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30.4.13

Silas Malafaia em mais um capítulo da novela gay

Eu tenho váááááááários e sééééééééérios problemas com essa bandeirada gay, e, bem na real, acho uma série de coisas que o malafaia fala sensacional, apesar de ele ter queimado o filme dele por causa de um monte (UM MOOOOOOOOONTE!) de merda que já disse, o que no fim prejudica que as pessoas se prestem atenção quando ele se presta a falar sério.

Ele é muito bom, mas só quando quer, infelizmente.


To deixando aqui pra assistir depois, que não tá me sobrando uma hora assim fácil pra parar e ver esse vídeo. Na real até tá, mas eu tenho coisas mais úteis pra fazer agora... enfim.

Paztejamos

22.4.13

Porque quase não falo mais sobre igreja e religião

Há tempos me proponho a me justificar aqui sobre os motivos pelos quais quase não discuto igreja mais nesse blog e eis que hoje, ao abrir por acaso o blogger e dar de cara com um texto no Genizah (que aliás quase não acesso também mais) sobre a morte de um tal Brennan Manning, me inspirei a me explicar.

Os fatos são vários. 1) Estou burocraticamente "desviado", ou seja, não estou vinculado a igreja nenhuma, porque me excluíram da minha (um processo meio que bizarro, mas ok, que seja). E, talvez por isso, quase não tenho contato com coisas de igreja, tradições, questões eclesiásticas e etc. Aí nem penso em falar muito sobre isso;

2) E também porque, ao longo desse período mais "libertário", tenho conhecido gente de todas as crenças e tomei um respeito razoável por cada uma de uma forma que as vezes me sinto estranho em criticar alguém, dadas as minhas falhas. O leitor eventual não deve entender isso mal: não acho que as coisas não devem ser criticadas, discutidas, 'alumiadas' (não mudei de ideia depois de criticar o mundo inteiro); mas não me sinto disposto a fazê-lo.

Um exemplo disso são os Hare Krishna que eu conheci na rua. [Na real, Hare Krishna é uma designação informal, do mesmo modo que usamos "crente" pra chamar os "cristãos evangélicos". O correto é Vaishnavas ou coisa parecida. Enfim.] Os caras tinham uma instrução legal e era interessante e produtivo conversar com eles sobre Deus, porque apesar de eles terem pontos de vista teológicos diferentes do meu, nós, em respeito mútuo, íamos expondo nossos pontos de vista e vendo como eles são construídos igual ou diferente. Eu considero isso até uma forma de evangelização, porque os Vaishnavas tinham uma série de conhecimentos distorcidos sobre a Bíblia que eu tive a oportunidade de explicar.

Mesma coisa é também as igrejas doutrinariamente menos profundas. Só como exemplo, a igreja que eu estou frequentando mais agora, a Betel, tem costumes que ficam entre a Assembléia de Deus e a Batista. Lá as pessoas se vestem como querem (o que é ótimo), mas o estudo Bíblico não tem tanta profundidade quanto na Assembléia. Ouquei. Mas, mesmo sem tanto conhecimento doutrinário, e com uma série de distorções clássicas (proibição de bebida/cigarro, graça apoiada nas obras), as pessoas são sinceras quando servem a Deus assim. E eu não posso ir contra essa sinceridade. Posso no máximo perguntar se elas se consideram coerentes assim. E criticar não parece mais o caminho disso. Me parece que eu tenho que viver dessa minha forma cristã desvinculada e demonstrar que há um jeito de viver pra Deus sem viver pra igreja.

Porque aliás é isso que eu tenho feito. Eu frequento a igreja porque a igreja é um lugar legal. E eu gosto de ir no culto e eu quero principalmente ouvir pensamentos e conhecer pessoas lá (principalmente se os pensamentos são contrários aos meus e as pessoas não concordam comigo). Mas eu quero viver pra fora.

Não é beeeem assim, e talvez eu não saiba me expressar direito quando digo isso. Mas é que não dá pra ficar inteiramente sem frequentar uma igreja. Não dá pra ficar simplesmente sem ir. A gente tem que ir, e ter amigos lá, pra ter conversas cristãs, e se sentir estimulado à leitura da Bíblia, e discutindo coisas de crente. O que eu me refiro sobre "viver pra fora" é que não dá pra ter uma vida voltada pra dentro da igreja. Não dá pra frequentar a igreja num ritmo tão acentuado que quando a gente falte dê remorso, ou os outros estejam tão acostumados com a nossa presença no culto que perguntem onde a gente andava. Tem que ter um equilíbrio aceitável. Tem que conseguir conciliar, ir na igreja mas poder ir também em festa, casamento, noivado, barzinho... porque a vida não é plena se a gente não for livre.

Só que esse meu pensamento, essa forma de ver as coisas, quando enunciado, traz um 'furor' incômodo aos crentes. E eu tenho aprendido na Bíblia mesmo que sábio que é sábio fala pouco e cuida o que fala. E é por conhecer a sinceridade das pessoas ao não cortar o cabelo, ao não assistir televisão, ao achar que a Santa Ceia é uma vez por mês, ao não se depilar, ao fazer a barba, ao não beber e não fumar, enfim, ao "não um monte de coisas", além, é claro,dos que dão uma grana preta pra igreja (mudando um pouco o foco das tradicionais pras neopentecostais); é por conhecer a sinceridade das pessoas nessas condições todas em servir a Deus é que eu me detenho de criticar e tento só viver um cristianismo mais sincero e tranquilo, que alguns vão criticar achando que estou 'na carne' ou sei lá, mas isso só porque não me conformo com os costumes gerais.

Aliás, aqui um porém: nada contra falar mal dessas situações genericamente. Não sou contra o que critica os "não" que as igrejas pentecostais em geral impõem, assim como não sou contra as críticas ao neopentecostalismo que pede dinheiro a torto e a direito. Sou contra a menção à pessoas XYZ que fazem isso, porque vai saber a intenção de cada um, e vai saber se não são sinceros. Sei lá se faz sentido o que estou escrevendo, agora no fim pensando... mas enfim...

[uma revisão final indica: esse texto deixa em aberto uma série de questões. A principal é sobre se a "sinceridade" basta pra Deus. Eu não quero dizer isso imediatamente, mas acho que Deus é legal o suficiente pra aceitar primeiro nossa sinceridade e depois ir nos moldando na direção que Ele deseja... então, sim, a sinceridade basta pra Deus, pelo menos em questões que Ele não respondeu direito na Bíblia. Pelo menos é o que eu acho :) Outras coisas também ficaram em aberto, mas... dane-se]

paztejeis

19.4.13

Meu Próprio Provérbio

Estas três coisas não entendo de jeito nenhum, e a quarta me estala a cabeça:

1. A tolerância que se tem na igreja com a Teologia da Prosperidade, a Teologia de Batalha Espiritual e o Fundamentalismo Pentecostal, enquanto que visões diferentes e interessantes como o Ecumenismo, o Teísmo Aberto e a Igreja Emergente são impiedosamente atacadas e rechaçadas;

2. O tom de insulto que a palavra "humanista" ganhou na boca de um evangélico padrão;

3. O que faz de um homem que faz piadas com mulheres violentadas e palavrões a rodo seja chamado de intelectual do humor;

4. O porque de Carlos Vilagrán, um ator eternizado no imaginário de cada brasileiro a pelo menos três gerações ser alvo de tanta oposição pelo povo gaúcho em ser seu embaixador para a Copa;

Não. Não vou entender essas coisas. Nem que me cercasse dos sábios de Temã. Nem que tomasse concelho com Noé, com Daniel e com Jó. Nem que a Santa Sabedoria viesse ter comigo.

4.4.13

ah, Internet

Houve um tempo em que ter blog era moda.
Houve um tempo até que eu achei que tinha criado essa moda nos meus amigos e os que me rodeiam.
Mas a moda foi.
E vieram, sei lá, Twitter, Facebook, Instagram e a moda agora é, sei lá, tirar foto de comida ou de seios na frente do espelho.
Mas eu nem ligo pra moda mesmo...

Ainda tem blog a dá com pau por aí, na internet e tal. Mas o movimento é menor, é só aquele 'especializado'. Tem cara que fez a vida nesse negócio, soube postar o que os outros queriam ver e criar seu próprio conteúdo. Que o que atrai leitores é não ficar em devaneios e criar conteúdo interessante mesmo. Mas eu nem sei se saberia lidar com isso. Prefiro ficar pensando dentro da minha casca.

Mas o movimento baixou, e eu fiquei 'pra trás'. Ter blog hoje é mais cult, ou obscuro, ou underground, sei lá. Hipster, pode ser.

O negócio é que dificilmente dá pra fazer a vida num negócio desses se não fizer algo que os outros queiram ver. Viver da internet é um negócio difícil porque tem que criar e desenvolver coisas que realmente façam que os outros te vejam.

Enfim.

Esses últimos dias em casa parado o dia todo (por motivos alheios à minha vontade - queria já estar trabalhando) me fizeram ter muito tempo pra ver muito vídeo no youtube e ver muitos blogs. E, cara, dá muito bem pra fazer qualquer coisa que fazem. O legal da internet é esse: qualquer um pode fazer o que quiser e postar lá, que todo mundo vai ter acesso. Só é preciso ser um pouco sábio pra saber o que os outros querem.

Eu vejo esse contraste sempre quando olho pra esse blog (de devaneios e constatações vagas e baratas) quando comparado ao meu blog de conhecimentos bancários, que tem de fato conhecimento útil. Enquanto nesse as pessoas cagam, não comentam nem pra mandar a merda, no outro, sempre que tem um concurso de banco, os caras saltam em cima, e comentam sempre várias coisas (de "muito bom" até "lixo").

Mas poxa, dá trabalho cara...

Elaborar conteúdo na internet exige um investimento de vida. Conteúdo atualizado então, putz! eu vejo a cada dia que não tenho saco, simplesmente.

Meu blog de conhecimentos bancários vai perdurar e existir muito mais tempo porque eu tenho propósitos alheios a internet: passar em concursos. Só. De resto, se eu fosse estudar só pra escrever lá, pff, NUNCA ia ser atualizado. Aliás, essa foi a fórmula que eu encontrei: publicar conteúdo só pela MINHA conveniência...

Que vontade de uma coca-cola nessas 5:14 da manhã.

Paztejamos