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12.5.13

estável instabilidade

Pronto pra sentar na moto e entrar no inferno? Porque eu estou!
Os portões nem parecem tão grandes assim, essa cerquinha não me assusta.
Como na tirinha do Ryot, tenho tudo planejado para caso as coisas deem errado, e não espero que elas deem certo.

A descida parece empolgante e eu já sou só adrenalina.
Fiz roteiros e projetos para visitar cada ponto turístico nessa viagem.
A cada dia engenho sobre as possibilidades, e a cada dia elas se parecem mais amplas.
Estou subindo e o meu horizonte parece maior.
Como no Fernão Capelo Gaivota: vê mais longe a andorinha que voa mais alto.

Só que eu não sou mais uma Andorinha. Em outros tempos podia ser chamado João de Barro, quem sabe por último um Sabiá ou um Bem-te-vi, mas agora eu sou uma Rapina. Ainda filhote, é verdade, mas quando menos esperarem estarei devorando os filhos dos meus inimigos. Ah, eu serei feliz quando os pegar e os despedaçar contra as rochas.

A violência traz proteção; o mostro sempre está seguro; a truculência garante a paz. O mal nem sempre é mal, as vezes é só a interpretação dos fracos. O forte não é mal por tomar o que é seu, fazer valer o seu direito ou se voltar contra a injustiça. Os oprimidos pelo forte não tem outra escolha a não ser se tornarem também fortes... ou isso ou viverão a vida inteira sob o jugo da injustiça.

Olho por olho, dente por dente: basta entrar no jogo.
De banguela e caolho todo mundo tem um pouco.
Mas disso ninguém passa.
Depois desse estágio, pode-se fazer o que quiser.
Se acostuma, da medida que julgardes serás julgado: e a medida que usamos é tãããão podre...
Só sendo forte pra passar nessa medida.

A armadura está pronta;
O soldado está cingido;
A carnificina está só começando;
E cabeças... aaah, essas vão ser felizes bochas.
Se é necessário cheirar enxofre pra resgatar a alma,
Bom, então...Lá vamos nós!

Paztejeis,
que a minha paz já está encomendada.