Ele me contava dos horrores da Ditadura. Descrevia-me as torturas a que submetiam os ativistas políticos que ousavam questionar o regime.

Enquanto caminhávamos, ouvíamos na rua o som de uma banda gaúcha de Rock, de vocalista feminina, cuja melodia lembrava as velhas bandas de Rock Psicodélico dos anos 60.

Juremir me contou que conhecia a mãe da cantora. Fora ativista durante a Ditadura, e os militares lhe quebraram a clavícula. Nessa hora, senti uma dor aguda no meu osso equivalente. Prosseguimos.

Foi quando um motorista bêbado se aproximou de nós. Não me lembro ao certo o que dirigia, mas parece ter sido uma bicicleta. Não bastando estar bêbado, ele ainda trazia consigo inacreditáveis galões de cerveja. Tombou ao nosso lado. Não nos atingiu, mas derrubou os galões, e espalhou cerveja por toda a rua. 

Molhamos nosso pés. Ficamos anojados.

A seguir, Juremir – que, no sonho, tinha uma estranha antipatia por cerveja, igual a minha antipatia real – se despediu, e desapareceu. Levantei meus olhos, e eis que vi a tal banda de Rock gaúcha, com a vocalista à frente, caminhando em minha direção.

A vocalista lembrava a Rita Lee em seus tempos de moça, porém com cabelos pretos. Ela disse algo como: “Venha conosco! Precisamos lutar contra esse regime!”. E eu, sem dizer nada, me juntei a eles, e partimos.

De algum modo, eu sabia que o “regime” a que ela se referia era a direita midiática. Os “lacerdinhas”, como diz o Juremir.

Fim do meu sonho.

2 comentários:

  1. não identifiquei a banda, qual era? (se é que era também... sendo um sonho, bem possível que nem exista :P)

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  2. Não existe mesmo. Mas soava mais ou menos como a extinta Manacá.

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